Cuiabá
Projeto ‘Banco Vermelho’ em Cuiabá é o único no país a contar com mais de uma unidade; a iniciativa fortalece o combate à violência contra mulher e ao feminicídio
Cuiabá
A iniciativa do Banco Vermelho em Cuiabá alcançou um marco significativo com a instalação da oitava unidade, entregue nesta segunda-feira (16) no Fórum da Comarca da Capital. A ação foi realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher.
Os bancos já estão presentes em locais estratégicos, como o Shopping Pantanal, Parque das Águas, Praça Alencastro, Orla do Porto 2, Praça 8 de Abril (Choppão), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Shopping Estação e o Fórum de Cuiabá.
“Entendemos que, sendo Cuiabá a capital de um estado com índices alarmantes de violência contra a mulher, era fundamental ampliarmos o alcance dessa iniciativa para que mais pessoas tenham acesso à informação”, destacou Elis Prates, secretária adjunta da Mulher.
As peças, confeccionadas em madeira reforçada com mais de quatro metros de comprimento e pintadas na cor vermelha, exibem frases de impacto contra a violência de gênero. Além disso, um QR code permite o acesso direto ao texto completo da Lei Maria da Penha, reforçando o caráter educativo da campanha.
Complementando o projeto, 30 placas de sinalização na cor vermelha foram instaladas em pontos estratégicos da cidade. As placas, no formato de “Pare”, simbolizam a urgência de interromper a violência contra as mulheres.
O Banco Vermelho, idealizado pelo Instituto Banco Vermelho, com sede em Recife, foi adotado pela Prefeitura de Cuiabá e instalado pela Secretaria Municipal da Mulher. A iniciativa está presente em 12 estados brasileiros, sendo Mato Grosso o único com mais de uma unidade instalada.
“Aproximadamente 1.800 pessoas circulam mensalmente por esses espaços. É nosso papel institucional nos engajarmos em campanhas voltadas à sociedade civil, pois fazemos parte de uma sociedade democrática e igualitária. Precisamos trazer à tona questões muitas vezes consideradas tabus, mas que são fundamentais para promover mudanças”, afirmou Hanae Yamamura de Oliveira, juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
“A instalação de mais uma unidade do Banco Vermelho em Cuiabá é um símbolo do compromisso coletivo no enfrentamento à violência de gênero. Por meio da Secretaria Municipal da Mulher, estamos ampliando ações de conscientização e criando espaços que promovem o diálogo e a educação sobre esse tema tão urgente”, destacou a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.