Cuiabá
Reunião entre prefeito, Estado e MS debate ações para conter dengue
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, voltou a solicitar apoio do Governo do Estado e do Ministério da Saúde para o enfrentamento ao surto de dengue e chikungunya na capital mato-grossense. Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (13), no Palácio Paiaguás, ele anunciou uma grande força-tarefa para combater o avanço das arboviroses e pediu a colaboração dos entes públicos para ampliar as ações de atendimento e prevenção. A secretária municipal de saúde de Cuiabá, Lúcia Helena, e o vice-governador Otaviano Pivetta participaram da reunião.
Durante o encontro, foi destacado que os casos graves das doenças têm crescido entre crianças e idosos. Para lidar com a situação, a prefeitura acelerou as obras do novo Centro Médico Infantil e decidiu transformar a Policlínica do Planalto em uma unidade de atendimento pediátrico. “A prioridade é salvar vidas e oferecer atendimento digno para nossa população. Precisamos de uma atuação conjunta e imediata para desafogar o PA de pediatria da Santa Casa de Misericórdia”, afirmou Brunini.
Outro ponto abordado foi a necessidade de reforçar a comunicação sobre o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O prefeito pediu que o Governo do Estado colabore na divulgação de que os “postinhos” estão recebendo demanda espontânea de casos leves, medida que visa desafogar o pronto atendimento da Santa Casa de Misericórdia e da Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A Santa Casa, gerida pelo Estado, não possui estrutura para lidar com a alta demanda gerada pelo surto das doenças.
A reunião contou também com a participação de representantes de Várzea Grande e da Força Nacional. O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, reconheceu que a transição de governos contribuiu para agravar a crise. “Sabíamos das dificuldades desde o ano passado e alertamos os prefeitos antigos e os novos gestores. Essa mudança de comando impactou as ações de enfrentamento, e agora precisamos de um esforço coletivo para minimizar os danos”, disse.
Já o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou a importância da união entre os entes públicos para tirar Mato Grosso das primeiras posições no ranking nacional de casos graves das arboviroses. “A cooperação entre município, estado e governo federal é fundamental. Precisamos atuar de forma coordenada, planejada e efetiva para reduzir a incidência dessas doenças e evitar mais mortes”, declarou.
Com a força-tarefa anunciada, a Prefeitura de Cuiabá espera intensificar o combate ao mosquito aedes aegypti, responsável pela transmissão das doenças, e ampliar a rede de atendimento para garantir suporte à população afetada pelo surto.
#PraCegoVer
Na imagem principal o prefeito Abilio com sua tradicional camiseta cinza está sentado em uma mesa de reuniões e ao seu lado está o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta e o secretário de Saúde Gilberto Figueiredo. Todos estão atentos as explicações técnicas das razões que provocaram a alta nos casos de arbobiroses.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.