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Roda de Conversa no Renascer marca os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

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Cuiabá

Integrando a programação da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, a secretária adjunta da Mulher, Elis Prates, participou, na manhã desta quinta-feira (28), de uma roda de conversa na Unidade de Saúde da Família Renascer. A atividade, promovida pelos estudantes do 5º semestre de Saúde Coletiva e membros do Projeto de Extensão Vivências e Estágios na Realidade do SUS (da UFMT), contou com a parceria da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher. As discussões foram guiadas por temáticas como vozes negras, resistência, acesso à saúde e equidade.

“Nós, da Secretaria da Mulher, já fomos convidadas a participar em outras ocasiões e sempre aceitamos, pois consideramos essencial manter esse contato com a comunidade. Nesta palestra, o tema abordado foi a violência contra a mulher, com um enfoque específico nos desafios enfrentados pelas mulheres negras. Fui convidada a falar sobre esse tema dentro do contexto do Novembro Negro e das celebrações do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Esse período também marca o início dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, durante os quais diversas ações estão sendo realizadas. Entre essas ações, destacam-se uma exposição fotográfica no Ministério Público, que retrata vítimas de feminicídio, e o ‘Varal de Luta’, promovido no dia 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher”, explicou Elis Prates, secretária adjunta da Secretaria Municipal das Mulheres.

Ela destacou ainda que a programação pelos 21 Dias de Ativismo inclui palestras e visitas às comunidades. “Levamos informações e reflexões sobre o tema. No próximo domingo, também participaremos de uma caminhada organizada pelo grupo Mulheres Pelo Brasil, com quem temos uma parceria. Essas atividades têm como objetivo chamar a atenção para a vulnerabilidade enfrentada pelas mulheres negras. Embora sejamos maioria na sociedade, representando 51% das chefes de família em Cuiabá, estamos, em grande parte, inseridas no mercado informal e em condições de extrema fragilidade social. Isso demonstra a necessidade urgente de políticas públicas específicas para esse grupo, a fim de combater as desigualdades e promover maior segurança e equidade,” finalizou a secretária-adjunta.

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O universitário Julian Tacanã, uma das organizadoras, reforçou o compromisso de integrar os estudantes às comunidades locais. “Organizamos espaços de extensão que integram ensino e pesquisa, promovendo atividades como rodas de conversa para aproximar os estudantes das comunidades. Isso faz parte do nosso projeto itinerante, que visita unidades básicas de saúde e aborda diferentes temáticas. Já realizamos eventos anteriores, como um sobre mulheres, do qual a secretária Elis participou. Hoje, o foco está nas vozes negras, resistência, acesso à saúde e equidade. Na roda de conversa de hoje, contamos com a participação de várias pessoas do movimento negro, que contribuíram para debater a importância da luta da população negra e trazer essas vozes para este espaço. Nosso objetivo é criar um ambiente de educação em saúde que seja participativo e conectado à comunidade. Temos uma parceria com a Unidade Básica de Saúde do Renascer, que sempre acolhe nossas iniciativas. Hoje, mais uma vez, realizamos uma atividade significativa nesse contexto,” destacou Julian.

As atividades dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres seguem até o final de novembro, com programações diversificadas voltadas à conscientização e ao enfrentamento da violência de gênero.

“Muitos ainda desconhecem a gravidade e a extensão da violência contra as mulheres, assim como suas diversas formas (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral). A campanha oferece um espaço para informar e educar a população, ajudando a desconstruir preconceitos e comportamentos que perpetuam essa violência. Falar sobre o tema ajuda mulheres vítimas de violência a se sentirem acolhidas e encorajadas a buscar ajuda. O silêncio, muitas vezes motivado por medo, vergonha ou falta de informação, é um dos principais aliados do agressor. A campanha cria um ambiente onde o assunto é tratado com seriedade, empatia e suporte”, explica a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.

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Mostra Fotográfica:

A Mostra Fotográfica de Vítimas de Feminicídio está aberta ao público nos salões da sede das Procuradorias de Justiça de Cuiabá, reafirmando seu papel como uma ferramenta poderosa de sensibilização. Realizada em parceria com a Virada Feminina Nacional, a exposição – que já percorreu diversos espaços públicos e privados – impactou mais de 70 mil pessoas na capital e se consolidou como um grito de alerta à sociedade, uma estratégia de alcance profundo e transformador. São doze painéis que relatam a história de cruéis crimes contra mulheres.

21 Dias de Ativismo: A campanha busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, conduzida por diversos atores da sociedade civil e do poder público. Em escala mundial, a campanha ocorre de 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, até 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O objetivo é propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade. (Com informações da Câmara dos Deputados)

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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