Cuiabá
Secretaria da Mulher participa do II Fórum Nacional de Gestoras de Políticas para Mulher em Brasília
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, participou do II Fórum Nacional de Gestoras de Políticas para Mulheres, realizado na última semana em Brasília.
O encontro, promovido pelo Ministério das Mulheres, reuniu mais de 300 gestoras para troca de experiências e boas práticas na crescente área das mulheres nas instituições públicas.
O empoderamento das mulheres na perspectiva institucional foi uma das temáticas abordadas, com o debate de assuntos relacionados à gestão das políticas, intercâmbio de experiências, participação das mulheres nos espaços de poder e decisão, além do orçamento das políticas para mulheres.
“O desafio aqui é discutir o empoderamento das mulheres. Temos que voltar cheias de poder para o nosso município. Estamos em ano eleitoral. Temos que dizer ao candidato eleito que ele tem de criar a secretaria de mulheres no município, essa tem de ser sua principal pauta”, disse Cida Gonçalves.
A mesa do primeiro dia do Fórum abordou o tema “Ampliando a participação das mulheres nos espaços de poder e decisão”, com a mediação da secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política (SENATP), Carmem Foro.
Segundo a titular da pasta da Mulher, Cely Almeida, a administração do prefeito Emanuel Pinheiro é referência quando o assunto é ‘Mulheres em Cargos de Liderança’, aspecto amplamente debatido em encontros e anseios da causa feminina.
Foram mais de 20 mulheres em cargos de secretária e adjunta desde 2017, sendo que a presença feminina chegou a ser 50% no 1º escalão entre 2020 e 2021.
Cuiabá está à frente de outras capitais e estados brasileiros que direcionam apenas 25% dos cargos de chefia para mulheres. No Governo Federal, nos últimos oito anos, o número foi de pouco mais de 30 mulheres em 188 posições nos ministérios.
“A nossa gestão liderada pelo nosso prefeito e pela primeira-dama Márcia Pinheiro tem essa preocupação de colocar as mulheres em posições de liderança porque ele acredita na competência feminina”, destacou Cely Almeida, secretária da Mulher.
Outros assuntos como orçamento, misoginia, igualdade salarial e violência de gênero permearam os discursos de todas as autoridades presentes, que também destacaram a baixa participação das mulheres em espaços de poder e a violência política que muitas sofrem.
“Quando vamos para fora, é uma oportunidade de verificar se as nossas políticas estão conforme a realidade nacional. Eu fico muito satisfeita porque estamos atendendo à população feminina, principalmente na questão do feminicídio”, pontuou Elis Prates, adjunta da Mulher.
Cuiabá possui ações de referência em todo o país, como o Auxílio aos Órfãos do Feminicídio, o programa de capacitação Qualifica Mulher e o Espaço de Acolhimento da Mulher, que foi o primeiro do Brasil a ser implantado numa unidade de saúde pública.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.