Cuiabá
Secretária empossa novos membros da Empresa Cuiabana de Saúde Pública
Cuiabá
A secretária de Saúde de Cuiabá, dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio, empossou nesta sexta-feira (31) os novos membros do Conselho de Administração da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), em reunião realizada na sede do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).
Foram empossados Ricardo Venero Soares, como representante da Secretaria Municipal de Saúde; Júlio César Souza Garcia, como representante do Conselho Municipal de Saúde; Helder de Oliveira Caldeira, como representante do prefeito Abilio Brunini. A secretária de Saúde, Dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio, assumiu a presidência do Conselho Administrativo.
Outro destaque da reunião foi o anúncio da formação do Conselho Fiscal da ECSP. Foram empossados Elda Marisa Valim Fim, como conselheira fiscal titular e Josias Jovino Pulquério, como conselheiro fiscal suplente, ambos representando a Prefeitura de Cuiabá. Além disso, Joselma Pereira Agulho e Graciela Cristiane Oyamada assumiram como conselheiras titular e suplente, respectivamente, indicadas pela Secretaria Municipal de Saúde, além de Wille Marcio e Cristiane Ribeiro Moraes, indicados pelo Conselho Municipal de Saúde.
O encontro também contou com a presença do diretor geral da ECSP, Israel Silva Paniago, e do diretor-técnico do HMC, Fábio Marcelo Matos. Durante a reunião, foi discutida a situação financeira da ECSP.
Durante seu discurso, a secretária municipal de Saúde ressaltou os desafios enfrentados pelo setor e pela ECSP. “Precisamos unir nossos esforços para tirar Cuiabá da situação em que se encontra. Temos enfrentado muitos desafios, principalmente pela situação caótica em que foi entregue pela antiga gestão, e agora temos que trabalhar e muito para conseguirmos ser uma gestão autossuficiente, conseguindo oferecer à nossa população cuiabana a saúde que ela merece”, afirmou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.