Cuiabá
Seis caminhões de carga são autuados por trafegar fora do horário permitido
Cuiabá
Agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana autuaram seis caminhões na tarde desta sexta-feira (14) por circular em via pública fora do horário permitido, infringindo assim o Artigo 187 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Os motoristas não apresentaram o AET (Autorização Especial de Trânsito), documento que autoriza o veículo pesado circular em via pública, quando necessário.
A ação dos agentes de trânsito ocorreu na Avenida José Rodrigues do Prado, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá, e corresponde a segunda fase da Operação Carga Pesada.
A ação é destinada a evitar que caminhões acima de 24 toneladas circulem em Cuiabá, prejudicando o trânsito, a malha asfáltica e, ainda, de comprometer a fiação elétrica e de serviços de telecomunicações.
“É uma ação que também visa a proteção de motociclistas que ficam mais vulneráveis a riscos com esses caminhões pesados circulando sem restrições”, complementa a secretária de Mobilidade Urbana, Regivânia Alves Venâncio.
A lei municipal 5.463/2011 estipula que veículos com carga superior a 24 toneladas só poderão circular no período das 20h às 6h.
Fora deste horário, é necessário apresentar o AET (Autorização Especial de Trânsito), documento que permite o veículo pesado circular na via pública, quando necessário.
Para solicitar o AET, a Secretaria de Mobilidade Urbana disponibiliza o e-mail [email protected] onde serão informadas as exigências para emissão do documento. Outra opção é comparecer a sede da Secretaria de Mobilidade Urbana, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1289, Centro, Cuiabá, Telefone: (65) 3315-4298.
#PraCegoVer
A imagem ilustra um agente de trânsito com colete amarelo e camisa azul preenchendo um papel branco. Ao fundo, é exibido um caminhão de cor branca.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.