Cuiabá
SMS reúne Agentes Comunitários e de Combate a Endemias para alinhamento estratégico
Cuiabá
A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio, se reuniu nesta terça-feira (11) com representantes dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE) no auditório da SMS, em um encontro cujo objetivo foi discutir temas essenciais para a categoria, reafirmando o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais e a melhoria dos serviços prestados à população cuiabana.
Entre os principais pontos abordados, destacou-se a preocupação com a segurança e bem-estar dos agentes. A secretária Lúcia Helena garantiu que a SMS buscará incluir na agenda a confecção e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), de acordo com as necessidades apontadas pelos profissionais. “Temos esse olhar e sabemos que isso é necessário. Na medida do possível vamos atender a essa demanda”, afirmou.
Outro tema relevante foi a insalubridade, um aspecto essencial para os ACS e ACE. A gestão informou que a prefeitura contratou uma empresa especializada para conduzir um estudo técnico que definirá, com base em normas de segurança e medicina do trabalho, o grau de insalubridade a que cada profissional tem direito. “Não será uma decisão da gestão, mas sim um critério técnico definido por especialistas”, explicou a secretária.
Sobre a contratação de novos agentes, a gestão demonstrou compreensão da necessidade de ampliação do quadro, especialmente diante do crescimento populacional da capital. “Sabemos que houve um aumento significativo da população em Cuiabá, principalmente de forma vertical, e isso exige um ajuste na distribuição dos agentes para atender melhor a comunidade”, pontuou a secretária.
A capacitação dos ACS e ACE também esteve na pauta. A gestão solicitou ao sindicato uma lista dos profissionais que já possuem formação técnica, a fim de equilibrar a distribuição e garantir que todos estejam aptos a desempenhar suas funções com excelência.
Outro ponto de destaque foi o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). A secretária defendeu um modelo de PCCV unificado para todos os servidores municipais, respeitando as particularidades de cada função. Contudo, ressaltou a situação econômica delicada do município, que levou a decretação de Calamidade Financeira. “Esperamos que a arrecadação melhore nos próximos meses para que possamos avançar nessas questões”, afirmou.
Por fim, foi abordada a questão dos descontos indevidos nos salários dos agentes para o pagamento de créditos consignados, sem que os valores fossem repassados aos bancos. A secretária classificou a situação como grave e afirmou que a Procuradoria-Geral do Município será consultada para avaliar as providências legais cabíveis. “Isso é caso de polícia, e os responsáveis precisam ser punidos”, destacou.
O encontro reforçou a disposição da gestão municipal em manter um diálogo aberto e transparente com os ACS e ACE, buscando soluções viáveis para as demandas da categoria, e a melhoria das condições de trabalho dos agentes e, consequentemente, com um atendimento de saúde cada vez mais eficiente para a população.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.