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Vereadora pede valorização aos cuidadores de alunos com deficiência

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Cuiabá

20/06/2024
Vereadora pede valorização aos cuidadores de alunos com deficiência
A vereadora Maysa Leão (Republicanos), utilizou a Tribuna da Sessão Ordinária desta quinta (20.06) para alertar sobre a precarização do trabalho do profissional CAD – cuidador de alunos com deficiência. Segundo levantamento feito pela parlamentar, esta categoria recebe menos de um salário mínimo e não tem acesso à qualificação adequada.&nbsp
“Hoje, o município de Cuiabá paga para a empresa por cada cuidador de aluno com deficiência R$5.800,00 por mês. E esse mesmo cuidador recebe menos de um salário mínimo. É ultrajante, é impossível que pessoas que tenham o mínimo de ética e respeito, princípios, valores, aceitem que um profissional da educação receba menos de um salário mínimo”, declarou Maysa Leão no Plenário.
A profissão CAD hoje no município de Cuiabá é gerida&nbsp pela empresa terceirizada Conviva. Este ponto, segundo a parlamentar, não contribui para o fortalecimento da educação. A vereadora Maysa Leão defende o concurso para a categoria.
“Uma grande ineficiência e indiferença com esses profissionais dentro da gestão Emanuel Pinheiro, visto que nós temos pedido que haja um concurso para CADs, para que esses profissionais tenham o mínimo de dignidade. Eu fiz esse pedido pessoalmente para a secretária Edilene, eu fiz esse pedido por indicação, eu fiz esse pedido por ofício, eu fiz esse pedido de todas as formas possíveis”, relatou Maysa, que luta para a valorização da categoria.
Segundo Maysa Leão, ‘não dá para aceitar que uma empresa tenha um enriquecimento de mais de 52 milhões de reais por ano, enquanto mulheres e homens, cuidadores de alunos com deficiência, passam dificuldade para manter seus lares’.
A parlamentar republicana, que também é mãe atípica, reafirma seu compromisso com a categoria, com a comunidade das famílias atípicas, na luta pela valorização do profissional cuidador de alunos com deficiência.
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio

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A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).

O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens. 

O áudio e o teor da gravação

O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.

O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo. 

Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio. 

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Reação política e jurídica

Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto. 

O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.

Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática. 

Posicionamento da redação do PNB Online

Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.

Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade. 

Contexto mais amplo

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O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)

Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.

Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.

 Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.

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