Cuiabá
Visando retomada de obra no Terminal do CPA 3, Semob trabalha em readequação viária para acomodar cerca de 30 mil passageiros diários da maior estação de ônibus de Cuiabá
Cuiabá
Visando a retomada das obras no Terminal do CPA 3, a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá deu início a uma ‘força-tarefa’ para readequar as vias no entorno da maior estação de ônibus da capital, nesta segunda-feira (22). Com uma média de 30 mil passageiros que utilizam diariamente o terminal de embarque e desembarque de ônibus na região, a previsão é de que ele seja completamente fechado na sexta-feira (26).
Para isso, foi instalada uma comissão técnica composta pelas três diretorias da pasta, a de Transportes, Trânsito e Engenharia. Sob o comando da secretária Luciana Zamproni, os trabalhos se concentram em implementar alternativas que visam fornecer conforto e segurança aos passageiros do transporte coletivo de Cuiabá durante o período de obras no local. Além disso, o grupo também trabalha em ações que assegurem a redução dos impactos no tráfego viário trazidos pelas mudanças. A expectativa é de que a obra seja entregue até o fim da gestão Emanuel Pinheiro.
Entre as mudanças, está o novo local de embarque e desembarque, esse passará a funcionar através de oito abrigos instalados na extensão da ciclovia da Rua Um (Tancredo Neves), que está localizada a cerca de 50 metros do Terminal do CPA 3. O projeto ainda prevê a remoção dos tachões que separam a faixa exclusiva de ciclistas para a ampliação da pista, dando origem a uma faixa ‘provisória’ exclusiva para ônibus. As vias também passarão por reforço de sinalização.
“Nada será feito do dia para a noite, por isso separamos uma semana para fazer todas essas mudanças, para que os passageiros que dependem e usam do transporte coletivo da capital se adaptem mais facilmente as readequações da região. Sabemos que toda obra traz transtornos para a mobilidade da cidade, mas essa reforma no Terminal do CPA 3 foi um compromisso firmado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, e ele faz questão que esse terminal seja entregue até o final da sua gestão e com toda certeza iremos trabalhar para isso”, destacou a secretária, Luciana Zamproni.
De acordo com o diretor de transportes da Semob, Nicolau Budib, apesar das mudanças, os itinerários das linhas que atendem o terminal permanecerão os mesmos.
“Essas mudanças foram pensadas no sentido de causar menos impacto possível aos passageiros do transporte coletivo. Não vai haver alterações no itinerário dos ônibus, apenas do local de embarque e desembarque, que pelos próximos cinco meses será feito nesses abrigos provisórios, que funcionará enquanto o terminal estiver fechado para reforma. Tudo isso vai ser por um curto período de tempo, por isso ainda pedimos um pouco de paciência à população, depois que a obra for entregue, tudo volta a normalidade e com uma qualidade muito maior”, enfatizou Nicolau.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Polêmica em Mato Grosso: deputado estadual acusa jornalista de gravação irregular após divulgação de áudio
A cena política em Mato Grosso viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (15), quando o deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu com veemência a divulgação de um áudio no qual faz duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil).
O conteúdo foi revelado com exclusividade pelo jornalista Lázaro Thor, do portal PNB Online, e rapidamente se espalhou nas redes sociais e grupos de mensagens.
O áudio e o teor da gravação
O material divulgado pelo PNB Online mostra o parlamentar em conversa com colegas nos corredores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), discutindo, em tom forte, a relação entre o governo estadual e os servidores públicos.
O deputado teria dito que o governador “não se preocupa com o servidor,” em referência à maneira como Mauro Mendes tem lidado com questões de reajustes e políticas públicas voltadas ao funcionalismo.
Embora o teor da fala tenha repercutido, Paulo Araújo questiona a forma como o conteúdo foi obtido e publicado.
Em entrevista concedida ainda nesta quinta, o parlamentar classificou a gravação como “clandestina, criminosa e irregular” e afirmou que não houve autorização sua para a captação do áudio.
Reação política e jurídica
Em suas declarações, Araújo não negou o conteúdo das críticas ao governador, mas argumentou que o trecho divulgado representa apenas uma pequena parte de uma conversa mais extensa — que, segundo ele, durou cerca de 30 minutos e teria sido tirada de contexto.
O deputado anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra o jornalista responsável pela divulgação, afirmando que a gravação teria sido feita “de forma indevida” em um ambiente privado dentro da ALMT.
Ele também conclamou o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a se posicionar contra a prática.
Posicionamento da redação do PNB Online
Em resposta às críticas do parlamentar, a equipe do PNB Online ressaltou que a gravação foi feita em um espaço público da Assembleia, onde repórteres e profissionais de imprensa têm livre circulação.
Segundo a redação do portal, o fato de uma declaração ser pública e de interesse coletivo justifica a cobertura e a publicação, que têm caráter jornalístico e informativo para a sociedade.
Contexto mais amplo
O caso reacende um debate antigo sobre os limites da atuação da imprensa na cobertura de figuras públicas e o equilíbrio entre transparência e proteção de privacidade. Especialistas lembram que, em ambientes públicos, declarações de agentes públicos podem e devem ser registradas e divulgadas quando têm relevância direta para o interesse da população — sobretudo em contextos eleitorais ou de políticas públicas. (Comentário contextual — não diretamente citado em fontes.)
Liberdade de imprensa: a divulgação de falas de agentes públicos é fundamental ao exercício da cidadania, desde que realizada dentro dos limites legais e éticos.
Legislação sobre gravações: no Brasil, a gravação em ambiente público é, em regra, permitida; em ambiente privado, exige autorização das partes.
Responsabilidade política: a repercussão de declarações de parlamentares pode impactar alianças e debates no Parlamento e na sociedade.