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RESPEITO À MULHER Após ataques à prefeita Iraci, vereadores de Pedra Preta abrem CP contra Gilson Mendes

Câmara Municipal de Pedra Preta abre CP contra vereador Gilson Mendes após falas ofensivas contra a prefeita Iraci

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Cidades

A Câmara Municipal de Pedra Preta viveu um momento histórico nesta segunda-feira (1º), ao aprovar, por ampla maioria, a abertura de uma Comissão Processante  (CP) para investigar a conduta do vereador Gilson Mendes (União). O parlamentar está no centro de uma polêmica após ter direcionado, durante a sessão do último dia 25 de agosto, falas consideradas ofensivas e misóginas contra a prefeita Iraci.

O episódio, rapidamente classificado como violência política de gênero, ganhou grande repercussão dentro e fora do município. A fala de Mendes não apenas gerou indignação entre parlamentares locais, mas também ecoou em nível estadual, recebendo manifestações públicas de repúdio da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e de vereadoras de Rondonópolis, que se uniram em solidariedade à prefeita.

Repercussão e solidariedade

Para muitos, a fala de Gilson Mendes ultrapassou os limites do debate político. “Não se trata apenas de discordar da gestão, mas de ferir a dignidade de uma mulher que ocupa um cargo público legitimado pelo voto popular”, afirmou um vereador durante a votação que resultou na abertura da CP.

Virginia Mendes, primeira-dama do Estado, destacou em nota que episódios como esse não podem ser naturalizados:

“A violência política de gênero é um retrocesso inaceitável. A prefeita Iraci merece respeito, assim como todas as mulheres que atuam na vida pública. Nosso Estado não pode compactuar com ataques que têm como base o preconceito e a desigualdade.”

A deputada Janaina Riva reforçou a gravidade do caso:

“As instituições precisam dar resposta firme e imediata. A CP é um passo importante para mostrar que o Legislativo não vai se calar diante da violência política.”

A decisão da Câmara

Na sessão de 1º de setembro, a decisão dos vereadores foi clara: 8 votos a favor da instauração da CP e apenas 2 contrários. O placar demonstrou não apenas a gravidade com que o caso foi tratado, mas também a união da maioria dos parlamentares em defesa da ética e do respeito no ambiente político.

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Com a CP instaurada, os próximos passos incluem a definição dos membros da comissão e a abertura de prazo para que o vereador apresente sua defesa. O processo deverá apurar se houve quebra de decoro parlamentar e, caso seja confirmada, pode resultar em punições que vão desde advertência até a cassação do mandato.

 o impacto em Pedra Preta

Na cidade, o episódio tem mobilizado não só lideranças políticas, mas também a população. Moradores têm se manifestado em redes sociais em apoio à prefeita, destacando que a postura ofensiva do vereador não condiz com a expectativa da comunidade em relação a seus representantes.

“Não importa se a pessoa gosta ou não da prefeita, o que não dá para aceitar é desrespeito. Mulher merece respeito em qualquer lugar, ainda mais quem foi eleita pelo povo”, disse  Maria das Dores, moradora da cidade há mais de 40 anos.

A prefeita Iraci, embora abalada com a situação, tem recebido apoio e mensagens de solidariedade de lideranças locais, amigos e cidadãos. Pessoas próximas relatam que ela segue focada no trabalho administrativo, mas vê a CP como uma oportunidade de reafirmar que o espaço político também precisa ser um lugar de respeito e dignidade.

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Um alerta para o futuro

O caso de Pedra Preta reforça um debate cada vez mais presente no Brasil: a violência política de gênero. Embora o número de mulheres em cargos eletivos venha crescendo, ainda são frequentes episódios de ataques, desqualificação e constrangimento contra elas, motivados unicamente pelo fato de serem mulheres.

Ao abrir a CPI, a Câmara de Pedra Preta envia um recado simbólico e firme: o de que a política local não deve tolerar atitudes que ultrapassem os limites do contraditório democrático e avancem para o campo da violência e da ofensa

Video da sessão completo Fonte: You tube Câmara municipal de Pedra Preta

https://www.youtube.com/live/mqE4TdzwhXE?si=dSqJf2c_smHVSUFa

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Cidades

Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis

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A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.

O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.

Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.

 

Uma queda que chama atenção

A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:

  • Início da gestão: R$ 4,10
  • Primeira redução: R$ 3,00
  • Valor atual: R$ 2,00

Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.

 

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Mais do que tarifa: estrutura

A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.

Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.

 

Impacto direto na cidade

A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.

Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.

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