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O que era pra ser uma despedida de solteira divertida terminou em risadas, confusão e uma visita inesperada da Polícia Militar em Carlinda.

Chá de lingerie termina em visita inesperada da PM em Carlinda

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O que era para ser uma noite de descontração entre amigas acabou se transformando em uma cena digna de roteiro de comédia em Carlinda, a 30 km de Alta Floresta. O “chá de lingerie” da influenciadora digital Daiana Perez, que se casa no próximo mês com o jornalista Fabrício Nunes, teve uma visita inusitada: três policiais militares que chegaram após reclamações de vizinhos sobre som alto.

Daiana Pérez foto do seu perfil no Instagram: daianaperezinfluencer

A festa acontecia nos fundos de uma residência e reunia cerca de dez convidadas — entre elas advogada, contadora, jornalista, personal trainer e até a mãe da noiva. O clima era de brincadeiras e risadas, quando os policiais entraram no local, acreditando tratar-se de uma ocorrência de perturbação do sossego.

O detalhe é que as convidadas, ao verem os agentes fardados, pensaram se tratar de gogo boys contratados como surpresa. A confusão durou pouco: logo todos entenderam o mal-entendido e a situação virou motivo de risadas.

Sem resistência e sem qualquer crime envolvido, os policiais pediram apenas que o som fosse reduzido e deixaram o local de forma amistosa. A própria Daiana contou o episódio em suas redes sociais, transformando o imprevisto em mais um capítulo divertido da sua contagem regressiva para o casamento.

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O caso levantou, no entanto, uma dúvida comum: a polícia pode entrar em uma residência sem mandado?

Segundo a legislação, sim — quando há flagrante delito, ou seja, suspeita de crime em andamento, como som excessivo que incomoda a vizinhança. Em situações leves, como essa, os agentes podem resolver tudo apenas com diálogo, sem registro formal de ocorrência.

No fim, ficou a lição (e a história): quando o som passa do limite, até uma comemoração inocente pode ganhar visita inesperada.

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Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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