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Estratégia no Congresso Eduardo Bolsonaro assume liderança da minoria na Câmara em meio a críticas e suspeitas de manobra para evitar risco de cassação por excesso de faltas.

Eduardo Bolsonaro assume liderança da minoria na Câmara em meio a risco de perder mandato por faltas

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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi oficializado nesta terça-feira (17) como novo líder da minoria na Câmara dos Deputados. A escolha tem sido interpretada nos bastidores como uma estratégia política para blindar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro diante do risco de perder o mandato por excesso de ausências.

Desde julho, quando terminou sua licença oficial, Eduardo não registrou presença nas sessões deliberativas da Casa. Pela regra interna da Câmara, um parlamentar que acumule 120 faltas não justificadas no período de um ano legislativo pode ter o mandato cassado.

No caso do deputado, a contagem das faltas ainda não representa uma ameaça imediata, mas o risco se tornará concreto a partir de 2026, quando começa uma nova legislatura e a contagem é reiniciada.

O que significa ser líder da minoria?

O cargo de líder da minoria é estratégico dentro da Câmara. O parlamentar que ocupa essa função tem direito a mais tempo de fala em plenário, prioridade em negociações e acesso direto à Mesa Diretora. Além disso, passa a ter influência nas pautas e discussões que representam os partidos de oposição ao governo.

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Na prática, o novo posto pode ajudar Eduardo Bolsonaro a reaparecer com mais visibilidade política e justificar presenças formais em compromissos institucionais, o que reduz a pressão em torno de suas faltas.

Contexto político

A nomeação ocorre em um momento de rearticulação da oposição ao governo Lula. A escolha de Eduardo também reforça o peso da família Bolsonaro dentro do PL, maior bancada da Câmara.

Críticos avaliam que a decisão tem como objetivo principal proteger o deputado de uma eventual perda de mandato, enquanto aliados defendem que o movimento fortalece a atuação da oposição no Legislativo.

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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