Polícia
Operação Tatuagem cumpre mandados e prende investigado por crime sexual contra criança
Polícia
A Delegacia de Alto Araguaia cumpriu, nesta terça-feira (06.08), mandados de prisão e de busca e apreensão, dentro da Operação Tatuagem, contra um alvo de 58 anos investigado por violência sexual contra uma criança na cidade de Ponte Branca.
Os mandados foram expedidos pelo juízo da 1ª Vara Criminal e Cível de Alto Araguaia, após representação do delegado Marcos Paulo Batista e parecer favorável do Ministério Público.
A mãe da vítima procurou a Delegacia de Alto Araguaia e relatou que ao dar banho na filha, de quatro anos de idade, notou a pele avermelhada. Ao ser indagada, a criança disse que o investigado a havia tocado.
A Polícia Civil apurou que o investigado reside perto da casa da vítima e é irmão do padrasto da mãe da criança. Ele já havia tomado atitudes suspeitas, como buscar a criança na escola sem a autorização da mãe e realizou uma festa de aniversário sem o consentimento dos responsáveis pela menor. Além disso, fez uma tatuagem em alusão à criança.
Após aprofundar a investigação, a equipe da Delegacia de Alto Araguaia confirmou os indícios e o delegado do município representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva, busca e apreensão e quebra de sigilo de dados do investigado e o depoimento especial da vítima.
Nesta terça-feira, duas equipes da Polícia Civil cumpriram os mandados em Ponte Branca, cidade vizinha a Alto Araguaia. Na casa foram encontrados diversos brinquedos e roupas infantis. Também foi constatado que o investigado tem duas tatuagens alusivas a crianças. Ao ser indagado, ele confessou que teria feito para ‘homenagear’ a criança vítima e um outro menor, que já não reside na cidade, mas que teve contato com ele por um período.
“O investigado, que não possui filhos, ao que parece, desenvolveu um sentimento doentio por crianças, atraindo-as para a sua casa, mediante oferecimento de brinquedos e bancando festas de aniversários, no intuito de praticar os crimes. As duas tatuagens fazem referência a uma pseudoligação paternal com as crianças vítimas”, explicou o delegado Marcos Paulo.
O investigado foi encaminhado à unidade prisional de Alto Araguaia, onde aguardará a conclusão das investigações e o andamento do processo. A pena para o crime de estupro de vulnerável é de oito a 15 anos de reclusão.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
