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Polícia Civil apreende 211 tabletes de pasta base de cocaína em Mirassol d’Oeste
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¿A Polícia Civil apreendeu 211 tabletes de pasta base de cocaína, transportados em um Fiat Uno, nesta quinta-feira (6.3), em ação realizada pelas equipes da Delegacia de Mirassol d’Oeste e da Delegacia Especial de Fronteira (Defron).
A apreensão foi realizada dentro da operação Protetor das Divisas e Fronteiras, em trabalho conjunto da Polícia Civil com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Um homem, de 27 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas pelo transporte da carga de entorpecentes.
A ação também integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate à atuação de facções criminosas.
Durante as investigações do tráfico de drogas na região de fronteira, as equipes de Segurança Pública receberam informações de que um veículo Fiat Uno, prata, estava transportando grande quantidade de entorpecente e que possivelmente passaria pelas cidades de Mirassol d’Oeste e São José dos Quatro Marcos.
Com base nas informações, os policiais da Delegacia de Mirassol d’Oeste iniciaram as diligências e conseguiram identificar e abordar o veículo suspeito. Ao ser abordado, o condutor do Fiat quebrou o seu aparelho celular, com a finalidade de ocultar provas e outros elementos que pudessem auxiliar nas investigações.
Durante a busca veicular, os policiais encontraram 211 tabletes de pasta base de cocaína que estavam ocultados em sacos de ráfia, de cor amarela, por todo veículo, nos bancos da frente, bancos de trás e no interior do porta-malas.
Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido. O motorista foi conduzido à Delegacia de Mirassol d’Oeste, interrogado pelo delegado Gustavo Ataíde e lavrado o flagrante de tráfico. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Cidades
Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis
Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora
A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.
Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.
Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.
Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara
Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.
Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.
Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.
Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.
Mas por que o mandato foi extinto?
O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.
A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.
O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.
Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.
E por que Adonias pode assumir?
É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.
O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.
Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.
Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.
O que acontece agora?
A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.
A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.
O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.
A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.
