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Comenda Ceci Cunha homenageará mulheres destacadas na política

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O projeto de resolução que cria a Comenda Ceci Cunha para agraciar personalidades femininas que se destacaram no exercício da atividade legislativa ou executiva no âmbito federal, estadual, distrital ou municipal foi aprovado em Plenário nesta terça-feira (10), em votação simbólica. A proposta do senador Magno Malta (PL-ES) foi aprovada na forma do relatório da senadora Jussara Lima (PSD-PI) previamente submetido à Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Segundo o PRS 64/2023, a Comenda será conferida anualmente a cinco mulheres durante o mês de agosto e em sessão do Senado Federal convocada especialmente para esse fim. Malta justifica a escolha do mês por ser o mesmo em que Ceci Cunha nasceu.  

O projeto estabelece também a criação do Conselho da Comenda Ceci Cunha, que será composto por um representante de cada um dos partidos políticos com assento no Senado, para analisar as indicações, que devem ser acompanhadas de justificativa e curriculum vitae da indicada, e escolher as agraciadas. O conselho será renovado a cada dois anos, entre os meses de fevereiro e março da primeira e da terceira sessões legislativas ordinárias de cada legislatura, permitida a recondução de seus membros.

Para Malta, o projeto é uma forma de homenagear Josefa Santos Cunha, conhecida como Ceci Cunha, mãe do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), que fez história na política alagoana e nacional. Além de professora e médica, Ceci foi vereadora de Arapiraca por dois mandatos consecutivos, entre 1988 e 1995, e deputada federal de 1995 a 1998. O autor do projeto explica que ela foi morta em 1998, junto com o marido, o cunhado e a mãe, a mando de seu suplente, que tomou posse na Câmara dos Deputados, mas meses depois foi cassado por quebra de decoro parlamentar, além de ter sido condenado como autor intelectual do crime, que ficou conhecido como Chacina da Gruta.

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Em seu relatório, lido em Plenário, Jussara afirma que a morte de Ceci não apagou seu legado de luta e dedicação ao serviço público, e que sua trajetória é lembrada como exemplo de integridade e compromisso com a população. “Sua trágica morte trouxe à tona a necessidade de maior segurança para os políticos e de uma justiça mais eficaz no combate à violência política no Brasil”, enfatiza.

Na discussão da matéria, Magno Malta lembrou de sua convivência na Câmara dos Deputados com Ceci Cunha, que classificou como “guerreira e humanitária”, e lembrou de como o assassinato da deputada abalou os parlamentares.

— Que nós, que fazemos vida pública, tenhamos essa sensibilidade e esse sentimento, não de vingança, mas de repudiarmos com veemência aquele que comete qualquer tipo de atrocidade e crime contra aquele que não pode se defender.

Acompanhado de seus filhos, Rodrigo Cunha registrou que a condenação dos assassinos de sua mãe demonstra que o crime não compensa. Ele também registrou o legado de Ceci Cunha, que teria “dado sua vida pelo bem ao próximo”.

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— Ela ensinou os princípios que eu levo até hoje, e que toda a dor que a vida me reservou, eu transformasse numa missão maior que eu.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, cumprimentou a maturidade de Rodrigo Cunha, que buscou justiça sem sentimentos de ódio ou vingança, e destacou a importância da comenda.

— É homenagem a alguém que foi vítima de um crime político bárbaro e que deixou profunda tristeza em seus familiares.

Líder da Bancada Feminina, a senadora Leila Barros (PDT-DF) transmitiu seus votos de êxito a Rodrigo Cunha — que assumirá o cargo de vice-prefeito de Maceió em 1º de janeiro — e lamentou que as mulheres ainda vivenciem a violência na política. E a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) disse que a homenagem chama a todos para uma reflexão sobre a necessidade de defesa da vida.

A votação do projeto foi antecedida de apreciação de requerimento de urgência, também aprovado simbolicamente em Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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