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Política Nacional

Congresso se ilumina de lilás em ações sobre doenças de Alzheimer e púrpura

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Política Nacional

O Congresso recebe iluminação lilás hoje (19) e amanhã (20) pelo Dia Nacional de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer (21 de setembro) e pelo Dia Mundial da Púrpura Trombocitopênica Idiopática (última sexta-feira de setembro). A iluminação atende a pedido dos senadores Nelsinho Trad (PSD-SP) e Paulo Paim (PT-RS).

Instituída pela Lei 11.736/08, o objetivo dia de conscientização sobre o Alzheimer é sensibilizar a população, entidades públicas e privadas de saúde e profissionais da área sobre a gravidade da doença e ressaltar a importância da prevenção, do diagnóstico e da busca por tratamentos que possam melhorar a cognição dos pacientes.

Durante todo o mês, é realizada a campanha Setembro Lilás, criada pela Associação Internacional do Alzheimer com o objetivo de fortalecer a divulgação de informações sobre a doença. Outro objetivo da campanha é reforçar a importância do acolhimento para pessoas que vivem com Alzheimer, seus familiares e parceiros de cuidado.

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas. Ela não tem cura e é a causa mais comum de demência no mundo, representando 70% dos casos. O Brasil tem cerca de 1 milhão de brasileiros com algum tipo de demência, sendo a maioria dos casos provocados pela Doença de Alzheimer. Os sintomas mais comuns são a perda de memória e a confusão mental.

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Púrpura Trombocitopênica Idiopática
Já a campanha em torno do Dia Mundial da Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) visa divulgar informações sobre a doença para viabilizar diagnóstico e tratamento adequados.

A PTI é uma doença hemorrágica rara que se caracteriza pela redução do número de plaquetas no sangue, podendo causar sangramentos espontâneos e hematomas.

A causa ainda não é conhecida, mas pode estar relacionada a fatores como infecções, reação a medicamentos e imunizações, exposição a toxinas ou outras doenças, como lúpus ou HIV.

Entre os sinais e sintomas mais comuns da PTI estão: petéquias (pequenos pontos avermelhados na pele); hematomas espontâneos e sangramentos persistentes (nariz, menstruação intensa, sangramento das gengivas, sangue na urina ou fezes). A PTI é mais comum em adultos e a maioria dos pacientes responde bem ao tratamento da doença, que pode se tornar crônica, mas raramente é fatal.

Da Assessoria de Imprensa

Fonte: Câmara dos Deputados

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Nacional

Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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