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CSP: Petecão faz balanço dos avanços legislativos na sua gestão

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Nos últimos dois anos, a Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou 83 projetos de lei, realizou 76 reuniões e apresentou 115 requerimentos, os quais tiveram como prioridade o combate à criminalidade e o fortalecimento das forças de segurança.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) e marcam a gestão do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que presidiu a CSP nesse período.

O senador listou, entre os avanços legislativos realizados, o fim das saídas temporárias de presos; as restrições à progressão de regime para crimes contra crianças; a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Penal; a premiação em dinheiro para profissionais de segurança pública; os relatórios periódicos sobre violência contra mulheres; e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de condenados por tráfico de drogas.

— Aprovamos propostas que endurecem as regras para criminosos e valorizam nossos profissionais. Esses projetos têm impacto direto no combate à violência e no fortalecimento das instituições de segurança no País — afirmou.

Além dessas contribuições da CSP, Petecão ressaltou a importância dos debates promovidos pelo colegiado. Citou a audiência pública com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre o combate ao crime organizado e o sistema penitenciário; o Encontro Técnico de Segurança Pública em Manaus (AM), que abordou temas como a violência nas fronteiras; e a municipalização da segurança.

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— Foi um trabalho completo, com resultados concretos para a segurança pública [do país]. Agradeço aos colegas senadores e à equipe técnica da comissão pelo esforço conjunto – registrou.

Segurança nas fronteiras

Nesse balanço das atividades da CSP, Petecão destacou a realização de seminário sobre segurança nas fronteiras ocorrido em maio do ano passado, em Brasiléia (AC). O evento contou com a presença do então ministro da Justiça, Flávio Dino, na discussão de medidas contra o tráfico de drogas e outros crimes na região amazônica.

O presidente da CSP fez questão de salientar a importância da participação de Flávio Dino no evento e agradeceu ao então ministro da Justiça a visita histórica ao Acre, que envolveu até pouso em território boliviano. Petecão também enalteceu o trabalho da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no combate ao crime organizado na região.<

O senador afirmou que sempre esteve comprometido com a redução da criminalidade e com o fortalecimento das forças de segurança, deixando um legado de avanços legislativos e estratégicos à frente da CSP.<

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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