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Política Nacional

Exame de proficiência para exercício da odontologia obtém parecer favorável na CE

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O projeto que torna obrigatória a aprovação no exame de proficiência para o exercício da odontologia foi aprovado, nesta terça-feira (17), pela Comissão de Educação e Cultura (CE). Apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), o PL 3.000/2024 recebeu parecer favorável da relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Se sancionada, a futura lei entrará em vigor um ano após sua publicação.

De acordo com a proposta, os cirurgiões-dentistas só poderão se registrar no Conselho Regional de Odontologia (CRO) se forem aprovados no Exame Nacional de Proficiência em Odontologia, sendo dispensados aqueles já inscritos no CRO e os estudantes de odontologia que ingressaram no curso antes da vigência da nova lei.

O projeto estabelece que as provas de proficiência serão aplicadas, no mínimo, duas vezes no ano em todos os estados e no Distrito Federal, abrangendo avaliação de competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas, com base nos padrões mínimos exigidos para o exercício da profissão. Além disso, a responsabilidade pela regulamentação e a coordenação nacional do exame vão ficar sob responsabilidade do Conselho Federal de Odontologia (CFO), sendo os CFOs responsáveis pela aplicação das provas em suas respectivas jurisdições.

A medida exige ainda a comunicação dos resultados aos Ministérios da Educação e da Saúde pelo CFM, sendo vedada a divulgação nominal das avaliações individuais, que será fornecida apenas ao próprio participante.

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A relatora Dorinha pontua que mesmo que o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalie o desempenho dos estudantes ao final do curso, o exame de proficiência será mais um incentivo para dedicação dos estudantes, além de ser uma cobrança reforçada para que lhes seja oferecido ensino de boa qualidade pelas instituições de ensino superior.

Discussão

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico, declarou apoio à proposição, afirmando que a qualificação profissional é uma medida de proteção para quem atua e, de segurança, para quem recebe o atendimento.

— Quando temos um profissional bem-preparado, a qualidade do atendimento é totalmente diferente. Quanto mais pudermos diminuir riscos, melhor, e a gente tem de ter essa responsabilidade. É por isso que sou favorável a esse encaminhamento.

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) observou que houve um expressivo aumento no número de faculdades de medicina no país ao longo dos anos, inclusive com ofertas de ensino à distância. Para ele, todos os cursos da área médica, em todas as especialidades, deveriam ser submetidos ao exame.

Para a senadora e médica Zenaide Maia (PSD-RN), um exame de proficiência não é o único meio para aperfeiçoar os cuidados com a saúde. Na opinião dela, a avaliação nacional é importante, mas o fundamental seria o poder público reforçar o funcionamento da saúde primária em qualquer área.

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— Se a gente tiver dentistas e técnicos em saúde bucal em todos os PSF [Programa Saúde da Família] fazendo prevenção, corrigindo cáries, teremos pouca gente chegando à endodontia, com necessidades de próteses e outros problemas. Vamos aprofundar esse assunto na CAS e [espero que] tenhamos um olhar diferenciado, porque o padrão de atendimento não será aumentado somente porque haverá um teste para isso.

Cursos de odontologia

Pontes afirma que o projeto é importante devido ao crescimento significativo dos cursos no país, que, segundo dados do Ministério da Educação, apontam o registro de mais de 500 cursos de odontologia no Brasil, número sete vezes maior do que nos Estados Unidos.

Ainda segundo o autor do projeto, países como Estados Unidos, Canadá, Japão e Portugal já adotam os exames como requisitos obrigatórios para a prática da profissão. “Nesses países, exames de proficiência são usados para manter a uniformidade educacional, o que contribui para uma força de trabalho mais homogênea e qualificada”, enfatiza Pontes.

“A experiência de passar por exames de proficiência não apenas estimula os profissionais a aprimorar suas habilidades e conhecimentos, mas também tende a fortalecer a confiança em suas competências, preparando-os para enfrentar desafios clínicos ao longo de suas carreiras”, destaca o autor do projeto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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