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Gilda Motta Santos Neves será a nova embaixadora na Turquia

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Política Nacional

O nome da diplomata Gilda Motta Santos Neves para o cargo de embaixadora na Turquia foi confirmado pelo Plenário do Senado nesta terça-feira (10) com 39 votos a favor, um contrário e uma abstenção. A indicação da Presidência da República (MSF 32/2024) foi relatada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) na Comissão de Relações Exteriores (CRE), que submeteu a diplomata a sabatina em 13 de novembro.

Gilda Motta Santos Neves formou-se em administração de empresas na Universidade Vila Velha (UVV), no Espírito Santo, em 1986. É especialista em gestão de qualidade, planejamento e organização e em indicadores de qualidade e produtividade. Em 2005, ingressou no Instituto Rio Branco (IRBr) e, em 2007, concluiu o curso de altos estudos da instituição.

Foi chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania em 2021. Depois disso, de 2021 a 2022, dirigiu o Departamento de Nações Unidas. No mesmo ano, assumiu a diretoria do Departamento de Organismos Internacionais, função que exerce atualmente.

Na sabatina na CRE, Gilda Neves destacou que Brasil e Turquia são países que promovem e facilitam negociações de paz e podem articular juntos iniciativas de mediação. Ela também afirmou que pretende promover o turismo brasileiro, observando que o fluxo de turistas turcos no Brasil é de menos de 3 mil por ano, enquanto mais de 100 mil brasileiros visitam a Turquia — país que investiu alto para desenvolver o setor.

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Turquia

A maior área da República da Turquia está localizada no continente asiático. Apesar disso, parte do país está localizada no Sudeste da Europa. Com cerca de 85 milhões de habitantes, segue um sistema de governo presidencialista. Foi proclamada em 1923, após o fim do  Império Otomano, ao final da 1ª Guerra Mundial.

O Brasil já tinha relações diplomáticas com o antigo Império. Em 1858, os dois governos celebraram o Tratado de Amizade e Comércio. Em 2000, houve uma aproximação com a Turquia e uma expansão do comércio entre os países. Em 2007, foi criada a Comissão de Cooperação Conjunta de Alto Nível. 

Em 2023, o fluxo comercial entre o Brasil e a Turquia totalizou um valor de US$ 4,5 bilhões. As exportações de produtos brasileiros somaram US$ 3,3 bilhões, enquanto a compra de mercadorias turcas foi de US$ 1,1 bilhão, resultando em um balanço positivo para o comércio brasileiro.

Os principais produtos exportados pelo Brasil foram soja, minério de ferro e seus concentrados, animais vivos, café não torrado, algodão e celulose. Por outro lado, as mercadorias que a Turquia mais vendeu foram sais, motores e máquinas não elétricos e acessórios de veículos automotivos.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Nacional

Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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