Search
Close this search box.

Política Nacional

Recursos orçamentários para assistência social e família do Orçamento 2025 podem mudar com votação do ajuste fiscal

Publicados

Política Nacional

O relatório setorial de assistência social e família do Orçamento de 2025 (PLN 26/24) indica que dotações importantes da área, como o Bolsa-Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) podem ser modificadas caso sejam aprovadas as medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo ao Congresso.

O Orçamento proposto para 2025, antes do envio das medidas, era de R$ 291,3 bilhões. O relator, deputado Zé Vitor (PL-MG), afirma que os dois principais programas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome estão com recursos menores que os do Orçamento de 2024. Os programas são: Inclusão Social por meio do Bolsa Família e da Articulação de Políticas Públicas; e Segurança Alimentar e Nutricional e Combate à Fome.

No caso do Bolsa Família, a proposta prevê R$ 166,3 bilhões para o pagamento do benefício a 20,9 milhões de famílias, o que equivale a um benefício médio mensal de R$ 663,16 por família.

O relatório também afirma que o pagamento do BPC tem crescido a cada ano, passando de R$ 58,7 bilhões em 2019 para R$ 112,9 bilhões em 2025. Em relação ao PIB, no entanto, há uma estabilidade da despesa até 2024, em torno de 0,8%. Para 2025, espera-se um aumento de quase 0,1% em relação ao PIB.

Leia Também:  Projeto obriga empresas a informarem estoques de água e gás de cozinha à Defesa Civil

Foram apresentadas 532 emendas, sendo 517 individuais, que têm recursos reservados de R$ 721,5 milhões.

O deputado Zé Vitor pediu ao relator-geral, senador Angelo Coronel (PSD-BA), que destine mais recursos para as ações estruturação da rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social, aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar para promoção da segurança alimentar e nutricional; e apoio à formulação e gestão da política nacional de cuidados.

Os relatórios setoriais estão sendo votados na Comissão Mista de Orçamento.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Nacional

Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

Publicados

em

Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

Leia Também:  Projeto determina que informações sobre produtos sejam acessíveis para idosos e analfabetos

“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

Leia Também:  Comissão aprova programa para fornecer tecnologias assistivas a pessoas idosas

O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA