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Política Nacional

Sessão destaca legado de Antônio Carlos Konder Reis para a política

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O Plenário do Senado homenageou, nesta segunda-feira (16), o centenário de nascimento do político catarinense Antônio Carlos Konder Reis (1924-2018). A sessão especial foi conduzida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), autor do requerimento (RQS 543/2024) para a celebração.

Antônio Carlos Konder Reis nasceu em 16 de dezembro de 1924, em Itajaí (SC). Foi deputado estadual e federal, senador por dois mandatos (1963-1971 e 1971-1979) e governador de Santa Catarina também em dois períodos (1975-1979 e 1994-1995), primeiro pela União Democrática Nacional (UDN) e depois pela Arena. 

Também foi relator-geral da Constituição de 1967, elaborada em plena ditadura militar, e como relator-adjunto da Constituição de 1988. Sua carreira pública começou em 1947, quando foi eleito deputado estadual.

— Foi um homem dedicado à causa do desenvolvimento econômico e social, um incansável trabalhador que deixou um legado de seriedade, honestidade e realizações para o nosso país — disse Amin.

O senador citou as principais ações de Konder Reis no governo do estado, como a construção de 2 mil quilômetros de rodovias, o fortalecimento da educação por meio do apoio à Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) e a implementação de programas de eletrificação rural, que beneficiaram pequenos agricultores e contribuíram para a permanência deles em suas propriedades.

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— Seu lema como governador “Governar é encurtar distâncias” reflete sua visão desenvolvimentista, que marcou positivamente a história de Santa Catarina e ajudou a consolidar o estado como referência em qualidade de vida no Brasil.

Amin destacou ainda a atuação de Konder Reis nas enchentes que devastaram Santa Catarina nos anos 1980, quando trabalhou como secretário da Reconstrução, de 1983 a 1986, a convite do próprio Amin, que era governador.

— Tudo que se precisava saber sobre espírito público foi demonstrado por Antônio Carlos Konder Reis ao aceitar esse desafio e liderar a reconstrução de Santa Catarina.

A secretária de Articulação Nacional de Santa Catarina, Vânia Franco, disse que Konder Reis aproximou o governo das pessoas. Ele respondia pessoalmente às demandas da população, afirmou.

— Antônio Carlos Konder Reis foi um homem muito especial, e Santa Catarina é hoje o que é graças ao trabalho desse homem, que foi um exemplo para todos os catarinenses. Ficou muito conhecido por levar o governo para mais perto das pessoas, sempre preocupado em responder todos os pedidos e todas as correspondências dos eleitores.

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A sessão também lembrou as contribuições culturais de Konder Reis. Ele foi membro da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Tinha formação em museologia, direito e economia, além de se interessar por artes e cultura.

— Antônio Carlos Konder Reis é um exemplo de estadista no sentido mais amplo e preciso da palavra. Sua convivência com os mais simples, como pescadores e agricultores, reflete sua dedicação à vida pública e sua capacidade de unir diferentes segmentos da sociedade — disse Amin.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Sheyla Assunção

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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