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Política Nacional

TV Senado e TV Cultura lançam série em comemoração aos 200 anos do Senado

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Política Nacional

Em comemoração aos 200 anos do Senado Federal, será lançada na quarta-feira (13), às 18h, em Brasília (DF), a série documental Senado, a História que Transformou o Brasil, produzida pela TV Senado e pela TV Cultura. A série tem direção e codireção de Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky e apresentação da atriz e cantora Larissa Luz. O evento acontece no edifício do Interlegis, no Senado.

Durante o lançamento, será exibido o primeiro episódio da série, que explica como a política acontece no dia-a-dia, abordando o papel do Senado na estabilização democrática e a escuta das demandas da sociedade, seja de forma direta ou por meio de grupos organizados. O episódio também narra o impacto, para a política e a vida social brasileiras, das 18 vezes em que o Parlamento brasileiro foi fechado.

Estarão presentes ao lançamento o primeiro-secretário do Senado, senador Rogério Carvalho (PT-SE), que é presidente da Comissão Curadora dos 200 anos do Senado; a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka; a diretora de Comunicação Social do Senado, Érica Ceolin; a diretora de produção da TV Cultura, Paula Cavalcanti; e o professor e historiador Antonio Barbosa. A entrada é franca.

A estreia em canal aberto será no dia 15 de novembro, às 21h, na TV Senado, com exibição às sextas e sábados; e, às 22h, na TV Cultura, após o Jornal da Cultura, com exibições às quartas-feiras. A série é dividida em sete episódios de 52 minutos e também estará disponível no aplicativo Cultura Play para celulares e smart TVs.

A data da estreia é o Dia da Proclamação da República. Ela foi escolhida por marcar o fim do Poder Moderador, com a instalação de um regime que passa a compartilhar o poder entre diferentes instituições, especialmente após a Constituição de 1891, colocando o Brasil nos trilhos da construção democrática.

Lutas e conquistas

Com uma narrativa que conecta o passado ao presente, a série destaca momentos decisivos na história legislativa brasileira, narrados, em áudios e vídeos por historiadores, especialistas e personagens das maiores conquistas obtidas pelos cidadãos brasileiros junto ao Estado no últimos 200 anos: aposentadoria, férias, proteção às mulheres e às crianças, direitos iguais, leis trabalhistas, proteção aos rios e florestas, direito à saúde e à educação gratuita, além de reparações que garantem oportunidades para aqueles que foram vítimas de violência histórica. Todas essas políticas são resultados de leis discutidas, votadas e aprovadas pelo Parlamento.

Na série, o público acompanha as lutas e o esforço da população para conseguir esses direitos. A narrativa busca explicar muito da realidade brasileira atual e qual foi o papel do Senado nas escolhas e rumos que o país tomou em temas como educação, meio ambiente, economia, política e direitos sociais.

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Senado, a História que Transformou o Brasil é dividida em sete eixos temáticos que têm sua evolução apresentada em cada episódio:

  • A relação entre Senado e a representação popular e a história dos 18 fechamentos do Legislativo
  • A questão racial, desde o estatuto da escravidão até o Estatuto da Igualdade Racial e a lei de cotas
  • A busca de igualdade entre gêneros e o enfrentamento à violência contra as mulheres
  • A legislação em favor de uma educação universal, gratuita e de qualidade
  • A história da regulação das relações de trabalho
  • A história da regulação das questões ambientais e climáticas
  • A história da proteção à infância e adolescência e os desafios para o futuro.

Além dessa visão ampla e panorâmica, a série responde a perguntas básicas, tais como:

  • Como funciona o Senado?
  • O que fazem os senadores?
  • Como os embates de diferentes interesses são e foram resolvidos desde a independência do Brasil em 1822?
  • Como as disputas e conflitos viram leis?

A narração busca transmitir a emoção do momento em que os fatos se deram, resgatando o calor dos acontecimentos e a força com que os interesses se confrontaram quando essas conquistas foram consolidadas.

Depoimentos

Érica Ceolin, diretora de Comunicação Social do Senado, explica que a produção conjunta entre a TV Sendo e a TV Cultura une as qualidades dos dois veículos para entregar ao público brasileiro um registro da sua história.

— Produzir essa série em parceria com a TV Cultura é uma conquista em direção ao aprimoramento da TV Senado na oferta de programação cultural. Unimos nossa experiência e sensibilidade política e institucional ao olhar de quem faz cinema de qualidade no Brasil. É uma inovação que amplia a forma de mostrar o Senado à sociedade. A série será fonte não só de entretenimento, mas de conhecimento para escolas, universidades e qualquer pessoa que quiser entender como as leis aprovadas pela Câmara Alta mudam o país.

A codiretora da série, Laís Bodanzky, expressa o desejo de que o trabalho motive a participação dos brasileiros na política.

— Espero que a gente se apaixone pela história do nosso país, pelo Brasil, por nossa história de 200 anos para cá. Que também estimule novas pessoas a terem vontade de entrar na política, ou fazer política, ou fazer pressão popular — reforça.

A mesma opinião é compartilhada pela apresentadora Larissa Luz, que expressa entusiasmo pela proposta.

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— É a primeira vez que se fala sobre o Senado dessa forma, com essa linguagem. É uma série que joga luz no que acontece dentro do Senado, como as leis são votadas, como se discutiu a lei de cotas, como se discutiu a Lei Áurea. É fundamental que as pessoas conheçam esses detalhes para que elas se envolvam cada vez mais.

O senador Rogério Carvalho conta que a série foi concebida pela Comissão Curadora a partir da constatação de que o Brasil dá pouca atenção a refletir sobre si próprio.

— Essa série foi uma proposta que eu apresentei para que a gente possa popularizar o que é o Senado. Ela tem como objetivo mostrar o papel do Senado nessa construção de uma nação, na construção da nossa cidadania, na construção do que é o Brasil e do que é o povo brasileiro, do que é a nossa sociedade. Acho que essa série pode ajudar as pessoas a se compreenderem, a compreender o Brasil.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, também celebra a oportunidade de divulgar as conquistas e a história que passaram pelo Senado.

— Pretendemos mostrar ao Brasil e ao mundo, por meio dessa bela produção audiovisual, como o Senado contribui para a história do nosso país. Assim nós conhecemos um pouco da nossa história para compreendermos como chegamos na nossa realidade

Confira aqui o teaser da série documental Senado, a História que Transformou o Brasil.

SERVIÇO

Evento: Lançamento da série documental Senado, a História que Transformou o Brasil
Data e horário: 13/11, às 18h
Local:
Auditório Antonio Carlos Magalhães
Edifício do Interlegis, Via N2, térreo – Senado Federal

FICHA TÉCNICA

Direção: Luiz Bolognesi 
Codireção: Laís Bodanzky
Apresentação: Larissa Luz
Duração: 7 episódios de 52 min
Exibição: Estreia do primeiro episódio no dia 15/11 na TV Senado, TV Cultura e Cultura Play, com exibição dos demais episódios até o dia 18/12. Confira as datas e horários de exibição
 

TV Senado

TV Cultura

Estreia 15/11, 21h 15/11, 22h
Episódio 1 15 e 16/11, 21h 20/11, 22h
Episódio 2 22-23/11, 21h 27/11, 22h
Episódio 3 29-30/11, 21h 04/12, 22h
Episódio 4 6-7/12, 21h 11/12, 22h
Episódio 5 13-14/12, 21h 18/12, 22h
Episódio 6 20-21/12, 21h 25/12, 22h
Episódio 7 27-28/12, 21h 01/01/2025, 22h
                 
 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Nacional

Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação

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Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio

 

A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.

A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.

Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores

Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.

Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.

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“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.

Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.

A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.

“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.

Emissoras defendem modernização

Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.

Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.

O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.

“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.

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O que muda com a nova lei

De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.

A legislação inclui atividades como:

gestão de sites, portais e redes sociais;

desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;

produção e direção de conteúdos audiovisuais.

A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.

Tema deve render novos embates

A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.

O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.

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