Política Nacional
Wellington Fagundes alerta sobre inflação e critica urgência na votação da LDO
Política Nacional
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) alertou, em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (4), para os impactos da inflação na economia, enfatizando que os trabalhadores de baixa renda são os mais prejudicados. O parlamentar criticou o aumento no custo dos alimentos básicos e manifestou preocupação com o curto prazo para análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e outras propostas do governo federal no Senado. Ele destacou que aprovar medidas de ajuste fiscal sem uma análise detalhada pode causar prejuízos à sociedade.
— Tenho certeza de que todos aqui trabalharemos a favor, principalmente, do cidadão mais simples, a quem o governo atual prometeu picanha. Quero alertar a todos que estaremos prontos para votar, mas não vamos aprovar nada de forma apressada e sem ler, ou seja, não seremos apenas carimbadores ou chanceladores do que vem da Câmara. O Senado representa os estados brasileiros, e temos a missão de ser uma Casa revisora. Se necessário, cumpriremos o nosso papel — afirmou.
O parlamentar destacou ainda a realização da Casacor Mato Grosso, evento que ocorre em Cuiabá até 8 de dezembro. A mostra de arquitetura, design e paisagismo exibe projetos que refletem elementos culturais e históricos do estado, como as danças tradicionais de Vila Bela da Santíssima Trindade. Ele elogiou a criatividade dos profissionais envolvidos e ressaltou o impacto econômico do evento, que gera empregos e atrai turistas.
O senador também comemorou a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ressaltando sua importância para expandir as conexões comerciais e culturais com países vizinhos na América do Sul.
— Esse aeroporto poderá ser o nosso integrador do mercado andino, que abrange mais de 130 milhões de pessoas, com quem estamos praticamente de costas. Nossos irmãos andinos são extremamente importantes para aumentar o comércio e fortalecer a cultura compartilhada. Quero destacar que esse terminal facilitará a ligação com Santa Cruz de La Sierra, onde muitos brasileiros e mato-grossenses trabalham, além de abrigar diversos estudantes na Bolívia — destacou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Nacional
Lei da Profissão Multimídia provoca reação de sindicatos e divide o setor de comunicação
Nova legislação sancionada pelo presidente Lula reacende debate sobre acúmulo de funções, precarização do trabalho e futuro do jornalismo e do rádio
A sanção da Lei nº 15.325/2026, publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União, colocou novamente no centro do debate nacional o futuro das profissões da comunicação. A nova norma reconhece oficialmente a profissão de multimídia, permitindo que um único profissional atue na produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais.
A medida, no entanto, gerou forte reação de jornalistas e radialistas, que veem na lei um risco direto à regulamentação das categorias. Já as emissoras de rádio e TV defendem a mudança como um avanço necessário diante da convergência tecnológica.
Sindicatos falam em prejuízo aos trabalhadores
Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os 31 sindicatos filiados e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR) afirmaram que a nova legislação representa um ataque direto às profissões regulamentadas, além de abrir espaço para insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho.
Segundo as entidades, as atribuições previstas para o profissional multimídia já são garantidas, por lei, aos jornalistas e radialistas. A crítica central é que a nova norma permite o acúmulo de funções sem regras claras, o que pode beneficiar empresas e sobrecarregar os trabalhadores.
“As entidades representativas vão tomar as medidas legais necessárias para preservar as profissões frente a mais essa aberração legislativa,”diz o comunicado.
Outro ponto destacado é a ausência de diálogo durante a tramitação do projeto. Os sindicatos afirmam que não foram ouvidos e que a lei não define carga horária, exigência de registro profissional ou formação específica para a nova atividade.
A Fenaj também demonstrou surpresa com a sanção presidencial.
“Causa estranhamento que um governo com origem no movimento dos trabalhadores tenha sancionado a proposta sem vetos,”afirmou a federação.
Emissoras defendem modernização
Em posição oposta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) avaliou a lei como um passo importante para adequar o setor às transformações tecnológicas.
Para a entidade, o reconhecimento da profissão de multimídia traz clareza a um mercado cada vez mais marcado pela atuação em múltiplas plataformas.
O presidente-executivo da Abert, Cristiano Lobato Flôres, destacou que a legislação acompanha a realidade atual da comunicação.
“A nova lei está alinhada à convergência tecnológica do setor, que exige atuação transversal, adaptação constante e atualização permanente dos profissionais,”afirmou.
O que muda com a nova lei
De acordo com a Lei nº 15.325/2026, o profissional multimídia pode ser de nível técnico ou superior e atuar na criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos de som, imagem, vídeo, animação e texto em meios eletrônicos e digitais.
A legislação inclui atividades como:
gestão de sites, portais e redes sociais;
desenvolvimento de aplicativos, jogos e animações;
produção e direção de conteúdos audiovisuais.
A atuação é permitida em empresas públicas e privadas, incluindo emissoras de rádio e TV, produtoras de conteúdo, agências de publicidade e plataformas digitais. A lei também autoriza que profissionais de outras áreas assumam funções multimídia por meio de aditivo contratual, desde que haja acordo com o empregador.
Tema deve render novos embates
A sanção da lei expõe um embate antigo entre inovação tecnológica e direitos trabalhistas. Enquanto empresas defendem flexibilidade para acompanhar o mercado digital, trabalhadores alertam para o risco de perda de identidade profissional e de garantias históricas.
O debate promete avançar nos sindicatos, no Congresso e possivelmente no Judiciário — e a WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos de uma mudança que impacta diretamente quem vive da comunicação no Brasil.