Search
Close this search box.

Rondonópolis, 70 anos.

LINHA NA PIPA - De: Brasilino José da Silva

Publicados

Rondonópolis, 70 anos.

LINHA NA PIPA

“Mulher apaixonada liga.
Depois atende a ligação;
Responde a ligação perdida…
Por fim, não atende e não responde.
‘É hora de dar linha na pipa’”

Aconteceu comigo em um amor que sempre cri ser eterno tal o nível da cumplicidade.
Personagens mais importantes entre as importantes dos contos de fadas eram ela e eu.
Acordava com um sonoro bom dia combinado com um longo lânguido olhar era seu.
No meio da manhã dizia-me da prenhez morosa, venturosa hora do fogo do Prometeu.
Na cerimônia da partilha do pão no meio do dia também quase sempre estava presente
E a tarde nessa sim, desatentos pelos itinerários dos templos desidiosos preparar [presente].
Assim foram nossos dias! E as nossas noites! Felicidades sem fim pela mulher bem amada.
Crença.
Prometeu.
Mulher.

Entretanto, o que nasce, cresce como a abobreira do Jonas para em sua sombra dormitar.
Abobreira, projeto divino que cresceu e tocamos o céu com a ponta dos dedos no ar [céus!].
Depois com os dedos, com a mão e até o corpo inteiro tocar o céu, ou melhor [nos céus].
Jungidos pelo Eros não faltava mais nada e juntos uma metade à outra nada mais desejar.
Credenciados entramos e saímos dos altos céus mares nunca dantes navegados! Dizia ela.
Custávamos voltar pela leveza do ser, perdida na altitude da licença de subir aos altos céus.
Foi tão cândida a condição, que muito poucos e poucas franqueados de conhecer [levitar].
Eros.
Viagens.
Que leva aos céus.

Leia Também:  A SAUDADE DO VEIO CATINGUEIRO - De: Bráulio Villares Barral

Vida leve calma e doce, que é próprio dos céus, tivemos vontade de descer da montanha
Entre ambrósias, videiras, macieiras volúpias de contemplo vivemos façanha tamanha.
Passeamos de mãos dadas em sem fim de alamedas dos céus, lá ninguém conhece ninguém.
Passamos a ir aos altos céus muitas vezes em uma semana e até x vezes em um único dia.
Céus de purezas nos espíritos, mas tem cruvianas emocionais e saudades também. Inventem.
Descobrimos que não era tão simples a vida nos céus e pensar nas próprias sinas detém.
Até que um dia mesmo com os passaportes da vida, aos céus aconteceu desapego, amém.
Nova magia aconteceu, Eros nos dividiu de novo ao não mais ligar, atender ou responder. Foi chegada a hora de deixar ir os relevos ondulados, pistas sinuosas, curvas perigosas, paisagens maravilhosas, trigais em flor… Mas passou. Chegou a hora de dar linha na pipa.
Santificações.
Amores clandestinos.
Acabam.

*Brasilino José da Silva
É poeta e pioneiro de Rondonópolis.
Compõe belíssimos poemas, com profundidade,
denotando ser um intelectual conhecedor das lides literárias,
de anjos e até do direito, vez que notamos frases jurídicas nos seus textos.
Navega no “Cantinho do poeta” do jornal a Tribuna desde 04.07.2020,
quando disse ali que: “Definitivamente 2014, é um ano que ainda não terminou”,
quando ali debutou com o poema “Ele Não Terminou”.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cidades

Rondonópolis 70 anos: Museu Rosa Bororo será local do lançamento do livro

Publicados

em

Capa do Livro

Durante seis meses foram publicados 127 poemas, produzidos por 70 poetas e poetisas, na coluna cultural “Rondonópolis, 70 anos”, capitaneada pelo escritor Hermélio Silva, no site www.webtvmatogrosso.com.br. O início se deu em 12.06.23, e foi finalizado no dia 10.12.2023, no aniversário de 70 anos de Rondonópolis. Tudo foi transformado em um livro, que será lançado no dia 17.12.24, às 0900, no Museu Rosa Bororo.
O objetivo é reverenciar Rondonópolis, de forma direta ou emprestando seus textos para o registro da história. Os autores são residentes em 03 países, 08 estados brasileiros e 21 cidades no mundo, selecionados através de convites, redes sociais, indicações e convidados dos convidados.
“Fizemos ajustes e rearranjos para que o livro se adequasse ao tamanho ideal, com a quantidade de autores em referência à quantidade de anos que a cidade fez em 2023”, disse Hermélio Silva.
As cidades brasileiras participantes são: Alto Taquari, Cuiabá, Poxoréu, Rondonópolis, São José do Povo e Tesouro, em Mato Grosso; Bariri, Campinas, Jaú, São Carlos e São Paulo, no estado de São Paulo; Eunápolis, Lauro de Freitas e Salvador, na Bahia; Araguaína, no Tocantins; Jericoacoara, no estado do Ceará; Novo Horizonte do Oeste, em Rondônia; Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e Soure, no estado do Pará. Participam os seguintes estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Ainda, há as cidades de outros países: Nova York – Estados Unidos, e Porto – Portugal.
O objetivo é divulgar os autores rondonopolitanos ou não, em especial com abordagens à bela e rica Rondonópolis, mas foi permitido o tema livre também. A participação limitou a no máximo dois poemas por autor.
Como o espaço foi atualizado diariamente, tivemos os mais diversos poetas e poetisas passeando pela coluna, dando oportunidade a todos para iniciarem um processo de reconhecimento e de amor por Rondonópolis, reverenciando a nossa cidade, concitando a todos para elevar o seu nome ao mais alto patamar cultural. E a participação de cada um já é, por si, um presente para a nossa amada comunidade.
“Que obra maravilhosa, quanta riqueza nessas páginas, quanta gente boa! Parabéns por reunir autores que engrandecem nossa literatura. Realmente, tem a arte na alma. Obrigada por me incluir neste lindo projeto. Muito grata e muito privilegiada”, disse Dulce Lábio, poetisa participante da obra.
A coluna iniciou com o belo poema “Apologia”, composto pelo violeiro, poeta, escritor, compositor e músico, Sebastião de Assis, que compôs a música a pedido do seu amigo e ex-presidente da Sanemat (Sanear), Ricardo Cambraia, para participar de um concurso interno, e que ainda conquistou o terceiro lugar no evento. Registramos também que “Tião de Assis” é coautor do “Hino Oficial do Município de Rondonópolis”, o qual fecha a coluna, no dia 10.12.2023.
“Lembramos que entre os anos de 1875 e 1890, foi instalado um destacamento militar no Ponte de Pedra. Com a criação de Rondonópolis, proposta pelo deputado João Marinho Falcão e promulgada em 10.12.1953, já citou, no seu artigo 2º, que o município compor-se-ia de dois distritos, a sede e o de Ponte de Pedra. Depois, vieram as comitivas de migrantes, em jardineiras, carros de boi, mulas e até a pé. Foram longas viagens, com histórias das mais belas e intrigantes. Então, vamos relembrar um pouco dessa história, mas colocando 70 fazedores de cultura nessa ação”, disse Hermélio Silva.
A participante e intelectual Izadora Dorin falou: “Cavucando outros intelectos que dedicaram seus escritos à aniversariante, desponta Senio Alves. Radicado em Rondonópolis desde 2004, é professor da rede pública municipal, artista plástico e escritor. Ele enaltece esse chão, que o chama de “terra bruta”: ‘Rios, cachoeiras e cerrado,/ Entroncamento de várias vias,/ Terra Bororo, Tadarimana,/ Onde os peixes fazem rodovia’”.
Os autores e autoras presentes na coluna e que participarão do livro, em ordem alfabética, são:
1. Adilson José Francisco
2. Adjalma Dias
3. Agnaldo Araújo
4. Ailon do Carmo (em memória)
5. Aires José Pereira
6. Airton dos Reis Júnior (em memória)
7. Alecio Borges dos Santos
8. Anabela Rute Kohlmann Ferrarini
9. Arlete Alves Arcoverde
10. Betinho Lima
11. Brasilino José da Silva
12. Bráulio Villares Barral
13. Celo Costa
14. Cidinha Carvalho
15. Cido Cavalcante
16. Cleberson Ramos Pereira
17. Cleunice Lopes Siqueira
18. Cleyton Fraummer
19. Clotildes Farias
20. Cosmo Damião Rodrigues
21. Cristóvão Alves dos Santos
22. Danyelle Karolinne
23. Dulce Lábio
24. Edimilson Eufrásio
25. Édson Ceretta
26. Elias da Silva
27. Eliezer Soares de Souza (em memória)
28. Ester Ribeiro
29. Francisco Mello
30. George Ribeiro
31. Hermélio Silva
32. Hozana Moreno
33. Iraci Coutinho
34. Isaac Soares de Souza
35. Isaías Dias
36. Izadora Dorin
37. Jakson Aguirre
38. Joabe Tavares de Souza – Joabe, o Poeta
39. Joelson Santos
40. Jorge Manoel
41. Kemuel Asafe
42. Lou West
43. Lucas Lima
44. Lucia Francisca
45. Luis Carlos Ferreira
46. Mákalas Paulino
47. Manoel Abílio de Andrade – Manelão
48. Manoel Pogubense
49. Marcelo Baía
50. Marcilene Mendes
51. Márcio Vitelli
52. Mário Sérgio Denadai
53. Nilvaine Castro Alves
54. Odair Cornelian Costa – Poeta de Deus
55. Olimpio Alvis
56. Pedro Pereira Campos
57. Raimundo Machado de Miranda
58. Rinaldo Cardoso Meira
59. Roberto Barcelos
60. Rosilene Mendes de Souza
61. Sah Silva
62. Sam Silva
63. Sandro Lúcio
64. Sebastião de Assis
65. Senio Alves
66. Sônia Borcardt Naburetaga
67. Sophia Muniz
68. Suziene Cavalcante
69. Sylvio Passos
70. Wilse Arena da Costa (em memória)

Leia Também:  O ESCREVEDÔ - De: Sylvio Passos

A poetisa

Sônia Borcardt Naburetaga, esposa do ex-cacique Bóe Bororo da Aldeia Tadarimana e mãe de filhos indígenas

, participa do livro com um belo e profundo poema, na página 85 do livro, que retrata a lembrança de um ancião da aldeia. “Fiquei feliz. Isso ajuda a desmitificar muitos tabus que existem. Pra mim foi muito importante. Eu gostei”, disse Sônia Naburetaga.

Sinopse
Poetisas e poetas reverenciam Rondonópolis, de forma direta ou emprestando seus textos para o registro da história. São autores residentes em 03 países, 08 estados brasileiros e 21 cidades no mundo. São 02 continentes: Europa e América.

Serviço
Lançamento do livro “Rondonópolis, 70 anos”.
Data: 17.12.2024.
Horário: 09h00.
Local: Museu Rosa Bororo.
Endereço: Avenida Cuiabá, esquina com a rua Arnaldo Estevão de Figueiredo, Praça Brasil, Rondonópolis – MT.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

POLÍTICA

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA