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Rondonópolis, 70 anos.

Poema: MORANDO NA FILOSOFIA DE BELCHIOR de: Isaac Soares de Souza

Publicados

Rondonópolis, 70 anos.

Isaac Soares de Souza

Isaac Soares de Souza

Isaac Soares de Souza

Nasceu na cidade de Pompéia-SP. Desde 1985, reside na cidade de

São Carlos – SP. Trabalhou nos principais jornais diários da cidade,

escrevendo por anos a fio, sobre literatura e MPB.

Escreve poesias e letras de músicas, desde a mais tenra idade.

Foi amigo de Raul Seixas. Fundou o primeiro fã clube brasileiro, em

memória ao ídolo e amigo, em 1975, na cidade de Bariri – SP.

Em 1995, publicou o primeiro livro, “Raul Seixas, o metamorfônico”.

Em 2009, publicou o livro “Zé Ramalho: o profeta do terceiro

milênio”. Publicou 15 livros, 12 deles dedicados a Raul Seixas.

Escreveu, em parceria com Vicente Telles, o polêmico livro

“Dinheiro Bem-vindo da Silva” e “Novo Aeon Apesar da Miséria”.

Publicou poemas homenageando os poetas Pablo Neruda e César

Vallejo, que integram as antologias “Mil Poemas a Pablo Neruda” e

“Mil Poemas a César Vallejo”, publicadas no Chile e em 35 países.

 

MORANDO NA FILOSOFIA DE BELCHIOR

Quando eu não tinha o olhar lacrimoso, que hoje eu trago e tenho

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e o meu coração selvagem tinha pressa de viver

Ouvia um clamor no deserto

e circunspecto

Tinha medo de entender

que um novo momento precisava chegar.

Eu sei que é difícil começar tudo de novo,

mas eu quero tentar.

o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente

eu tentei caminhar

E dentro do meu karmanguia sobre o trevo a cem por hora

Eu vou me embora

vou voltar pro meu sertão

Pois vejo vindo com o vento o cheiro de uma nova estação

eu não vou ficar nestas galés

vou voltar pro meu sertão

Naquelas terras secas o que alimenta a alma é a fé

e a sanfona de Luiz Rei do Baião

Não quero mais viver como o escravo indiferente e que trabalha e, por presente, tem migalhas sobre o chão.

Pois as lágrimas do nordestino

São fortes como um segredo

Podem fazer renascer um mal antigo

E a dor sempre cicatriza o medo

São Paulo violento, corre o Rio que me engana

só em Fortaleza a vida é mais branda

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Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar

Que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar

e o meu amor ainda chora a me esperar

Eu preciso regressar

Pois em qualquer lugar

na cidade grande onde a miséria se expande

no sertão ou a beira-mar

Quem ja viu na vida novidade em estar vivo?

Tenho chorado demais

longe de casa, dos amigos e dos meus pais

Tenho sangrado pra cachorro,

Ano passado eu morri,

mas esse ano eu não morro

tenho arraigado no peito

o impeto de um guerreiro maior

Buscarei o meu próprio exilio

e assim o meu equilibrio

Quanto o fez Antonio Carlos BELCHIOR!

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Cidades

Rondonópolis 70 anos: Museu Rosa Bororo será local do lançamento do livro

Publicados

em

Capa do Livro

Durante seis meses foram publicados 127 poemas, produzidos por 70 poetas e poetisas, na coluna cultural “Rondonópolis, 70 anos”, capitaneada pelo escritor Hermélio Silva, no site www.webtvmatogrosso.com.br. O início se deu em 12.06.23, e foi finalizado no dia 10.12.2023, no aniversário de 70 anos de Rondonópolis. Tudo foi transformado em um livro, que será lançado no dia 17.12.24, às 0900, no Museu Rosa Bororo.
O objetivo é reverenciar Rondonópolis, de forma direta ou emprestando seus textos para o registro da história. Os autores são residentes em 03 países, 08 estados brasileiros e 21 cidades no mundo, selecionados através de convites, redes sociais, indicações e convidados dos convidados.
“Fizemos ajustes e rearranjos para que o livro se adequasse ao tamanho ideal, com a quantidade de autores em referência à quantidade de anos que a cidade fez em 2023”, disse Hermélio Silva.
As cidades brasileiras participantes são: Alto Taquari, Cuiabá, Poxoréu, Rondonópolis, São José do Povo e Tesouro, em Mato Grosso; Bariri, Campinas, Jaú, São Carlos e São Paulo, no estado de São Paulo; Eunápolis, Lauro de Freitas e Salvador, na Bahia; Araguaína, no Tocantins; Jericoacoara, no estado do Ceará; Novo Horizonte do Oeste, em Rondônia; Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e Soure, no estado do Pará. Participam os seguintes estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Ainda, há as cidades de outros países: Nova York – Estados Unidos, e Porto – Portugal.
O objetivo é divulgar os autores rondonopolitanos ou não, em especial com abordagens à bela e rica Rondonópolis, mas foi permitido o tema livre também. A participação limitou a no máximo dois poemas por autor.
Como o espaço foi atualizado diariamente, tivemos os mais diversos poetas e poetisas passeando pela coluna, dando oportunidade a todos para iniciarem um processo de reconhecimento e de amor por Rondonópolis, reverenciando a nossa cidade, concitando a todos para elevar o seu nome ao mais alto patamar cultural. E a participação de cada um já é, por si, um presente para a nossa amada comunidade.
“Que obra maravilhosa, quanta riqueza nessas páginas, quanta gente boa! Parabéns por reunir autores que engrandecem nossa literatura. Realmente, tem a arte na alma. Obrigada por me incluir neste lindo projeto. Muito grata e muito privilegiada”, disse Dulce Lábio, poetisa participante da obra.
A coluna iniciou com o belo poema “Apologia”, composto pelo violeiro, poeta, escritor, compositor e músico, Sebastião de Assis, que compôs a música a pedido do seu amigo e ex-presidente da Sanemat (Sanear), Ricardo Cambraia, para participar de um concurso interno, e que ainda conquistou o terceiro lugar no evento. Registramos também que “Tião de Assis” é coautor do “Hino Oficial do Município de Rondonópolis”, o qual fecha a coluna, no dia 10.12.2023.
“Lembramos que entre os anos de 1875 e 1890, foi instalado um destacamento militar no Ponte de Pedra. Com a criação de Rondonópolis, proposta pelo deputado João Marinho Falcão e promulgada em 10.12.1953, já citou, no seu artigo 2º, que o município compor-se-ia de dois distritos, a sede e o de Ponte de Pedra. Depois, vieram as comitivas de migrantes, em jardineiras, carros de boi, mulas e até a pé. Foram longas viagens, com histórias das mais belas e intrigantes. Então, vamos relembrar um pouco dessa história, mas colocando 70 fazedores de cultura nessa ação”, disse Hermélio Silva.
A participante e intelectual Izadora Dorin falou: “Cavucando outros intelectos que dedicaram seus escritos à aniversariante, desponta Senio Alves. Radicado em Rondonópolis desde 2004, é professor da rede pública municipal, artista plástico e escritor. Ele enaltece esse chão, que o chama de “terra bruta”: ‘Rios, cachoeiras e cerrado,/ Entroncamento de várias vias,/ Terra Bororo, Tadarimana,/ Onde os peixes fazem rodovia’”.
Os autores e autoras presentes na coluna e que participarão do livro, em ordem alfabética, são:
1. Adilson José Francisco
2. Adjalma Dias
3. Agnaldo Araújo
4. Ailon do Carmo (em memória)
5. Aires José Pereira
6. Airton dos Reis Júnior (em memória)
7. Alecio Borges dos Santos
8. Anabela Rute Kohlmann Ferrarini
9. Arlete Alves Arcoverde
10. Betinho Lima
11. Brasilino José da Silva
12. Bráulio Villares Barral
13. Celo Costa
14. Cidinha Carvalho
15. Cido Cavalcante
16. Cleberson Ramos Pereira
17. Cleunice Lopes Siqueira
18. Cleyton Fraummer
19. Clotildes Farias
20. Cosmo Damião Rodrigues
21. Cristóvão Alves dos Santos
22. Danyelle Karolinne
23. Dulce Lábio
24. Edimilson Eufrásio
25. Édson Ceretta
26. Elias da Silva
27. Eliezer Soares de Souza (em memória)
28. Ester Ribeiro
29. Francisco Mello
30. George Ribeiro
31. Hermélio Silva
32. Hozana Moreno
33. Iraci Coutinho
34. Isaac Soares de Souza
35. Isaías Dias
36. Izadora Dorin
37. Jakson Aguirre
38. Joabe Tavares de Souza – Joabe, o Poeta
39. Joelson Santos
40. Jorge Manoel
41. Kemuel Asafe
42. Lou West
43. Lucas Lima
44. Lucia Francisca
45. Luis Carlos Ferreira
46. Mákalas Paulino
47. Manoel Abílio de Andrade – Manelão
48. Manoel Pogubense
49. Marcelo Baía
50. Marcilene Mendes
51. Márcio Vitelli
52. Mário Sérgio Denadai
53. Nilvaine Castro Alves
54. Odair Cornelian Costa – Poeta de Deus
55. Olimpio Alvis
56. Pedro Pereira Campos
57. Raimundo Machado de Miranda
58. Rinaldo Cardoso Meira
59. Roberto Barcelos
60. Rosilene Mendes de Souza
61. Sah Silva
62. Sam Silva
63. Sandro Lúcio
64. Sebastião de Assis
65. Senio Alves
66. Sônia Borcardt Naburetaga
67. Sophia Muniz
68. Suziene Cavalcante
69. Sylvio Passos
70. Wilse Arena da Costa (em memória)

Leia Também:  RONDONÓPOLIS - De: Mákalas Paulino

A poetisa

Sônia Borcardt Naburetaga, esposa do ex-cacique Bóe Bororo da Aldeia Tadarimana e mãe de filhos indígenas

, participa do livro com um belo e profundo poema, na página 85 do livro, que retrata a lembrança de um ancião da aldeia. “Fiquei feliz. Isso ajuda a desmitificar muitos tabus que existem. Pra mim foi muito importante. Eu gostei”, disse Sônia Naburetaga.

Sinopse
Poetisas e poetas reverenciam Rondonópolis, de forma direta ou emprestando seus textos para o registro da história. São autores residentes em 03 países, 08 estados brasileiros e 21 cidades no mundo. São 02 continentes: Europa e América.

Serviço
Lançamento do livro “Rondonópolis, 70 anos”.
Data: 17.12.2024.
Horário: 09h00.
Local: Museu Rosa Bororo.
Endereço: Avenida Cuiabá, esquina com a rua Arnaldo Estevão de Figueiredo, Praça Brasil, Rondonópolis – MT.

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