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EL NIÑO ACENDE ALERTA PARA SECA E POSSÍVEL CRISE HÍDRICA EM RONDONÓPOLIS

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AUTORIDADES ACOMPANHAM CENÁRIO COM PREOCUPAÇÃO

Fenômeno climático pode trazer calor extremo, redução das chuvas e aumento do risco de falta de água no município

A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 já preocupa meteorologistas, produtores rurais e autoridades em todo o Brasil. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as chances de formação do fenômeno ultrapassam 80% nos próximos meses.  

Em Rondonópolis, os efeitos podem ser sentidos principalmente através do aumento das temperaturas, da redução das chuvas e do agravamento da estiagem. Especialistas alertam que o fenômeno pode contribuir para uma das secas mais severas dos últimos anos no Centro-Oeste brasileiro.

Diante das previsões climáticas que apontam para a possibilidade de um novo ciclo do fenômeno El Niño, autoridades municipais já demonstram preocupação com os impactos que a estiagem prolongada pode causar em Rondonópolis.

O secretário adjunto de Meio Ambiente, Alessandro Brandão, destaca que o município acompanha atentamente os indicadores climáticos e ambientais, especialmente em relação à preservação dos recursos hídricos, ao aumento dos focos de queimadas e aos efeitos da baixa umidade do ar sobre a população.

A preocupação também é compartilhada pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, que tem defendido o fortalecimento das ações preventivas para minimizar possíveis impactos da seca, tanto na área urbana quanto na zona rural. A administração municipal acompanha os estudos e projeções dos órgãos meteorológicos para adotar medidas antecipadas, caso sejam necessárias.

Outro ponto de atenção está relacionado ao abastecimento de água. O presidente da autarquia responsável pelos serviços de saneamento do município, Victor Victorino, ressalta que o monitoramento dos mananciais e do sistema de captação é permanente. Segundo ele, períodos de estiagem severa exigem planejamento e conscientização da população para evitar desperdícios e garantir a segurança hídrica da cidade.

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As três lideranças reforçam que, embora não haja motivo para alarme neste momento, a população deve colaborar com o uso racional da água e adotar práticas sustentáveis que contribuam para a preservação dos recursos naturais.

“A prevenção continua sendo a principal ferramenta para enfrentar os desafios climáticos que podem surgir nos próximos meses”, defendem os gestores.

 

O QUE É O EL NIÑO?

O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica do planeta e interfere diretamente nos padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do mundo.  

No Brasil, o fenômeno costuma provocar excesso de chuva na região Sul e períodos mais secos e quentes em áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste.  

COMO RONDONÓPOLIS PODE SER AFETADA?

A principal preocupação é a combinação de três fatores:

  • Temperaturas acima da média;
  • Menor volume de chuvas;
  • Baixa umidade do ar.

Esse cenário favorece a redução dos níveis dos rios, córregos e reservatórios que abastecem a população. Além disso, aumenta o consumo de água justamente no período em que a oferta tende a diminuir.  

RISCO DE CRISE HÍDRICA

Embora não seja possível afirmar que haverá racionamento, especialistas alertam que o fenômeno pode pressionar os sistemas de abastecimento caso a estiagem se prolongue.

A situação preocupa porque Mato Grosso já enfrenta todos os anos um período seco bastante rigoroso entre maio e setembro. Com o El Niño, essa seca pode se tornar mais intensa e durar mais tempo que o normal.  

Caso os mananciais apresentem queda significativa, a população poderá sentir reflexos no abastecimento, principalmente nos bairros mais afastados ou em regiões de maior crescimento urbano.

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CALOR PODE BATER RECORDES

Outro impacto esperado é o aumento das ondas de calor.

Estudos e previsões climáticas indicam que cidades do Centro-Oeste poderão registrar temperaturas acima das médias históricas durante vários meses consecutivos. Em Rondonópolis, conhecida pelo clima quente, os termômetros podem ultrapassar com frequência os 40 graus.  

Além do desconforto, o calor extremo aumenta o consumo de energia elétrica, eleva a evaporação da água dos reservatórios e pode causar problemas de saúde, especialmente em idosos e crianças.

MAIS FUMAÇA E QUEIMADAS

A combinação entre seca, vegetação ressecada e baixa umidade também favorece o aumento dos focos de incêndio.

Relatórios climáticos apontam que o risco de queimadas pode crescer significativamente em Mato Grosso durante a atuação do fenômeno.  

Além dos danos ambientais, as queimadas afetam diretamente a qualidade do ar e aumentam os casos de doenças respiratórias.

O QUE A POPULAÇÃO PODE FAZER?

Especialistas recomendam que a população comece desde já a adotar medidas de uso consciente da água:

  • Evitar desperdícios;
  • Consertar vazamentos;
  • Reduzir o tempo de banho;
  • Reaproveitar água quando possível;
  • Evitar lavar calçadas com mangueira;
  • Manter caixas d’água em boas condições.

Pequenas atitudes podem fazer diferença caso o cenário de estiagem severa se confirme.

ALERTA, MAS SEM PÂNICO

Apesar das previsões apontarem para um possível El Niño de intensidade moderada a forte, meteorologistas reforçam que os impactos exatos ainda dependerão da evolução do fenômeno ao longo dos próximos meses.  

O que já é consenso entre os especialistas é que Rondonópolis e boa parte de Mato Grosso precisam se preparar para um período de calor intenso, baixa umidade e possível redução das chuvas.

A palavra de ordem, neste momento, é prevenção.

 

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Prefeitura encerra Maio Amarelo com megamutirão e registra redução de 50% nos acidentes de trânsito em Rondonópolis

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A Prefeitura de Rondonópolis encerrou, nesta semana, a programação do Maio Amarelo com uma grande mobilização de conscientização no centro da cidade e um resultado considerado histórico para a segurança viária: a redução de aproximadamente 50% no número de acidentes de trânsito registrados na área urbana do município.

A ação de encerramento aconteceu na Rua Dom Pedro II e reuniu as secretarias municipais de Mobilidade Urbana (Semob) e Saúde (SMS), além de diversos órgãos parceiros. Com o tema “Escolha voltar para casa – Desacelere”, o evento ofereceu simulações de direção, orientações educativas, exames gratuitos de saúde e abordagens diretas aos condutores.

De acordo com balanço apresentado pela Semob, além da queda expressiva nos acidentes, Rondonópolis também registrou uma redução de 16% nas mortes causadas por ocorrências no trânsito. Os números refletem o trabalho contínuo de educação viária, fiscalização e melhorias na engenharia de tráfego desenvolvido ao longo dos últimos meses.

A mobilização contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar, Detran, Samu e da concessionária Nova Rota do Oeste, além de instituições como Sest/Senat, Uniplan e a Associação Rondonopolitana de Carros Antigos (Arca), que atraiu a atenção do público com uma exposição de veículos clássicos.

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Um dos destaques do evento foi a presença de Zion, cão farejador da PRF, que chamou a atenção das crianças e contribuiu para aproximar a população das ações educativas promovidas durante a campanha.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Thales Tatí, destacou que os resultados alcançados representam um avanço importante, mas reforçou que o trabalho continuará durante todo o ano.

“Uma vida é algo que simplesmente não tem preço. Estamos atingindo os objetivos traçados, mas queremos avançar ainda mais. Por isso, as ações educativas e de conscientização não terminam com o encerramento do Maio Amarelo”, afirmou.

A campanha também evidenciou os reflexos positivos da segurança no trânsito para a saúde pública. Segundo o secretário municipal de Saúde, Mykaell Vitorino, a diminuição dos acidentes contribui diretamente para reduzir a pressão sobre as unidades de atendimento e acelerar procedimentos eletivos.

“Uma população que dirige com consciência ajuda a desafogar nossas unidades de pronto atendimento. Reduzir os traumas provocados por acidentes significa abrir espaço para quem aguarda uma cirurgia programada”, explicou.

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A Prefeitura confirmou que o comitê integrado de segurança viária manterá as ações ao longo do segundo semestre, com a realização de blitzes educativas, palestras em empresas, escolas e novas campanhas voltadas à conscientização dos motoristas.

Com resultados concretos e a continuidade das ações planejadas, Rondonópolis encerra o Maio Amarelo consolidando avanços importantes na construção de um trânsito mais seguro para toda a população.

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