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Fevereiro Roxo alerta para cuidados essenciais para Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer

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O Fevereiro Roxo é um mês dedicado à conscientização de três condições de saúde que impactam milhares de pessoas e suas famílias: Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. A campanha busca incentivar o diagnóstico precoce, promover informação sobre os tratamentos disponíveis e fortalecer a rede de apoio para pacientes e cuidadores.

O lúpus é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo. Segundo o reumatologista Dr. Diego Logrado, a condição pode se manifestar de diferentes formas, com sintomas como lesões avermelhadas na pele especialmente no rosto, fotossensibilidade, queda de cabelo e artrite. Além disso, pode afetar órgãos como coração, pulmão e rins, o que torna o diagnóstico mais complexo, exigindo exames de sangue específicos.

Já a fibromialgia não é uma doença autoimune, mas sim uma síndrome caracterizada por dor crônica generalizada e amplificação da sensibilidade à dor. “O paciente com fibromialgia sente mais dor do que o normal. Além disso, a condição pode causar fadiga intensa, formigamento, dor de cabeça e sono não reparador. Embora não exija exames laboratoriais para diagnóstico, outras doenças, como problemas na tireoide e hanseníase, precisam ser descartadas”, explica o especialista.

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Estudos mostram que cerca de 2% da população tem fibromialgia, mas entre pacientes com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, esse número pode chegar a 10%.

Já o Alzheimer é uma das principais causas de demência e está associado à perda progressiva da memória recente, além de dificuldades de orientação e comunicação. “Muitas vezes, a pessoa começa a esquecer onde está, perde documentos ou se confunde em diálogos. Esses sinais podem surgir até 15 anos antes do diagnóstico clínico, que costuma ocorrer entre 60 e 65 anos”, explica o Dr. Altermar Lopes, médico neurologista.

A recomendação para prevenir ou retardar o avanço da doença inclui manter o cérebro ativo. “Atividades como leitura, palavras cruzadas e aprender novas habilidades ajudam a criar conexões cerebrais que protegem contra o Alzheimer”, acrescenta o especialista.

Seja para lúpus, fibromialgia ou Alzheimer, a detecção precoce é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. No caso do lúpus, um tratamento iniciado rapidamente pode reduzir o risco de sequelas permanentes. Já para a fibromialgia, um diagnóstico correto evita confusões com outras doenças e direciona o paciente para o tratamento mais adequado.

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O primeiro passo para quem apresenta sintomas de alguma dessas doenças é procurar atendimento médico. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade básica de saúde é a porta de entrada para avaliação inicial. Em casos suspeitos de lúpus, o paciente deve ser encaminhado a um reumatologista. Para fibromialgia, o médico generalista pode diagnosticar e iniciar o tratamento, encaminhando ao especialista se necessário. No Alzheimer, o neurologista é o profissional indicado para confirmar o diagnóstico e recomendar os cuidados adequados.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Cidades

Justiça nega liminar a Mariúva e caminho fica aberto para convocação de Adonias na Câmara de Rondonópolis

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Decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública considerou legal o ato do presidente Paulo Schuh que declarou a extinção do mandato da vereadora

A Justiça de Mato Grosso decidiu, nesta quarta-feira (3), manter a extinção do mandato da vereadora Mariúva Valentin Chaves da Silva (MDB) e negou o pedido de liminar apresentado pela parlamentar para tentar suspender a decisão tomada pela Câmara Municipal de Rondonópolis.

Na prática, a decisão do juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública, retira o principal obstáculo judicial que impedia o avanço da convocação do suplente.

Com isso, o ex-vereador Adonias Fernandes (MDB), primeiro suplente da coligação, deve ser convocado para assumir a vaga. Adonias já foi vereador de Rondonópolis por cinco mandatos.

Justiça considerou legal o ato do presidente da Câmara

Mariúva entrou na Justiça questionando o procedimento adotado pelo presidente da Câmara, Paulo Schuh (PL), que declarou a extinção do mandato durante a 81ª Sessão Ordinária, realizada no dia 26 de agosto.

Entre os argumentos apresentados pela vereadora estava a alegação de que o presidente não poderia ter tomado a decisão sozinho e que a competência seria da Mesa Diretora. Ela também sustentou que não teve direito de defesa.

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Os argumentos, porém, não foram aceitos pelo juiz.

Na decisão, o magistrado entendeu que a atuação do presidente da Câmara teve caráter declaratório. Em outras palavras, segundo a Justiça, Schuh não estaria aplicando uma nova punição à vereadora, mas apenas formalizando uma consequência jurídica que já havia ocorrido em razão de uma condenação criminal definitiva.

Mas por que o mandato foi extinto?

O ponto principal está na suspensão dos direitos políticos de Mariúva em razão de uma condenação criminal que já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso naquela decisão.

A Constituição Federal estabelece que a condenação criminal definitiva provoca a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem seus efeitos.

O juiz também citou entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que essa suspensão ocorre de forma automática, não dependendo de uma nova votação ou de um processo dentro da Câmara.

Por esse entendimento, a Câmara apenas reconhece oficialmente a situação.

E por que Adonias pode assumir?

É justamente aí que entra o ex-vereador Adonias Fernandes.

O juiz citou o artigo 8º, parágrafo 1º, do Decreto-Lei nº 201/1967. A legislação determina que, quando estiver comprovada a causa de extinção do mandato, o presidente da Câmara deve comunicar o Plenário, registrar a decisão em ata e convocar imediatamente o suplente.

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Por isso, com a liminar negada, o caminho fica aberto para que a Câmara avance na convocação do primeiro suplente.

Na prática, a decisão judicial mantém a extinção do mandato de Mariúva e permite que o processo de substituição siga adiante.

O que acontece agora?

A partir da decisão, a expectativa é que a Câmara Municipal dê sequência aos procedimentos necessários para a convocação de Adonias Fernandes.

A decisão desta quarta-feira não representa uma condenação nova contra Mariúva. O que está sendo discutido na Justiça é a validade do procedimento adotado pela Câmara para declarar a extinção do mandato diante da situação jurídica já existente.

O caso ainda pode ter novos desdobramentos judiciais, mas, neste momento, a liminar que poderia suspender a extinção do mandato foi negada e não há, nessa decisão, impedimento para a convocação do suplente.

A população agora acompanha os próximos passos dentro da Câmara, que poderá confirmar a convocação e, posteriormente, a posse de Adonias Fernandes para ocupar a cadeira deixada por Mariúva.

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