Com 30% dos alunos da rede estadual enfrentando problemas de frequência, autoridades de Rondonópolis alertam: pais podem ser multados e até perder benefícios sociais se não garantirem a volta dos filhos às aulas.
Mobilização em Rondonópolis busca conter evasão escolar na rede estadual
Cidades
A evasão escolar voltou a preocupar autoridades em Rondonópolis. Dados levantados pela rede estadual de ensino apontam que cerca de 30% dos alunos apresentam problemas de frequência, um índice considerado alarmante e que compromete diretamente o aprendizado de crianças e adolescentes.
Para enfrentar essa realidade, a Vara da Infância e Juventude, o Ministério Público, a Diretoria Regional de Educação (DRE) e o Conselho Tutelar se uniram em uma mobilização que tem como prioridade trazer de volta para a sala de aula os estudantes que estão faltando.
Segundo as instituições envolvidas, a primeira etapa será de conscientização junto às famílias e à comunidade escolar, reforçando a importância da educação como direito fundamental e ferramenta de transformação social. Porém, o alerta é claro: se os alunos não retornarem às escolas, medidas mais duras serão aplicadas.
Entre as possíveis consequências estão o enquadramento dos pais ou responsáveis por abandono intelectual — crime previsto no Código Penal para quem deixa de garantir a educação dos filhos — além de infrações administrativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que podem resultar em multas que variam de três a vinte salários mínimos.
Outra implicação grave é a possibilidade de suspensão de benefícios sociais pagos por programas de assistência do governo, caso seja comprovado que a ausência dos filhos na escola decorre de negligência familiar.
Para os organizadores da mobilização, o objetivo não é punir de imediato, mas sim sensibilizar e orientar as famílias. “A educação é um direito que não pode ser negligenciado. Precisamos garantir que cada criança e adolescente esteja na escola, aprendendo e construindo seu futuro”, destacaram representantes da rede de proteção.
Com essa união de esforços, a expectativa é de que os índices de evasão comecem a cair nos próximos meses, evitando que mais jovens sejam privados do acesso à educação e, consequentemente, de melhores oportunidades no futuro.
Cidades
Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis
A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.
O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.
Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.
Uma queda que chama atenção
A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:
- Início da gestão: R$ 4,10
- Primeira redução: R$ 3,00
- Valor atual: R$ 2,00
Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.
Mais do que tarifa: estrutura
A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.
Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.
Impacto direto na cidade
A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.
Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.