Deu ruim para os rolezeiros
Fim dos “rolezinhos”? Nova lei entra em vigor e muda rotina em Rondonópolis
Curiosidades
O barulho das motos em alta velocidade, as manobras arriscadas e as madrugadas interrompidas por grupos de motociclistas podem estar com os dias contados em Rondonópolis.
Já está em vigor no município a lei que proíbe os chamados “rolezinhos” — encontros de motociclistas que, segundo o poder público, vinham causando transtornos frequentes à população.
A medida, proposta por um vereador foi promulgada pela Câmara Municipal e publicada no Diário Oficial, passando a valer com aplicação de multas e outras penalidades.
Reclamação antiga da população
A nova legislação surge em meio a um cenário que já vinha sendo acompanhado pelas forças de segurança. Nos últimos anos, operações policiais foram realizadas para conter esse tipo de prática.
Em uma dessas ações, a Polícia Militar chegou a impedir um “rolezinho” com dezenas de motociclistas, muitos sem capacete, sem placa e com escapamentos adulterados — situação que terminou com apreensão de veículos e aplicação de multas.
Casos como esse reforçaram a pressão popular por medidas mais duras.
O que diz a nova lei
A legislação define como “rolezinho” o agrupamento de motociclistas que:
- provocam barulho excessivo
- realizam manobras perigosas
- desrespeitam leis de trânsito
- causam tumulto nas vias públicas
A partir de agora, ao serem registradas ocorrências, haverá atuação conjunta entre:
- Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob)
- Gabinete de Apoio à Segurança Pública (Gasp)
- forças policiais
A penalidade começa com multa de 25 UFRs, podendo dobrar em caso de reincidência.
Nem todo motociclista entra na regra
Um ponto importante da lei é a separação entre perfis:
Motociclistas organizados, como moto clubes, seguem autorizados a realizar eventos — desde que comuniquem previamente às autoridades.
Já ações desordenadas, com risco à segurança e perturbação, passam a ser enquadradas diretamente na nova norma.
Mais que punição: tentativa de mudança cultural
Além da punição, a lei também abre espaço para parcerias com moto clubes em ações educativas.
A ideia é clara: não é só proibir, mas mudar comportamento.
Em uma cidade que cresce rápido e enfrenta desafios no trânsito, a medida busca equilibrar o direito de ir e vir com o direito ao sossego — um tema que, nas ruas e nas redes sociais, já vinha gerando debate há tempos.
O que muda na prática
Na rotina do morador, a expectativa é simples:
- menos barulho durante a noite
- mais fiscalização nas ruas
- resposta mais rápida às denúncias
Mas, como toda nova lei, o impacto real deve aparecer com o tempo — principalmente na forma como será fiscalizada.
Curiosidades
Prefeitura nega corte de insalubridade, mas histórico de impasses gera desconfiança entre agentes em Rondonópolis
Nos últimos dias, mensagens espalhadas em grupos de WhatsApp reacenderam um tema sensível entre os profissionais da saúde pública em Rondonópolis: o pagamento do adicional de insalubridade para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).
Os boatos apontavam para um suposto corte ou retirada do benefício. A repercussão foi imediata. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SISPMUR) chegou a convocar mobilização da categoria para discutir o assunto, diante da preocupação generalizada.
Prefeitura nega retirada do benefício
Procurada, a Prefeitura de Rondonópolis afirma que não houve suspensão nem retirada do adicional de insalubridade, e que o direito segue garantido conforme a legislação vigente.
A gestão municipal também reforçou que mudanças só podem ocorrer com base em critérios técnicos e legais, e orientou os servidores a evitarem compartilhar informações sem confirmação oficial.
Histórico recente ajuda a explicar o clima de insegurança
Apesar da negativa atual, o tema não é novo e já gerou conflitos recentes no município.
Em 2023, por exemplo, a própria Prefeitura reconheceu problemas no pagamento do adicional e foi obrigada, por decisão judicial, a regularizar a situação, incluindo:
• pagamento de parcelas retroativas a servidores
• implantação do adicional de 20% de insalubridade mensal 
Na época, houve atraso e dificuldades operacionais, o que levou a categoria a protestos e paralisações até a regularização dos valores. 
O que está por trás da nova onda de boatos
A atual circulação de informações não confirmadas acontece em um cenário já fragilizado.
Além do histórico local, discussões recentes em Mato Grosso sobre revisão de insalubridade — baseadas em laudos técnicos e critérios legais — têm gerado receio entre profissionais da saúde, especialmente sobre possíveis reduções de percentual conforme o grau de exposição. 
Esse contexto contribui para que qualquer informação sobre o tema ganhe força rapidamente, mesmo sem confirmação oficial.
Entre a lei e a prática
Especialistas apontam que o adicional de insalubridade:
• depende de laudos técnicos atualizados
• pode variar entre 10%, 20% e 40%, conforme o risco
• não é automático — precisa de enquadramento legal
Ou seja, embora o direito exista, a forma de pagamento pode variar ao longo do tempo, o que costuma gerar conflitos entre gestão e servidores.
O que é fato até agora
✔️ Não há confirmação oficial de corte geral da insalubridade em Rondonópolis
✔️ A Prefeitura afirma que o benefício está mantido
✔️ Existe histórico recente de problemas e atrasos no pagamento
✔️ A categoria já viveu situações de insegurança sobre o tema
Conclusão
Mais do que um simples boato, o episódio revela um problema maior: a falta de confiança consolidada entre servidores e gestão pública quando o assunto é insalubridade.
Sem transparência contínua e comunicação clara, qualquer ruído vira crise.
E, no meio disso tudo, ficam profissionais que atuam diariamente na linha de frente da saúde, tentando entender se o direito garantido no papel também está seguro na prática.
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