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O Córrego Piscina é um dos cursos d’água mais importantes de Rondonópolis, por ser afluente direto do Rio Vermelho e por sua grande relevância ambiental e paisagística.

No Dia do Meio Ambiente, Prefeitura faz mutirão de limpeza no Córrego Piscina

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O mutirão de limpeza do Córrego Piscina, ação que marca o Dia Mundial do Meio Ambiente em Rondonópolis, teve início na manhã desta quinta-feira (5). O prefeito Cláudio Ferreira, o vice-prefeito Altemar Lopes, secretários municipais, equipes da prefeitura, do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear) e da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), vereadores, junto com a Polícia Militar e Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e Juizado Volante Ambiental (Juvam), atuam na limpeza do córrego, que deve continuar ao longo do dia. A ação faz parte do programa de governo municipal “Cidade Verde”.O prefeito destacou que Rondonópolis é uma cidade que precisa de equilíbrio como na renda das pessoas, dos serviços prestados pelo município que recebe os impostos da população e também de equilíbrio no meio ambiente. “Nós queremos resgatar esse equilíbrio por meio de ações em todos setores, na qualidade do serviço e ações de meio ambiente. Queremos trabalhar para resgatar esse equilíbrio. Por isso a Iguana foi escolhida o animal símbolo de Rondonópolis, porque ela representa equilíbrio ambiental e nós queremos isso”, disse.

Cláudio Ferreira reforçou que o Córrego Piscina, escolhido para receber a ação de limpeza neste Dia Mundial do Meio Ambiente, foi vítima da ação humana e da falta de planejamento. “Se você olhar vai ver a quantidade de lixo, de pneus, as laterais que não estão preservadas. Nós queremos resgatar esse córrego porque tem um valor simbólico: um rio que nasce dentro da cidade, corre por uma área residencial e sofreu por não ser cuidado como deveria ser. O cuidado que passaremos ter com ele agora simboliza o resgate ambiental que faremos em nossa cidade”, argumentou.

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Além da ação de limpeza no Córrego Piscina, o prefeito relembrou que nesta semana do meio ambiente começaram a ser plantadas árvores em vários pontos de Rondonópolis. Ele também deixou um recado para a população: “Queria pedir para a população colaborar também. Não jogar lixo em qualquer lugar. A cidade é nossa, mas o lixo também é nosso. Vamos cuidar da nossa cidade!”.

O trabalho de limpeza foi acompanhado por moradores do entorno do Córrego Piscina. Os moradores Marlene Batista Santos e Expedito de Medeiros Santos moram há mais ou menos 10 anos na vizinhança e foram conferir o trabalho das equipes. Eles parabenizam pela iniciativa do Município.

“É muito bom ver esse trabalho de limpeza porque está uma sujeira e esse córrego é um córrego abençoado”, disse Marlene que relatou que há pessoas que vêm a noite jogar lixo no local enquanto os moradores tentam manter o espaço limpo.

Os dois querem agora ver o córrego recuperado e com áreas de lazer que possam ser usadas por quem mora na região. “Vai ficar muito bom com uma área de lazer aqui”, afirmou Expedito.

Durante o mutirão, que teve início nesta manhã, o prefeito pôs a mão na massa e trabalhou na retirada de lixo no leito e das margens do córrego. Secretários municipais, servidores da prefeitura, do Sanear e vereadores ajudaram na limpeza. Policiais militares ambientais e bombeiros, equipes do Juvam também atuaram na retirada de lixo.

A Coder está com cinco equipes atuando na limpeza, e mais quatro equipes trabalham no apoio. A companhia também disponibilizou maquinário e caminhões para o trabalho.

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Ednilson Aguiar/Gcom

Mutirão no Córrego Piscina

O Córrego Piscina é um dos cursos d’água mais importantes de Rondonópolis, por ser afluente direto do Rio Vermelho e por sua grande relevância ambiental e paisagística. Mesmo com a urbanização ao seu redor, o córrego ainda preserva trechos com vegetação nativa e águas limpas, que formam belas piscinas naturais ao longo de seu leito.

O secretário Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária, Álvaro Fachim, explicou que em suas margens e áreas de preservação, é possível encontrar diversas espécies da fauna local, incluindo a iguana, animal símbolo de Rondonópolis. “Preservar esse espaço é também garantir abrigo e proteção para a vida silvestre que resiste em meio à cidade”, ressaltou.

No entanto, o secretário apontou que o córrego vem sofrendo com os impactos da ocupação urbana desordenada e da falta de planejamento. O desmatamento, a deposição de resíduos, erosão e o assoreamento são problemas visíveis, os dois últimos agravados pelo lançamento de águas pluviais vindas de bairros localizados em áreas mais altas.

Para recuperar o córrego, o secretário destacou que a atual gestão tem trabalhado em projetos que visam a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), com ações voltadas à proteção das margens, controle da erosão, recomposição da vegetação nativa e melhorias paisagísticas nas proximidades do córrego.

Além das medidas ambientais, também estão sendo implantadas áreas de lazer e arborização ao redor das APPs do córrego, promovendo o contato da população com a natureza e incentivando o uso responsável dos espaços públicos.

Eli Reuel/Gcom

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No mês da conscientização da Escoliose, especialista alerta que atenção ao corpo é a melhor prevenção

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O Junho Verde é o mês internacional de conscientização da escoliose. A campanha tem o objetivo de alertar para a importância do diagnóstico precoce. De acordo com especialistas, a escoliose se desenvolve de forma sutil e, na grande maioria das vezes, não causa dor imediata. Em crianças, pais e educadores físicos devem prestar atenção à falta de simetria, principalmente em ombros, quadris e costelas.

 

Segundo o médico ortopedista e especialista em cirurgia de coluna, Felipe Rodrigues, a escoliose tem tratamento cirúrgico, mas este é limitado a poucos casos, pois não são todos os pacientes que têm indicação para cirurgia. “A maior indicação é a prevenção dessa escoliose. Desta forma, fica um alerta para os pais, para os professores na escola e para os educadores físicos, para observarem se há uma assimetria no ombro, no quadril ou uma costela mais saliente. E também o que chamamos de gibosidade, que é aquela paciente com uma corcundinha um pouco mais avantajada. Assim, esta criança tem a indicação para fazer um exame e acompanhamento médico no tempo de crescimento ósseo, que é a cada 6 meses com raio-X e outros exames”, explicou.

 

Além da prevenção e do reforço da conscientização do Junho Verde por meio das sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade de Escoliose, Felipe Rodrigues ressalta que ainda há uma ausência de participação a ser preenchida pelo setor público. “Sentimos um pouco de falta de um auxílio público por parte das prefeituras, de levar para as escolas esta conscientização, de ter esse acompanhamento, porque isso pode evitar casos mais graves. Se essa escoliose não for tratada e identificada corretamente com o passar do tempo, ela pode ficar muito grave, correndo risco até de vida”, destacou.

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Ainda neste ponto de uma maior participação da saúde pública municipal, o especialista explica que exames simples em épocas diferentes do ano escolar podem fazer a diferença quando falamos em prevenção. “É possível desenvolver um programa para que tenhamos esse acompanhamento, um olhar para as crianças em idade escolar. Por exemplo, toda vez que forem fazer uma matrícula, no começo do ano e no meio do ano, ou quando forem fazer a rematrícula numa escola, fazer uma avaliação, que é um exame muito simples: a criança vai ficar de pé, com um top para as meninas ou sem camiseta para os meninos, e eles vão fazer um exercício de flexão. Se aparecer essa gibosidade ou uma assimetria de ombros e quadril, a gente já pode pedir alguns exames e determinar se o paciente tem escoliose ou não”, explicou.

 

Por fim, o médico reforça que a escoliose é uma doença silenciosa, na maioria das vezes sem indicação cirúrgica. Mas, em caso de necessidade de intervenção cirúrgica, é um procedimento complexo. Para não chegarmos a esses casos extremos, com a prevenção, o acompanhamento de um especialista e exercícios, a qualidade de vida das pessoas com escoliose é melhorada consideravelmente.

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Os três tipos de Escoliose:

 

Escoliose Idiopática: É um tipo de escoliose que vai progredindo e não possui uma causa definida. Ela se desenvolve conforme o crescimento ósseo da criança — sendo mais frequente em meninas a partir da menarca (primeira menstruação), por volta dos 10 a 11 anos de idade.

 

Escoliose Congênita: É aquela com a qual o indivíduo já nasce, decorrente de alguma malformação óssea na estrutura da coluna durante a gestação.

 

Escoliose do Adulto: Este tipo surge mais pelo desgaste natural do corpo. É mais comum em pacientes de idade mais avançada e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.

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