Cidades
PESSOA COM DEFICIÊNCIA Zaeli visita Centro de Reabilitação Louis Braille, em Rondonópolis-MT
Cidades
O suplente de deputado federal, Rodrigo da Zaeli, que assume em janeiro de 2025 no lugar de Abilio Brunini, vitorioso na corrida pela prefeitura de Cuiabá, visitou, durante a semana que passou, o Centro de Reabilitação Louis Braille, em Rondonópolis-MT, a convite do presidente, Luis Antonio Toledo. Na oportunidade, Zaeli lembrou de quando esteve como diretor do local, das dificuldades e avanços da época. Também, ouviu as demandas do atual presidente e projetos a serem colocados em prática para melhorar o atendimento aos usuários.
“Temos muitas demandas, mas a que está prejudicando muitos dos que estão aqui conosco é referente ao Benefício de Prestação Continuada – BPC. Há a prerrogativa do benefício, porém alguns dos critérios fazem o usuário desistir do benefício. Para que a pessoa seja um beneficiário, ela não pode estar no mercado de trabalho, pois perde o recurso. Outro critério, é que a família tenha como renda per capita 1/4 de salário mínimo, ou seja, R$ 356 reais. Quem vive dignamente com este valor? Há família com dois, três filhos, além daquela pessoa com deficiência, como fazer? Precisamos que a lei seja revista e o valor per capita alterado”, explicou Luis Toledo.
Toledo também falou das dificuldades que a diretoria tem em manter os repasses recebidos em dia. “Sabemos que a administração municipal dispõe de um valor para manutenção das instituições, porém a nossa tem recebido um valor bem abaixo do necessário. Alguns vereadores propuseram parte da emenda impositiva para nós, mas devido ao corte feito pelo prefeito, após entrar na justiça contra a proposta, ficamos de fora. Precisamos fazer uma reforma e ampliação do espaço e não conseguimos por falta de verba. Temos um apoio da Seduc na cedência de professores e da prefeitura de Rondonópolis no valor de R$ 10 mil/mês, porém o município nos cede somente um profissional”.
De acordo com o IBGE e MDHC, no ano de 2023 a população com deficiência no Brasil foi estimada em 18,6 milhões de pessoas de 2 anos ou mais, o que corresponde a 8,9% da população dessa faixa etária. “O Louis Braille atende pessoas com deficiência visual e outros tipos de deficiências. Precisamos criar mecanismos para que eles não precisem ficar com um pires todo ano, mendigando para ajudar pessoas. Vou fazer uma pesquisa na Câmara Federal a fim de saber se há projetos solicitando a alteração da lei que fala sobre o BPC. Caso haja, vou trabalhar duramente para que entre na pauta e seja votada. Caso não, trabalharemos neste sentido. Imagina quantos não serão beneficiados com a alteração desta lei?”, concluiu Zaeli.
Cidades
Passagem a R$ 2 muda rotina de quem depende do ônibus em Rondonópolis
A manhã desta quarta-feira (06) começou diferente para milhares de trabalhadores, estudantes e famílias de Rondonópolis. No bolso, a mudança já começa a fazer efeito: a tarifa do transporte coletivo agora custa R$ 2,00 — valor fixo e permanente.
O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira durante a inauguração do primeiro terminal de ônibus da história da cidade, um marco que simboliza não apenas avanço estrutural, mas também uma virada no acesso ao transporte público.
Mais do que números, a redução mexe diretamente com a vida de quem depende do ônibus todos os dias. Para quem utiliza o serviço duas vezes por dia, a economia mensal pode ultrapassar R$ 80, se comparado ao valor praticado no início da atual gestão.
Uma queda que chama atenção
A tarifa vem passando por uma sequência de reduções:
- Início da gestão: R$ 4,10
- Primeira redução: R$ 3,00
- Valor atual: R$ 2,00
Na prática, o custo caiu para menos da metade do que era cobrado anteriormente.
Mais do que tarifa: estrutura
A redução não veio sozinha. Junto dela, a Prefeitura entregou um novo terminal de transporte coletivo — moderno, climatizado e com uma estrutura inédita para o município.
Para muitos usuários, a mudança representa mais do que economia: significa dignidade no deslocamento diário.
Impacto direto na cidade
A iniciativa faz parte de um pacote de ações voltadas à mobilidade urbana, colocando Rondonópolis em evidência quando o assunto é transporte acessível.
Num cenário onde o custo de vida pressiona cada vez mais, pagar menos para se locomover pode ser o detalhe que faz diferença no fim do mês — e na qualidade de vida.