Sem representantes do paço municipal
Prefeitura de Rondonópolis não participa de entrega de maquinários do governo federal em Cuiabá
Cidades
O evento foi no dia 16 de dezembro de 2025, com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro,
Enquanto dezenas de prefeitos do interior de Mato Grosso lotavam o pátio em Cuiabá para receber novos maquinários do governo federal, Rondonópolis ficou de fora do evento. Nenhum representante oficial da Prefeitura esteve presente na cerimônia de entrega dos equipamentos realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, comandado pelo ministro Carlos Fávaro.
O evento marcou a entrega de máquinas e implementos agrícolas dentro do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), iniciativa que tem como objetivo reforçar a estrutura dos municípios, especialmente em áreas como manutenção de estradas vicinais, apoio à agricultura familiar e serviços urbanos. Ao todo, praticamente todos os municípios mato-grossenses foram contemplados.
Mesmo sendo o maior município do interior do Estado, Rondonópolis não teve prefeito, vice-prefeito nem secretário representando a cidade no ato oficial. A ausência chamou atenção e foi comentada nos bastidores políticos, principalmente porque cidades menores, com menos estrutura administrativa, fizeram questão de marcar presença.
Nos corredores do evento, a leitura foi clara: a ausência das maiores cidades — incluindo Rondonópolis — teve um peso político. O gesto foi interpretado como um distanciamento institucional em relação ao governo federal, contrastando com o comportamento de prefeitos do interior que aproveitaram o momento para dialogar, agradecer e reforçar pedidos de novos investimentos.
Apesar da ausência na solenidade, os equipamentos destinados a Rondonópolis seguem garantidos dentro do programa. Ainda assim, para especialistas em gestão pública, a participação em eventos desse tipo vai além do simbolismo. “Estar presente é também uma forma de defender interesses do município, abrir portas e manter diálogo direto com quem decide”, avalia um analista ouvido pela reportagem.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Rondonópolis não havia se manifestado oficialmente sobre os motivos da ausência no evento em Cuiabá.
O episódio reforça um cenário já conhecido na política mato-grossense: enquanto o interior se movimenta para ocupar espaços e buscar recursos, as grandes cidades acabam, muitas vezes, deixando a política institucional falar mais alto que o interesse coletivo.
A WebTV Mato Grosso segue acompanhando os desdobramentos e permanece aberta para ouvir a posição oficial do município de Rondonópolis.
Cidades
Eleições 2026 colocam Mato Grosso diante de uma disputa pelo comando do Estado
A eleição para governador de Mato Grosso já está na rua. Os candidatos estão definidos e, daqui para frente, começa aquela fase em que o eleitor vai ouvir muita promessa, muita crítica, muita comparação e, principalmente, vai precisar prestar atenção.
Para 2026, cinco nomes estão na disputa pelo comando do Estado: Doutora Natasha, Maurício Coelho, Otaviano Pivetta, Rafaell Milas e Wellington Fagundes.
E olha, ainda é cedo para dizer que alguém já ganhou ou perdeu essa eleição.
Uma pesquisa divulgada neste mês mostra Wellington Fagundes aparecendo na frente, com Otaviano Pivetta logo atrás. Mas pesquisa, nessa altura do campeonato, serve muito mais para mostrar como está o momento do que para dizer como será o resultado das urnas.
Tem muita estrada pela frente.
Dois nomes já conhecidos do eleitor
De um lado está Otaviano Pivetta, atual governador de Mato Grosso, que tenta continuar no comando do Estado.
Do outro, Wellington Fagundes, senador e nome conhecido da política mato-grossense, que entra na disputa tentando justamente ocupar o lugar que hoje pertence a Pivetta.
Os dois carregam experiência política e estruturas partidárias importantes.
Mas a eleição não será feita somente por eles.
Doutora Natasha, Maurício Coelho e Rafaell Milas também estão na disputa, e cada candidatura vai tentar encontrar seu espaço durante a campanha.
E é aí que a eleição começa a ficar interessante.
O eleitor do interior também quer ser ouvido
Mato Grosso não é só Cuiabá.
Quem vive em Rondonópolis tem suas preocupações. Quem está em Sinop tem outras. Quem mora em Cáceres, Alta Floresta, Barra do Garças, Tangará da Serra, Sorriso, Primavera do Leste ou em qualquer outro município também tem suas próprias necessidades.
Tem gente esperando por atendimento na saúde.
Tem gente preocupada com estrada.
Tem trabalhador procurando emprego.
Tem produtor querendo segurança para produzir.
Tem família esperando uma escola melhor para os filhos.
E tem muita gente querendo saber onde o dinheiro público está sendo aplicado.
Por isso, durante essa campanha, mais importante do que ficar olhando somente para quem aparece na frente das pesquisas será observar o que cada candidato está propondo para Mato Grosso.
E a pergunta que fica é simples
Qual Mato Grosso o eleitor quer para os próximos quatro anos?
Essa talvez seja a principal pergunta dessa eleição.
Não é apenas escolher um nome.
É escolher quem vai administrar o dinheiro público, definir prioridades, comandar as políticas de saúde e educação, cuidar das estradas, trabalhar pela segurança e tomar decisões que vão mexer diretamente com a vida de milhões de pessoas.
E tem uma coisa que não pode ser esquecida:
promessa de campanha todo mundo sabe fazer.
O desafio é saber quem realmente tem condições de transformar promessa em resultado.
Ainda tem muita coisa para acontecer
A campanha está apenas começando.
Até outubro, os candidatos ainda vão percorrer municípios, conversar com eleitores, participar de debates, apresentar propostas e tentar convencer quem ainda não decidiu seu voto.
E muita coisa pode mudar nesse caminho.
Por isso, o Foco Nosso vai acompanhar essa eleição olhando para aquilo que interessa para quem está aqui em Mato Grosso.
Sem torcida.
Sem escolher candidato.
Sem transformar política em briga de internet.
A ideia é simples: mostrar os fatos, ouvir os lados e deixar o eleitor tirar suas próprias conclusões.
Porque o governador eleito vai passar quatro anos tomando decisões que vão afetar a vida de todos nós.
E quando chegar o dia de apertar o botão da urna, a escolha será de cada eleitor.
Esse é o nosso Foco.
O futuro de Mato Grosso também está nas nossas mãos.
WebTV Mato Grosso — informação daqui, do jeito que a gente entende.
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