De 17 a 20 de setembro, Parque Wilmar Peres de Farias recebe competições, shows, leilões e ações solidárias
Semana do Cavalo – Edição Rondonópolis terá portões abertos e programação gratuita
Agronegócio
A paixão pelo universo equestre vai tomar conta de Rondonópolis entre os dias 17 e 20 de setembro. A Semana do Cavalo – Edição Rondonópolis chega ao Parque Wilmar Peres de Farias com portões abertos todos os dias, oferecendo ao público quatro dias de atrações gratuitas, competições de alto nível, shows, leilões e ações solidárias.
Entre os destaques está a clássica prova do Team Roping, modalidade em que duplas de competidores trabalham em perfeita sintonia para laçar e dominar o boi no menor tempo possível. No evento, a disputa terá duas categorias — soma 5,5 e rodeio aberto — com pista exclusiva na Arena João Potero e premiação em dinheiro para os melhores colocados.
Outra prova que promete agitar o público é a de Três Tambores, com mais de R$ 250 mil em prêmios, incluindo sete motos 0 km. As categorias vão do iniciante ao profissional, unindo velocidade, precisão e a conexão única entre cavalo e cavaleiro.
Além das competições, o evento será espaço de aprendizado. Um dos momentos mais esperados é o curso de Ranch Sorting ministrado pelo multicampeão Marcinho Marques. Nessa modalidade, dois cavaleiros precisam apartar e transferir dez cabeças de gado entre currais em uma ordem sorteada pelo juiz, exigindo técnica, estratégia e trabalho em equipe.
A Semana do Cavalo também vai movimentar o mercado de genética e performance com dois grandes leilões:
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Barrel & Working – 18 de setembro, às 19h.
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Lida, Marcha & Corte – 20 de setembro, às 10h.
Ambos serão realizados no Parque de Exposições e transmitidos ao vivo pela Mundial WebTV, reunindo criadores e apaixonados por cavalos de todo o país.
Pela primeira vez, o evento trará um rodeio em touros com o renomado Rodeio É o Bicho, conhecido na região. A novidade será o formato “rodeio em times”, popular nos Estados Unidos, com três equipes finalistas disputando motos e prêmios que ultrapassam R$ 80 mil.
A programação cultural também está garantida. O palco principal receberá o show nacional da dupla Jads & Jadson, com arquibancada liberada para o público. Quem quiser acompanhar de forma mais exclusiva pode adquirir camarotes, bangalôs ou ingressos para a área VIP.
O evento também tem um lado solidário: toda a arrecadação de alimentos durante os quatro dias será destinada a instituições filantrópicas e assistenciais de Rondonópolis.
Mais informações e reservas
📞 (66) 99632-1148
Pontos de venda
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West Country – (66) 99999-4020 (Verônica)
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Rancho Country – (73) 99933-9286 (Bárbara)
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Bandeirantes Calçados – (66) 99984-6859 (Mônica)
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TXC Shopping – (66) 99608-1734 (Bruna)
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Online: www.primeeventoscba.com.br
Agronegócio
Rondonópolis e o Agro: o Coração Produtivo que Nem Sempre Entra no Radar dos Rankings
Quando se fala em agronegócio no Brasil, a imagem que vem à mente de muitos é a de vastos campos de soja e milho, tratores no amanhecer e caminhões carregados rumando aos portos. Em Mato Grosso, esse cenário é ainda mais forte: o estado abriga 36 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE.
No topo desse ranking nacional estão cidades como Sorriso, Sapezal e Campo Novo do Parecis, todas no interior de Mato Grosso. Sorriso, por exemplo, lidera com folga o valor da produção agrícola — impulsionada principalmente pela soja — e é considerada por muitos a “capital nacional do agronegócio”.
Mas e Rondonópolis? A cidade que carrega o brasão do agronegócio em sua economia não aparece na lista dos 100 municípios mais ricos em produção agrícola no Brasil.
Uma economia que pulsa além dos campos
O fato de não figurar no ranking oficial pode surpreender quem vive e respira a rotina produtiva do município. Rondonópolis é um dos principais polos de apoio logístico ao agronegócio no Centro-Oeste brasileiro, ponto estratégico de escoamento de grãos e insumos, e um dos maiores exportadores do estado.
Dados mostram que o município segue gerando emprego e renda em diversas frentes, embora a agropecuária — isoladamente — não domine a balança de criação de postos de trabalho como em outras cidades do interior.
O ex vereador Reginaldo Santos, crítico à ausência de Rondonópolis no ranking, aponta que esse cenário pode resultar de critérios específicos usados pelo IBGE para medir a produção agrícola municipal. Ele defende que a cidade tem força econômica suficiente para merecer destaque e alerta para a importância de uma imagem positiva para atrair investimentos.
Mais do que números: o papel humano do agro em Rondonópolis
Para os moradores, produtores e trabalhadores rurais, a presença do agronegócio vai além de estatísticas: ela molda histórias de vida, sustenta famílias e impulsiona negócios locais. Do pequeno produtor que colhe sua primeira safra ao caminhoneiro que cruza rodovias estaduais carregando soja, o setor está no dia a dia de muita gente.
Agronegócio, aqui, não é apenas um título econômico — é carne, é coragem e é identidade.
O que diz o ranking do agro
O levantamento do Ministério da Agricultura considerou o valor da produção agrícola municipal, resultado da soma de 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes. Os municípios que lideram essa lista são responsáveis por uma parte significativa da economia agro do país, com destaque para a soja, que representa cerca de 42,8% do valor total produzido.
Mesmo fora desse “Top 100”, Rondonópolis segue sendo um ator importante na cadeia produtiva: seus esforços logísticos, industriais e de apoio ao campo fortalecem toda a economia mato-grossense. O agronegócio por aqui é feito de chão batido, rodas de caminhão na madrugada e sonhos que desabrocham na colheita — muito além de um número num ranking.