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12 castelos mal-assombrados na Europa

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12 castelos mal-assombrados na Europa
DA REDAÇÃO

12 castelos mal-assombrados na Europa

Esqueça os contos de fadas. O foco aqui são as histórias de fantasmas, assombrações, bruxas e vampiros envolvendo alguns dos castelos mais bonitos da Europa. A seleção foi feita pela Musement , plataforma de reserva de ingressos para museus e outras atrações.

1. Castelo Earlshall – St. Andrews, Escócia

Localizado a cerca de uma hora e meia de Edimburgo , esse castelo do século 16 já hospedou importantes membros da realeza britânica, como a rainha Mary Stuart da Escócia . Atualmente, a propriedade luxuosa está à venda por oito milhões de libras esterlinas, mas quem arrematá-la deve estar ciente da possibilidade de ser assombrado por um de seus antigos proprietários, Sir Andrew “Bloody” Bruce. Reza a lenda que seus passos podem ser ouvidos nas escadas do castelo. O barão não tinha boa fama e ganhou o apelido de “sangrento” depois de ter matado e cortados as mãos e a cabeça de um militante presbiteriano.

2. Castelo Houska – Praga, República Tcheca

Castelo Houska, Praga, República Tcheca

A história do Castelo Houska é, no mínimo, intrigante. A começar pela localização: ele foi construído no final do século XIII em uma área remota, a 47km de Praga , em meio à uma floresta densa que era pouco interessante do ponto de vista militar e ficava distante das rotas comerciais. Por isso, há quem afirme que ele foi erguido para fechar a entrada de um poço sem fundo, que ficou conhecido como “portão do inferno”. Outros elementos da construção reforçam essa teoria: não há cozinha, o que indica que ele não deveria ser habitado, e tampouco fortificações que o protegesse de ameaças externas. Além disso, o tal poço sem fundo ficaria precisamente debaixo da capela do castelo, cujas pinturas nas paredes mostram demônios e outras criaturas animalescas sendo mortos. O lugar é aberto para visitação desde 1999 e está envolvido em todo tipo de relato paranormal: dizem que o castelo é assombrado por fantasmas e que há aparições de seres que são metade homem, metade animal. Veja outras 17 atrações curiosíssimas da República Tcheca .

3. Castelo de EdimburgoEdimburgo , Escócia

Castelo de Edimburgo, Escócia

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Voltemos para a Escócia . Uma de suas principais atrações turísticas é o Castelo de Edimburgo , um dos lugares fortificados mais antigos da Europa que já foi residência real, fortaleza militar e prisão. Com tantos anos de existência, ele acumula histórias – algumas delas, de assombrações. Diz a lenda que há muitos anos atrás um tocador de gaita de foles descobriu uma rede secreta de túneis sob o castelo e que as autoridades locais ordenaram que ele entrasse nessas passagens para ver até onde elas iam. O garoto nunca mais saiu de lá e acredita-se que seu fantasma ainda passeia pelo subsolo, sendo possível ouvir o som melancólico de sua gaita de goles. Depois de conhecer o Castelo de Edimburgo, que tal fazer uma degustação de whisky no novo espaço da Johnnie Walker ?

4. Castelo de BranTransilvânia , Romênia

Castelo de Bran, Transilvânia, Romênia

No livro Drácula , Bram Stoker descreveu a residência do vampiro como sendo um castelo no topo de um vale na Transilvânia . Não deu outra: o Castelo de Bran ficou conhecido como o “Castelo do Drácula”, mesmo que o autor nunca tenha sequer pisado ali. A fortaleza pode até ter uma aparência sombria do lado de fora, pela arquitetura gótica e por ficar no alto de uma colina, mas a verdade é que seu interior não tem nada de assustador. Inclusive, a partir do século 20, o castelo foi a casa de verão da realiza romena. Veja um roteiro completo pela Transilvânia que passa por esse e outros castelos .

5. Torre de Londres – Londres , Inglaterra

Torre de Londres, Londres, Inglaterra

Muita coisa já aconteceu dentro da Torre de Londres , que foi usada como residência real, depósito de armas, tesouraria e, hoje, guarda as joias da Coroa Britânica. Mas o seu auge foi durante o período em que serviu como prisão, o que deu origem a uma série de lendas envolvendo fantasmas. Um deles seria o de Ana Bolena, segunda esposa de Henrique VIII que foi decapitada no local e agora vaga sem cabeça pela fortaleza (o livro As seis mulheres de Henrique VIII , de Antonia Fraser, conta a história que levou à sua execução). Ela teria a companhia dos fantasmas de Henrique VI e os dois filhos de Eduardo IV, que também foram mortos na torre. Veja um guia bairro a bairro para conhecer a Londres dos londrinos .

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6. Castelo Moosham – Unternberg, Áustria

Castelo de Moosham, Áustria

O medieval Castelo Moosham foi palco para um triste episódio da história da Áustria : a execução de 139 pessoas condenadas por bruxaria, a maioria homens (o que era incomum na época) e 39 delas, crianças. Em geral, os acusados eram torturados e queimados, às vezes ainda vivos, apesar de também terem acontecido enforcamentos e decapitações. Com o tempo, foram surgindo relatos de vultos, vozes e risadas pelo castelo. Atualmente, a fortaleza a 123km de Salzburgo é uma propriedade privada, mas alguns de seus cômodos que abrigam uma vasta coleção de arte podem ser visitados pelo público.

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7. Palácio de VersalhesParis , França

Palácio de Versalhes, Paris, França

Pois é, nem o Palácio de Versalhes ficou de fora dessa lista. O próprio site do monumento relata que os rumores de que ele seria assombrado ganharam força em 1901, quando duas acadêmicas inglesas, Charlotte Anne Moberly e Eleanor Jourdain afirmaram ter vivido uma experiência paranormal. Tudo aconteceu no Petit Trianon, palacete em meio aos Jardins de Versalhes que era usado pela rainha Maria Antonieta. Em dado momento da visita, as mulheres se perderam e pediram informação para dois homens que vestiam chapéus de três pontas, carregavam espadas e falavam uma língua difícil de entender. Na sequência, elas viram um terceiro homem que as encarava com uma expressão assustadora d ebaixo de um quiosque chinês e uma mulher de chapéu branco e vestido antiquado. Dez anos depois, elas publicaram o livro An Adventure , relatando o que tinham vivido. Mais décadas se passaram até que uma antiga planta do Petit Trianon foi encontrada, apontando que de fato existiu um quiosque chinês ali em 1774. Mas como as duas mulheres poderiam saber desse quiosque chinês em 1901, quando ainda não havia qualquer indício de sua existência? Teriam elas viajado no tempo?

8. Palácio Nacional de Mafra – Mafra, Portugal

palácio Nacional de Mafra, Mafra, Portugal

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A 40 minutos de Lisboa , o Palácio de Mafra é parada obrigatória nos roteiros de carro pelo país principalmente por ser o prédio barroco mais importante de Portugal . Mas nem todos sabem que existe o rumor de que o seu subsolo é povoado por ratos gigantes, que devoram qualquer pessoa que desça até ali. Por isso, seria necessário evacuar toda a vila para exterminá-los. Não passa de lenda, é claro, mas a história tem um fundo de verdade que levou o palácio a se posicionar sobre o assunto para a revista portuguesa DN Ócio . Segundo os representantes de Mafra, a má fama surgiu nas décadas de 1960 e 1970, quando a Escola Prática da Infantaria ficava instalada no edifício. Os restos de comida de mais de três mil soldados eram despejados no esgoto subterrâneo, o que atraia os roedores. Já o boato de que os ratos comeriam carne humana teria começado quando um soldado caiu no esgoto por acidente. O corpo demorou para ser encontrado e, por isso, acabou sendo mordiscado pelos bichos.

9. Castelo de Predjama – Predjama, Eslovênia

Castelo Predjama na Eslovênia

A pouco menos de uma hora da capital Liubliana, o Castelo de Predjama chama atenção por estar incrustado em um paredão rochoso a 120 metros de altura e há mais de 800 anos. Atrás dele, há uma rede de túneis secretos que teriam sido usados por um de seus moradores, o cavaleiro Erazem de Predjama, espécie de Robin Hood da Eslovênia que roubava dos ricos para dar aos pobres. Depois de ter sido traído por um de seus empregados, ele foi encontrado e morto pelo Império Austríaco. Reza a lenda que seu fantasma ainda assombra o castelo em busca de vingança. Para completar, a caverna abaixo do castelo abriga uma colônia de morcegos. Conheça outras atrações da Eslovênia .

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10. Palácio de LiriaMadri , Espanha

Palácio de Liria, Madri, Espanha

O neoclássico Palácio de Liria foi transformado em um museu por abrigar uma das coleções de arte privadas mais importantes da Espanha , com obras de El Greco, Goya, Rembrandt, Rubens e Van Dyck. Mas, antes disso, a construção era casa dos Duques de Alba em Madri , que tinham parentesco com Eugène de Montijo, esposa de Napoleão III. Quando já estava exilada, em 1920, a imperatriz visitou o palácio e acabou falecendo ali aos 94 anos. Dizem que o seu espírito vagueia pelos corredores até hoje – e uma das pessoas a afirmar isso foi o próprio herdeiro dos Duques de Alba, Cayetano Martínez de Irujo, em entrevista à revista espanhola Hola . Veja outros passeios clássicos de Madri.

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11. Palazzo VecchioFlorença , Itália

Palazzo Vecchio, Florença, Itália

O fantasma a assombrar o interior do Palazzo Vecchio , em Florença , seria o de Baldaccio d’Anghiari. O bravo guerreiro foi vítima de uma emboscada e esfaqueado até a morte dentro do palácio por um magistrado que, não satisfeito, ainda atirou o cadáver pela janela e o decapitou em plena Piazza della Signoria . Desde então, há rumores de que o seu espírito ainda vaga em busca de justiça. Segundo o portal de notícias Firenze Today , o último relato de que ele tenha sido visto é de 2001, quando um casal tirou uma foto do Palazzo Vecchio e mais tarde notou uma estranha figura masculina na imagem. A cidade de Florença é repleta de mistérios como esse. Veja outros 7 pontos curiosos para reparar durante sua visita .

12. Castelo MuiderslotAmsterdã , Holanda

Castelo Muiderslot, Amsterdã, Holanda

Não é preciso se afastar muito do centro de Amsterdã para encontrar o Castelo Muiderslot , que parece ter saído de um conto de fadas com o seu fosso, ponte elevadiça e torres. Ele foi construído em 1280 pelo Conde Floris V, que foi alvo de uma conspiração e acabou sendo preso dentro do seu próprio castelo. Em uma de suas tentativas de fuga, ele foi assassinado a facadas e – adivinhe? – dizem que o seu fantasma assombra a fortaleza. Vale dizer, porém, que o castelo original foi demolido em 1300 e reconstruído cem anos depois. Mais recentemente, ele foi restaurado para parecer como era no século 17 e recebe visitantes, que podem admirar a coleção de armas e armaduras. O Muiderslot aproveita a sua fama de mal-assombrado para organizar assustadores passeios noturnos nos finais de semana de Halloween . Veja um roteiro de dez dias pela Holanda .

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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