Turismo
Hopi Hari oferece entrada gratuita para Pessoas com Deficiência
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Diversão acessível e inclusão fazem parte do compromisso do Hopi Hari com seus visitantes. Criado em 2001, o Programa Código Azul garante que pessoas com deficiência permanente – seja física ou intelectual – tenham uma experiência confortável e segura no parque. A iniciativa conta com benefícios exclusivos, como gratuidade na entrada, desconto para acompanhantes e um atendimento personalizado para indicar as atrações acessíveis.
Como funciona o Programa Código Azul?
Ao chegar ao Hopi Hari, o visitante com deficiência deve se dirigir ao Serviço de Atendimento ao Visitante (SAV), onde receberá todas as orientações sobre acessibilidade e restrições das atrações.
Após essa avaliação, o visitante recebe um mapa personalizado, indicando quais brinquedos e espaços são acessíveis para ele. Esse mapa deve ser apresentado nas atrações ao longo do dia.
Benefícios exclusivos
Um dos principais diferenciais do programa é a gratuidade na entrada para pessoas com deficiência permanente em dias regulares de funcionamento. Para garantir esse benefício, é necessário apresentar um laudo médico que comprove a condição.
Além disso, o visitante pode levar um acompanhante com 50% de desconto no ingresso, benefício que deve ser adquirido diretamente na bilheteria do parque. O Hopi Hari também conta com banheiros adaptados e segue normas de acessibilidade para garantir maior conforto e segurança durante toda a visita.
Para usufruir dos benefícios do Código Azul, é necessária a apresentação de um laudo médico atestando a deficiência permanente. Documentos como a CNH não são aceitos. Em alguns casos, também podem ser apresentados o Cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social ou um documento emitido pelo INSS.
Restrições e regras
O benefício de gratuidade não é válido para eventos especiais e exclusivos do parque. Além disso, o programa se aplica apenas a deficiências permanentes, mas o Hopi Hari pode oferecer acomodações específicas para visitantes com deficiências temporárias, como prioridade nas filas em determinadas situações.
O Programa Código Azul reforça o compromisso do Hopi Hari com a acessibilidade, garantindo que todos possam viver momentos inesquecíveis no parque. Para mais informações, basta consultar o site oficial do Hopi Hari ou procurar o Serviço de Atendimento ao Visitante no dia da visita.
Como comprar ingressos antecipados do parque?
Vale lembrar que ingressos antecipados para acessar o Hopi Hari podem ser adquiridos diretamente no site oficial (clique aqui). Além de evitar filas na bilheteria, os usuários também encontram facilidades no pagamento, como o parcelamento em 10x sem juros e descontos na compra de duas entradas.
Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
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