Considerada a cidade mais europeia da Austrália, tanto pelo clima fresco como pela arquitetura, Melbourne foi erguida a partir do século 19 com a grana dos campos de mineração, um dos pilares da economia australiana até hoje.
Não é por acaso que Melbourne é conhecida como a capital cultural da Austrália. Além de ter sido declarada como uma das Cidades da Literatura pela UNESCO, a segunda cidade mais populosa do país atraiu atenção do mundo no final de setembro graças a um habitante peculiar: o enorme pinguim Pesto, residente do Aquário Sea Life e que com apenas 9 meses já superou o tamanho dos pais .
Melbourne conta com três estações de trem e a as principais cidades do país também oferecem rotas de ônibus até lá. Pelas estradas M2, M80 e M31 quem alugar um carro pode chegar vindo de locais como Sydney, Canberra e Adelaide – embora a viagem possa ser bem longa. De Sydney são quase 900 km até Melbourne – melhor ir de avião em 1h30.
O que fazer em Melbourne?
Uma viagem de 5 dias é o tempo ideal – estamos falando de uma cidade de mais de 5 milhões de habitantes em um país continental e que ainda fica à beira do mar.
Além do aquário Sea Life, existem alguns lugares que não podem ficar de fora do seu roteiro, como a Federation Square e o Jardim Botânico. O melhor é intercalar dias de museus e centros culturais com pausas relaxantes nos atrativos naturais da cidade.
Flinders Street Station é principal central ferroviária da cidade e uma parada recorrente para quem usa os trens Matt Zhang/Unsplash
Para se deslocar, a dica é se ligar na Free Tram Zone , um perímetro de Melbourne no qual você pode embarcar gratuitamente e quantas vezes quiser no bonde elétrico City Circle, que percorre vários pontos importantes do distrito histórico. Fora desse perímetro, você pode se movimentar com o Myki , o cartão de transporte que está à venda em lojas de conveniência.
O ingresso custa 49 dólares australianos (R$ 185), mas existem opções de “combos” que dão acesso ao Legoland Discovery Centre e até a uma experiência de jantar embaixo d’água.
Para um dia mais relaxante, vale uma esticada até a Phillip Island, a aproximadamente 140km do centro de Melbourne. A ilha tem belas paisagens e é um destino corriqueiro aos finais de semana para os locais.
Phillip Island exige deslocamento, mas é um destino muito frequentado por quem vive em Melbourne gérard/CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons
Por lá existem algumas unidades de conservação da natureza visitáveis, como o Koala Conservation Centree a famosa Penguin Parade , que é assistir o trânsito dos pinguins durante o pôr do sola partir de uma plataforma e que ocorre o ano todo (32 dólares australianos e recomenda-se reservar).
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Federation Square
A Federation Square é, ao mesmo tempo, o coração e a cara de Melbourne. Além de estar em um ponto estratégico, tudo o que acontece por ali representa muito bem a cidade. A praça é uma das mais famosas do mundo e recebe diversos eventos musicais e culturais.
Federation Square é coração pulsante de Melbourne Shkuru Afshar/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons
A Eureka Skydecké uma torre de 285 metros de altura com um mirante que ocupa todo o 88º andar. Trata-se do maior ponto de observação público do Hemisfério Sul localizado dentro de um prédio.
Com ingressos a partir de 28 dólares australianos (R$ 105), que devem incluir uma reserva antecipada para visitar, por lá é possível apreciar uma vista panorâmica da cidade. Dependendo do ingresso adquirido, também dá para desfrutar de experiências como um teatro com realidade e virtual ou um coquetel no bar do mirante.
O Queen Victoria Market é um mercado com diversas lojas que oferecem uma variedade de produtos, de artesanato, hortifrúti e também alguns restaurantes interessantes. Durante o verão, toda quarta-feira acontece o Night Market , um evento com apresentações culturais de música e dança.
A visit to Melbourne’s favourite Marketplace, where your shopping experience goes beyond the ordinary! Explore our open-air sheds brimming with fresh produce, shop with purpose and support local businesses, whilst soaking up the vibrant market atmosphere. Join us for a day in the heart of the market scene. We’re open tomorrow until 3pm #queenvictoriamarket#qvm#shoppinghaul#thingstodo#melbourne#farmersmarket
Com mais de 170 anos, o Melbourne Garden tem uma coleção com mais de 8 mil espécies de todo o mundo e da Austrália, bem como espécimes de animais raros e ameaçados de extinção.
Jardim Botânico permite conhecer espécies únicas da Austrália Neil Parley/CC BY 3.0/Wikimedia Commons
Além da fauna e da extensa flora em exibição, próximo ao lago ornamental há o aconchegante café The Terracepara uma pausa durante o passeio.
State Library of Victoria
A Biblioteca Estadual de Victoriaé uma visita e tanto. Em funcionamento desde 1856, o espaço ocupa um quarteirão inteiro em um belo edifício com múltiplas salas de leitura, áreas de exposição e eventos. Na parte central há uma cúpula cercada por galerias laterais onde ficam as exposições sobre a história e a cultura da Austrália.
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Cúpula da Biblioteca Estadual de Victoria é uma das estruturas mais conhecidas da cidade Nate Watson/Unsplash
Por lá ainda existem dois cafés que servem pratos saborosos para a primeira refeição do dia ou almoço – o Mr Tulk Cafee o Guild Cafeabrem diariamente das 8h às 17h e das 9h às 17h, respectivamente.
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
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