Turismo
Santa Catarina: Itapema é destino movimentado com vizinhos famosos
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Localizada ao norte de Florianópolis, entre Bombinhas e Balneário Camboriú, Itapema é um dos destinos de férias mais procurados de Santa Catarina. Com 14 km de orla, a cidade é cercada por morros que oferecem belas paisagens naturais e praias de ondas agitadas.
Com cerca de 70 mil habitantes, o município chega a receber mais de dez vezes o tamanho de sua população ao longo de um ano, sobretudo turistas. Na alta temporada, entre dezembro e fevereiro, o destino lota, então se preferir um clima mais tranquilo e ainda assim ter a possibilidade de pegar uma praia, os meses de março a maio são as melhores pedidas.
Sua localização estratégica, às margens da BR-101 e próxima a polos agitados como Balneário Camboriú , a 13 km, e Florianópolis , a 72 km, facilita o acesso e torna Itapema um ponto de partida ideal para explorar outras paragens catarinenses, como o parque Beto Carrero , que fica a 50 km ao norte.
O foco dos turistas
As praias são, sem dúvida, o principal atrativo. A Meia Praia, localizada no extremo sul da cidade, é a mais extensa e uma das mais conhecidas, com uma infraestrutura que inclui o Parque Linear Calçadão e o Parque das Capivaras . Já a Praia da Ilhota, no extremo norte, é menos movimentada e tem alguns restaurantes de frutos do mar muito famosos na rua principal.

Logo depois de Ilhota e separada por um costão, a Praia Mata de Camboriú, ou Costão , é um dos cartões-postais, com seus paredões rochosos e bem menos movimento que as praias centrais. Para quem deseja escapar do agito e antes de chegar na Ilhota, as praias do Cabeço, Grossa e Plaza, acessíveis por trilhas a partir da Praia Grossa, são refúgios tranquilos em meio à natureza.
Além da Orla
Embora as praias sejam o carro-chefe, a cidade tem outros atrativos. O Mirante do Encanto , localizado na Praia do Canto, oferece uma visão ampla da região, enquanto a Ponte dos Suspiros, uma construção antiga de pedras que formam arcos na divisa entre a Praia do Centro e a Praia do Canto, é outro ponto bastante famoso na cidade.
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Para quem curte natureza, Itapema tem vários roteiros. No bairro Sertão do Trombudo, área rural do município, diversas trilhas levam a cachoeiras e a um dos últimos engenhos de farinha que preserva a tradição açoriana do século 18, um patrimônio cultural da região.
Já a Rota dos Balanços Gigantes , feitos de madeira rústica, decorados com flores e detalhes artesanais, permite balançar sobre as vistas das praias de Ilhota, Central, Meia Praia e Canto da Praia, chegando a pontos históricos da cidade como a Ponte dos Suspiros.
Outro ponto de interesse é a Praça da Paz, que conta com uma concha acústica para shows e sedia eventos durante todo o ano, sendo também uma opção de lazer para crianças, com um playground adaptado.
Próximo a ela, o Espaço Cultural Nelson Santos vende artesanatos e produtos coloniais. Além disso, proporciona aos moradores e visitantes a chance de explorar suas habilidades em desenho, pintura e danças, como balé, jazz, dança do ventre e hip hop. Com uma agenda ampla de exposições, performances e eventos culturais, o local se destaca como um ponto de encontro na cidade.
Quando o Sol se põe
À noite, a cidade não para com os bares como o Última Hora , há 11 anos na Ilhota. Com atmosfera descontraída, o espaço combina decoração vintage, iluminação psicodélica e uma programação musical que vai do reggae e MPB ao hip hop.
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Além da Via Gastronômica da Praia da Ilhota, Itapema também se destaca pelo eixo culinário da Avenida Nereu Ramos, em Meia Praia, onde estão restaurantes como o Cabral , especializado em frutos do mar; a Smoke House , famosa pelas carnes grelhadas ao estilo norte-americano; o Villa Bowling , que une as pistas de boliche ao ambiente colorido de uma lanchonete; e o Café Du Centre , com seu elegante design francês.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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