Turismo
9 praias e ilhas para conhecer na Tailândia
Turismo

As ilhas mais desejadas da Tailândia estão divididas entre o Golfo da Tailândia, a leste, e o Mar de Andaman, a oeste. Vale ressaltar também que a Tailândia tem uma lista longa de praias antes paradisíacas que foram arrasadas pelo turismo predatório. Em muitos trechos da costa, os hotéis de luxo tomaram as últimas faixas de areia virgens, e o que restou não vale mais a visita, como é o caso da maior parte da famosa Phuket , que já teve mais de 80% de seus corais destruídos. Mas há muito o que ver. Confira nove ilhas para conhecer na Tailândia abaixo:
MAR DE ANDAMAN
1. Koh Lanta
A duas horas de balsa de Krabi , a ilha de maioria muçulmana é grande, preservada e tranquila. O mar, se comparado às demais ilhas aqui citadas, não é tão clarinho, o que, em se tratando de Tailândia , está longe de ser decepcionante.
A boa é alugar uma scooter – não tema, é o meio de transporte oficial na Tailândia e todo turista aluga uma – e seguir até a maravilhosa Nui Beach . No cinco-estrelas Pimalai Resort & Spa , há um spa com camas de massagem ao ar livre. Mais em conta, o Coco Lanta Resort tem boa estrutura de frente pra água.

2. Koh Lipe
Sua localização, quase na Malásia , requer que se pegue um voo da Nok Air ou da Thai Air Asia de Bangkok até o aeroporto de Hat Yai e, de lá, uma minivan ou um táxi até o píer de Pak Bara (1h30 de viagem), de onde saem os barcos.
O esforço vale se você está em busca de águas surrealmente clarinhas. O Idyllic Concept Resort fica em um trecho impecável de praia.

3. Koh Phi Phi
É a base para conhecer a afamada, muvucada e imperdível Maya Bay , o paraíso perdido que serviu de cenário para o filme A Praia (2000), com Leonardo DiCaprio.
Maya Bay ficou fechada por quatro anos, entre 2018 e 2022, para que seu ecossistema se recuperasse dos danos causados pelo grande número de turistas. Depois da restauração dos corais, uma nova política de visitação foi implementada e o acesso à praia passou a ser bloqueado anualmente em agosto e setembro.
Segundo a política de visitação, barcos não podem ancorar na baía, então os visitantes desembarcam em um píer atrás dela, em Loh Samah Bay . Por dia, das 7h às 18h, até 4.125 pessoas podem visitar a praia, dividas grupos de 375 turistas. E o mais importante: não é permitido nadar no mar e a água não pode ultrapassar o joelho dos banhistas.

4. Phuket
O desenvolvimento desordenado e o turismo de massa destruíram muitos de seus corais, mas alguns pontos de escape persistem, como o Sirinat National Park , onde é possível acampar na praia para ver tartarugas, e a Phang Nga Bay . Resorts de luxo como o Surin e o Amanpuri têm praias privadas.

5. Railay Beach
O lugar é, na verdade, um conjunto de quatro praias que formam uma península enquadrada por formações de rocha calcária e banhada por águas verde-esmeralda. Casais ficam em West Railay , que concentra restaurantes e hotéis, e mochileiros se alojam na isolada Ton Sai . É de se considerar trocar Koh Phi Phi por Railay , já que é possível fazer o tour para a Maya Bay partindo daqui. No Railay Village Resort & Spa , as acomodações ficam ao redor de uma bela piscina.

6. Tab Kaek Beach
Essa praia cênica de Krabi , no continente, tem resorts pé na areia com várias faixas de preço como o Amari Vogue Krabi , o Anyavee Tubkaek Beach e o suprassumo Ritz-Carlton Reserve .

GOLFO DA TAILÂNDIA
7. Koh Phangan
A ilha sedia a fervida Full Moon Party , uma balada pé na areia que acontece todos os meses na lua cheia e que promove uma fusão caótica de jovens pintados de tinta fluorescente com drinques servidos em baldes e músicas com batidas eletrônicas.
No restante do mês, fica tranquila, com aulas de yoga, ótimas praias, cachoeiras e um bom punhado de hotéis e restaurantes. Vale dirigir até a praia de Haad Salad , com água translúcida em muitos tons de azul, e dar um pulo na cachoeira Wang Sai. Perto dela, uma trilha gostosa de uma hora pela mata vai até a Bottle Beach , quase deserta.
No fim da tarde, é hora de passar no Orion Healing Centre para uma aula de yoga com vista para o mar. E, pra fechar, ver o pôr do sol do mirante do Wat Kow Tahm , um centro de meditação vipassana.

8. Koh Tao
A mínima Koh Tao , a uma balsa de distância de Phagan , acolhe quem pretende mergulhar com sua fauna subaquática composta por peixes mil, arraias e até tubarões-baleia. É a escolha de mochileiros e mergulhadores em busca dos cursos baratos e da fauna marinha turbinada.
O cardápio de praias é bem eclético: a Freedom Beach e a Sai Deng Beach são perfeitas para snorkeling. Chalok é o lugar para curtir um pós-praia em bares descolados e Sai Ree é para quem prefere ver o sol nascer em baladas fervidíssimas.
A ilha também guarda colado em seu perímetro uma das maiores preciosidades da região: as lindas Nang Yuan , aonde você chega em passeios de barco (quanto mais cedo melhor). São duas ilhas conectadas por uma língua de areia, em um desenho que forma duas praias.

9. Koh Samui
Única do golfo com aeroporto, a ilha tem os hotéis e as villas mais luxuosos do litoral. É um exemplo do crescimento desordenado que acometeu algumas regiões litorâneas: ela abriga um contraste bizarro em seu território.
Do lado de dentro dos muros dos hotéis estão algumas das acomodações mais luxuosas do Sudeste Asiático, todos com lindos trechos de praia acessíveis apenas aos hóspedes. Os polos urbanos e as praias que ficam para além dos hotéis exclusivos são caóticos e superlotados. Os dois mundos quase nunca se misturam.

TRANSPORTE
De Bangkok até Surat Thani , de onde saem as balsas para as ilhas do Golfo da Tailândia , há trens partindo da estação Hua Lamphong. A viagem pode durar entre 9h e 12h; os ônibus saem do Southern Bus Terminal (Sai Tai Mai) e a viagem dura 9h.
De Bangkok a Krabi , porto de onde partem as balsas para as ilhas do Mar de Andaman , os ônibus também saem do Southern Bus Terminal e a viagem leva 12h. A Thai Lion Air e a Bangkok Airways conectam Bangkok às duas cidades portuárias – esta última também voa entre Phuket a Koh Samui . A Thai Airways conecta Bangkok a Krabi e Phuket , e a Nok Air , Bangkok a Phuket .
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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