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Grande Museu Egípcio é parcialmente inaugurado em Gizé

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Grande Museu Egípcio é parcialmente inaugurado em Gizé
Rebeca de Ávila

Grande Museu Egípcio é parcialmente inaugurado em Gizé

Em construção desde 2005, o Grande Museu Egípicio , no Cairo , foi parcialmente aberto no dia 15 de outubro. Até quatro mil visitantes por dia podem conhecer as doze salas que foram inauguradas antes da abertura oficial do complexo, ainda sem data.

Ao entrar no pavilhão principal, uma gigantesca escultura do faraó Ramsés II, com 83 toneladas e 3.200 anos, recebe os visitantes. As doze salas estão organizadas por dinastias e exibem em torno de 15 mil artefatos que revelam aspectos da sociedade e religião no Egito Antigo.

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Lápides e estátuas de deuses e membros de famílias reais podem ser esperados na visita. Em uma escadaria com vista para as Pirâmides de Gizé , há 60 esculturas, sarcófagos e um obelisco expostos.

Todas as salas têm recursos multimídia que explicam o cotidiano egípcio e há uma galeria que utiliza realidade virtual para contar sobre as práticas funerárias da época.

Desde 2022, algumas áreas do museu estão abertas para tours limitados, como é o caso do museu infantil, da biblioteca, do espaço de exposições temporárias e do laboratório de restauração de antiguidades. As visitas podem ser agendadas neste link .

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Sobre o Grande Museu Egípcio

O museu foi idealizado em 1992 pelo ex-presidente Hosni Mubarak, mas as construções só começaram em 2005, três anos depois de um concurso para decidir que o escritório irlandês Heneghan Peng Architects iria desenhar o megaprojeto.

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Em obras há quase 20 anos, o museu teve sua inauguração adiada sucessivas vezes por crises políticas, financeiras e a pandemia de Covid-19. Até o momento, já foi investido US$ 1 bilhão na construção, que está sendo feita ao lado das Pirâmides de Gizé e promete ser o maior museu arqueológico do mundo, com 500 mil m².

Quando for inaugurado, o espaço exibirá mais de 100 mil itens do Egito Antigo, sendo que os mais aguardados são as 5,4 mil peças encontrados nas tumbas do faraó Tutancâmon. Os artefatos foram descobertos pelo arqueólogo britânico Howard Carter, em 1922, e passaram por muitos museus ocidentais até serem repatriados e chegarem às mãos do Grande Museu Egípcio .

Serviço

Grande Museu Egípcio

Quando? Galerias, das 9h às 17h, e demais áreas, das 8h30 às 18h.

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Quanto? 1.200 libras egípcias (em torno de R$ 140; consulte a cotação do dia ). Ingressos disponíveis no site .

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Onde? El Remaya Square – Gizé.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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em

Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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