Turismo
Ingresso para Parque Nacional de Fernando de Noronha fica mais caro
Turismo

Desde o dia 1° de novembro, visitar o Parque Nacional de Fernando de Noronha está mais caro. Com a atualização da tabela de cobrança, o ingresso para entrar na área de conservação – que cobre 70% do território da ilha – passou de R$ 179 para R$ 186,50 para os visitantes brasileiros. O valor cobrado dos estrangeiros é o dobro, ou seja, R$ 373 atualmente.
O aumento de pouco mais de 4% foi anunciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), através de uma portaria que atualizou a tabela de cobrança de ingressos nas Unidades de Conservação federais. No caso do Parque Nacional de Fernando de Noronha , a correção obedeceu à evolução do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).
O ingresso, válido por dez dias, é requerido pelo instituto para acesso às praias do Parque Nacional Marinho ( Sancho, Baía dos Porcos, Sueste, Leão, Atalaia ), ao Mirante da Ponta das Caracas e para trilhas agendadas . A taxa é obrigatória também para realização de passeios de barco e prática de mergulho autônomo .
O ingresso não é necessário para a visita ao Porto de Santo Antônio e às praias fora do Parque Nacional Marinho (como as praias Cacimba do Padre , Bode, Americano, Boldró, Conceição, Meio e Cachorro ).
Para visitar o parque, alguns grupos estão isentos da cobrança do ingresso: moradores da ilha, seus parentes de primeiro grau, profissionais autorizados a trabalhar no parque, pesquisadores, crianças menores de 12 anos e adultos brasileiros acima de 60 anos não pagam.
O ingresso pode ser comprado pelo site do ICMBio ou na bilheteria do Centro de Visitantes, localizado no bairro Boldró, aberto das 8h às 19h.
Não confundir com a Taxa Ambiental
Além do ingresso para o Parque Nacional de Fernando de Noronha , válido por dez dias, é preciso pagar também uma taxa de preservação ambiental por tempo de permanência na ilha. Um dia custa 97,16 por pessoa e sete dias saem por R$ 617,93. Aqui, você encontra a tabela completa com todos os valores e o formulário para fazer o pagamento. São isentos crianças de até quatro anos.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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