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Coliving: conheça as vantagens e desvantagens da moradia compartilhada
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Cada vez mais popular, o coliving é um tipo de moradia compartilhada em que os residentes compartilham áreas comuns. Além de ser econômico e flexível, o modelo facilita a divisão de tarefas diárias e a formação de novos ciclos sociais quando se está em um lugar diferente.
Os colivings ganharam terreno entre viajantes e nômades digitais por facilitar o processo de encontrar um lugar funcional (e não tão caro) para ficar por um período mais estendido.
Como funciona?
Na prática, esse modelo de habitação costuma garantir quartos ou unidades privativos, com outros ambientes do imóvel tendo o uso e manutenção divididos pelos demais moradores – além de espaços clássicos de um apartamento, como sala de estar, cozinha e lavanderia, em alguns casos o local também pode oferecer para compartilhamento salas de reunião, academia e outras áreas de lazer. A ideia é favorecer a interação, mas sem comprometer a privacidade.
Há diversos formatos de coliving. Muitos desses empreendimentos são administrados por empresas, que costumam centralizar as despesas em uma única conta, com aluguel, condomínio, impostos, gás, água, luz, internet e limpeza semanal já inclusos. Em alguns casos, o valor contempla até mesmo os serviços de streaming.
Quais são as vantagens de um coliving em viagens longas?
Embora existam diferentes modelos de coliving, a maioria deles segue o mesmo princípio: garantir a economia através da divisão das contas e tarefas. Em função disso, o valor costuma ser mais acessível do que o aluguel de um apartamento ou a diária de um hotel.
Nesse tipo de moradia, outro ponto positivo costuma ser a localização. Esses empreendimentos geralmente estão localizados em áreas centrais da cidade, próximos a vários pontos de interesse. Para quem se preocupa com a sustentabilidade, poder acessar os principais lugares da cidade a pé ou de bicicleta, por exemplo, pode ser um atrativo a mais.
E, se a sua ideia é ampliar as conexões sociais e profissionais, um coliving pode ser a oportunidade de se enturmar em um lugar novo, proporcionando (nem que seja na marra) a chance de formar rapidamente círculos sociais no lugar onde se está.
Por outro lado…
Talvez esse formato não seja a melhor opção para quem prefere um ambiente mais privado e menos dependente da interação e boa vontade alheia. Nesses casos, o convívio nas áreas comuns pode ser um grande desafio.
Outro aspecto que pode incomodar algumas pessoas é a falta de possibilidades de personalização. Os colivings costumam vir mobiliados, o que gera economia, mas não abre margem para soltar a criatividade – o que pode tornar o dia a dia maçante para quem vai permanecer por muitos meses em um local desconhecido.
E para os nômades digitais?
Em 2023, estimava-se que haviam pelo menos 35 milhões de nômades digitais no mundo – pessoas que trabalham sem endereço fixo, utilizando a tecnologia para trabalhar remotamente onde quer que estejam, frequentemente longe do país onde fica a empresa para a qual prestam serviço.
Para os adeptos ao nomadismo, o coliving pode ser uma excelente alternativa. Ao contrário dos hostels, que costumam ser mais agitados, eles geralmente oferecem espaços próprios para coworking.
Além disso, parte dos empreendimentos realiza entrevistas antes de admitir novos moradores. Para quem busca um lugar para trabalhar, é uma boa garantir que haja coerência com os objetivos e rotinas dos demais moradores.
Como achar o coliving ideal para nômades digitais?
Achar um coliving adequado para suas necessidades exige pesquisa, mas não é necessariamente algo difícil. Depende muito dos objetivos de cada viajante.
Em São Paulo, por exemplo, uma opção é a Colmeia Coliving , que conta com unidades em diferentes bairros da capital. Já para quem busca contato com a natureza, o Not On Vacation é uma boa pedida. Ele funciona em Maresias, no litoral de São Paulo, e oferece toda a infraestrutura própria para trabalhar remotamente.
Se você quer explorar o mundo afora, vale conferir a plataforma Coliving.com . Nela, é possível encontrar cerca de 36 mil opções de acomodações distribuídas em 340 destinos diferentes. O Selina também pode ser uma alternativa. Essa rede de colivings atua em cerca de 15 países e oferece pacotes para quem deseja conhecer mais de um destino por mês.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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