Turismo
Diversão em Ilhéus com praias, cacau e Centro Histórico
Turismo

Pelas linhas escritas por Jorge Amado, Ilhéus ganhou projeção nos romances Terras do Sem Fim e Gabriela Cravo e Canela , esse último principalmente depois do estrondoso sucesso na novela global de 1975 que alçou Sônia Braga ao estrelato. Nas histórias, personagens fortes e cativantes circulam em meio a fazendas de cacau e belas praias.
Ilhéus voltou ao centro das atenções em janeiro de 2024, quando foi ao ar o remake da novela Renascer , da TV Globo, que se passa na cidade e tem a produção de cacau como centro da trama.
Além do centro histórico, a visita às fazendas cacaueiras é essencial e imperdível para entender o contexto da região. As fazendas Lagoa Pequena e Primavera, onde ocorreram as gravações de Renascer não são abertas para visitação, mas há outras opções que fazem parte de um roteiro por Ilhéus .
O turismo na maior cidade do sul da Bahia perdeu um pouco do viço, especialmente depois do asfaltamento da estrada para Itacaré , no final dos anos 1990, transformando Ilhéus numa espécie de hub – o povo desembarca no aeroporto e segue direto para Itacaré ao norte ou para os resorts ao sul.
Porém, as atrações abaixo mostram que vale ficar um tempo na cidade, que também guarda o resort all inclusive Cana Brava .
1. Bar Vesúvio
O personagem do romance Gabriela Cravo e Canela estampa o centro histórico de Ilhéus e faz você adentrar pelas páginas do livro. Era nesse bar do turco Nacib que Gabriela encantava os homens de Ilhéus pela sua beleza e pelos quibes magistralmente preparados.
O restaurante está de pé desde 1919, quando foi fundado por dois imigrantes italianos. O cardápio tem petiscos e pratos à la carte tão deliciosos quanto as descrições do livro. Não deixe de provar o famoso quibe com molho picante e o suco de cacau.
Onde? Praça Dom Eduardo, 190.

2. Bataclan
A 200 metros do Bar Vesúvio , o Bataclan foi retratado em Gabriela Cravo e Canela como o cabaré de Maria Machadão, onde os coronéis do cacau e os mais abastados curtiam a noite.
Após virar ruína, passou por um processo de reforma na década de 1990 e hoje abriga um centro cultural com restaurante, espaço para exposições e uma réplica do quarto da cafetina no andar de cima.
Hoje, a casa tem a chef Carla Lima à frente da cozinha. Um dos destaques do cardápio é a sobremesa “Cacau do Bataclan”, uma ganache de chocolate com frutas, brownie, nibs de cacau e creme de confeiteiro. Ao fim da refeição, os clientes ganham um bem-humorado “certificado de quenga”.
Onde? Avenida Dois de Julho, 77.

3 – Casa de Cultura Jorge Amado
Bom, foi aí que o homem passou parte da infância e adolescência e onde escreveu seu primeiro romance, O País do Carnaval , em 1931. Se não quiser entrar, deve ao menos passar em frente e admirar o belo palacete construído por seu pai, João Amado. Na verdade era uma casa modesta, mas João foi contemplado com um prêmio da loteria federal – algo como se ganhasse na Mega-Sena hoje.
A casa tem pisos de jacarandá-da-bahia, cortinas de madeira nas janelas e azulejos ingleses com relevo. N os cômodos, estão expostas roupas, fotos e documentos – ou seja, coisas típicas de museus históricos, mas eram da família de Jorge Amado, né!
Onde? Rua Jorge Amado, 21 (Centro)

4. Catedral de São Sebastião
Apesar de estar ao lado do Bar Vesúvio , a Igreja não aparece nas obras de Jorge Amado. Pudera, a catedral até começou a ser construída na época dos coronéis do cacau, porém só foi inaugurada em 1967.
Externamente, chama a atenção pela altura de 48 metros em estilo neoclássico, com colunas arredondadas e belos vitrais. Quem imagina um interior também pomposo, pode esquecer. É bem singelo, com pintura branca e poucas imagens.
Onde? Praça Dom Eduardo, s/n (Centro)

5. Dengo Origem
A Dengo, loja de chocolates queridinha do momento, compra o fruto de mais de 200 famílias da Costa do Cacau e revela seu processo produtivo na Fazenda Condurú com a experiência “Dengo Origem” .
Milhares de cacaueiros e pés de açaí, jaca e banana fazem companhia aos visitantes, que aprendem sobre o método “bean-to-bar” de controle da produção desde o grão do fruto até a barra. O aroma de chocolate toma conta do espaço na etapa de secagem das amêndoas.
O tour guiado de duas horas termina com os visitantes degustando quatro chocolates, depois de já terem provado mel de cacau, o fruto e a amêndoa ao longo do passeio. Quem quiser pode esticar a tarde no restaurante Toca Cabruca .
Onde? De Ilhéus , acesse a BR-415 sentido Itabuna e 40 quilômetros depois, no fim da cidade, vire à direita, sentido Salvador . Siga por 4 quilômetros até o Ponto do Semi Anel Viário na entrada de Mutuns. Entre à direita na Rua Mutuns e após 2,5 quilômetros vire à direita e siga por mais seis quilômetros em estrada de terra.
Quanto? R$ 160 (adulto); R$ 80 (de 5 a 12 anos); entrada gratuita até quatro anos. Reservas pelo e-mail [email protected] ou pelo Whatsapp (73) 998468882.
6. Fazenda Yrerê
A Fazenda Yrerê fica às margens do Rio Cachoeira e é a mais próxima de Ilhéus . Em duas horas de visita, as pessoas fazem uma tranquila trilha pelo roçado do cacau, passando por todos os processos da transformação em chocolate, incluindo aí a famosa pisada no fruto.
No final, degusta-se um lanche movido a chocolate e suco de cacau. A fazenda também fabrica móveis rústicos e artesanato.
Onde? Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 11.
Quanto? R$ 40 (adulto); R$ 20 (de 7 a 11 anos); entrada gratuita até seis anos. Reservas pelo Whatsapp (73) 36565054.

7. Fazenda Capela Velha
Localizada na Estrada do Chocolate , que liga 26 cidades entre Ilhéus e Uruçuca , a Fazenda Capela Velha foi fundada no século 19 e acompanhou todo o ciclo econômico em torno do cacau, inclusive a crise da vassoura de bruxa na década de 1990.
Abandonada por anos, a fazenda foi revitalizada em 2011 por um casal de Minas Gerais e hoje produz iguarias com matéria-prima 100% local para criar os produtos da marca Do Cacao .
Os visitantes têm a oportunidade de vivenciar a colheita do cacau e testemunhar sua transformação em chocolate depois de passear pelos 58 mil pés. A degustação, é claro, também faz parte do pacote.
Onde? BA 262, Estrada do Chocolate, Ilhéus e Uruçuca.
Quanto? R$ 50. Reservas pelo Whatsapp (73) 99903 0123.
8. Praia dos Milionários
Outrora o território favorito dos barões do cacau que lá construíram suas casas de veraneio – daí o nome – atualmente a praia é a mais frequentada de Ilhéus , a oito quilômetros do centro.
Vários atributos para uma praia de sucesso estão presentes: faixa de areia generosa e ótima para caminhadas, um mar menos revoltoso que as orlas vizinhas, grande quantidade de barracas e restaurantes, algumas boas pousadas. É um porto seguro para quem viaja com crianças.

9. Praias do Norte
Se as praias ao sul são repletas de gente, o contrário ocorre do lado oposto. A estrada para Itacaré atravessa um longo trecho de praias quase desertas com vastos coqueirais e uma generosa faixa de areia.
São 34 quilômetros de orla até a subida da Serra Grande – aliás, para tirar a melhor fotografia da região, não deixe de subir no mirante no alto da serra. As praias Mamoã e Pé da Serra, esta segunda na verdade fica na vizinha Uruçuca , são as mais movimentadas com estrutura de bares na areia.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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