Turismo
Acesso de turistas será restrito em vilarejo tradicional de Seul
Turismo

O acesso de turistas à Vila Hanok de Bukchon , no centro de Seul , na Coreia do Sul , será restrito em outubro. A vila de pitorescas ruelas que abriga casas coreanas tradicionais, conhecidas como hanok, é um dos principais pontos turísticos da capital e recebe em torno de seis milhões de visitantes anualmente.
A proximidade da vila com outros pontos importantes, como os palácios Gyeongbokgung e Changdeokgung e o Santuário Jongmyo torna o movimento ainda maior. Mas apesar das galerias de arte, restaurantes, cafeterias e casas de chá, trata-se de um bairro residencial com aproximadamente 6.100 moradores.
As multidões de visitantes têm afetado a qualidade de vida dos residentes, que reclamam do excesso de lixo, barulho e problemas de privacidade. Para controlar o turismo de massa, as autoridades do distrito de Jongno, onde a vila está localizada, anunciaram a designação da região como “área de gestão especial”, segundo a Lei de Promoção do Turismo, o que permite o controle de acesso dos turistas.
A implementação oficial das restrições ocorrerá em março de 2025, mas um teste das medidas será feito já em outubro deste ano. A vila será dividida em três zonas. Na vermelha (Bukchon-ro 11-gil), onde a maior parte dos residentes vive, haverá um toque de recolher entre 17h e 10h, quando turistas não poderão circular.
As zonas laranja (Bukchon-ro-5-gil e Gyedong-gil) e amarela (Bukcon-ro-12-gil) não terão toque de recolher, mas um grupo de autoridades estará presente para monitorar os turistas. Aqueles que violarem as regras serão multados em ₩ 100.000 (cerca de R$ 396; consulte a cotação do dia ).
Há ainda planos para limitar o tráfego de ônibus na Vila Hanok de Bukchon a partir de janeiro de 2026, com um período de teste em julho de 2025. As autoridades devem proibir a circulação de veículos nas ruas principais e criar pontos de parada fora da vila para encorajar a vida pedestre.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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