Turismo
Pode usar biquíni nas praias de Dubai?
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É muito comum que brasileiros tenham dúvidas em relação ao uso de trajes de banho como biquínis e sungas ao visitar uma praia em Dubai . Como uma cidade cosmopolita, que abriga mais de 200 nacionalidades, Dubai é bastante flexível quanto aos trajes de banho. Tanto nas praias públicas quanto nas privadas, é comum ver banhistas usando biquínis, sungas e shorts, assim como em outras praias ao redor do mundo.
Já o consumo de bebidas alcoólicas só é permitido dentro de beach clubs e restaurantes licenciados. As praias também possuem regras para manter o ambiente limpo e seguro para todos, como a proibição de jogar lixo ou acender fogo. Um fato curioso é que, no verão, é comum ver banhistas na praia de noite, como forma de escapar das altas temperaturas registradas durante o dia.
Onde pegar praia em Dubai

O emirado possui praias públicas e privadas. As públicas são de acesso gratuito e oferecem infraestrutura excelente, com quiosques e food trucks. Já as praias privadas, na maioria das vezes vinculadas a hotéis ou beach club, podem cobrar pelo acesso, mas garantem uma experiência mais exclusiva.
Uma das praias públicas mais famosas da cidade é a Jumeirah Public Beach . Além de ser um dos melhores pontos para avistar o icônico prédio em formato de vela do hotel Burj al Arab , sua orla é bastante urbanizada, com opções que vão desde restaurantes de culinária internacional até redes de fast food.
Outra opção é Kite Beach , com águas quentes e cristalinas: ideal para quem quer praticar esportes aquáticos, ela leva esse nome por ser referência na prática de kitesurfe. No local, também é possível alugar equipamentos de surfe e stand up paddle.
Localizada próxima à Dubai Marina , a JBR Beach é mais uma opção de praia pública que oferece estrutura completa para o banhista. Ali fica o shopping a céu aberto The Beach , com lojas de marcas como Benefit e Victoria’s Secret, e restaurantes de redes como Cheesecake Factory e Starbucks.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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