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Alentejo: 4 vinícolas para um roteiro de enoturismo

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Alentejo: 4 vinícolas para um roteiro de enoturismo
DA REDAÇÃO

Alentejo: 4 vinícolas para um roteiro de enoturismo

A uma hora e meia do Aeroporto de Lisboa, o Alentejo , a maior região de Portugal , é o destino ideal para quem gosta de vinhos. Afinal, alguns dos rótulos mais famosos do país são produzidos lá. Na “roça portuguesa”, vinícolas oferecem experiências em meio à paisagem composta por oliveiras, vinhedos e campos ondulados. Confira, a seguir, quatro vinícolas para incluir no roteiro pelo Alentejo :

1. Adega Cartuxa

Localizada em Évora , no coração do Alentejo , a Adega Cartuxa existe desde 1880, época em que começou a se destacar pela produção de vinhos de alta qualidade. É uma das mais prestigiadas da região e tem uma longa história no vinho português.

A Cartuxa produz vinhos tintos, brancos e rosés. Entre os mais conhecidos da marca, está o Pêra-Manca, famoso pela complexidade de sabores e um dos mais desejados em Portugal .

A vinícola tem visitas guiadas que proporcionam uma visão completa do processo de vinificação, desde a colheita das uvas até o engarrafamento do vinho. Os visitantes podem aprender sobre a história do local, explorar as instalações e degustar uma seleção de rótulos. Saiba mais sobre o passeio aqui.

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2. Herdade do Esporão

A Herdade do Esporão fica na região de Monsaraz , no coração do Alentejo interior. Fundada em 1987, a vinícola teve início com a missão de criar vinhos que combinam tradição e modernidade. Hoje, produz 14 milhões de litros por ano.

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São da Herdade rótulos como o Esporão Reserva, o Esporão Private Selection e o Esporão Monte Velho. A vinícola tem visitas guiadas, degustação de vinhos, restaurante e loja em uma propriedade de 700 hectares que data de 1267 e pode ser explorada de bicicleta. Confira todos os detalhes da visita aqui.

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3. Adega Mayor

Em Campo Maior , ao norte do Alentejo , a Adega Mayor ocupa um edifício assinado pelo arquiteto português Álvaro Siza Vieira. Fundado em 1988, o local combina uma abordagem moderna e técnica avançada na produção dos vinhos. Entre os rótulos de destaque estão o Adega Mayor Tinto, Adega Mayor Branco e o Adega Mayor Reserva.

A vinícola está cercada por 350 hectares de vinhedos e tem um terraço com vista panorâmica dos arredores. Os visitantes podem almoçar, fazer degustações ou piqueniques e participar da vindima.

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4. Herdade da Malhadinha Nova

Com uma adega moderna, um delicioso restaurante e um hotel de charme em Albernoa , perto de Beja , a Herdade da Malhadinha Nova oferece atividades diversas, como degustação de até cinco vinhos, prova de rótulos às cegas e workshops de cozinha utilizando as garrafas da propriedade.

A vinícola é responsável por produzir rótulos famosos tanto em Portugal como em outros países, como o Malhadinha Nova Tinto, Malhadinha Nova Branco e Malhadinha Nova Reserva – todos com embalagens desenhadas pelas crianças da família dos proprietários.

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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