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Arco do Triunfo: como é a visita a um dos ícones de Paris

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Arco do Triunfo: como é a visita a um dos ícones de Paris
Maurício Brum

Arco do Triunfo: como é a visita a um dos ícones de Paris

Localizado no encontro entre as vias Charles de Gaulle e Champs-Élysées (e outras dez avenidas), o Arco do Triunfo é um dos monumentos mais emblemáticos de Paris. Construída em homenagem aos soldados franceses, a obra foi inaugurada no século 19 e, desde então, é símbolo de história e cultura.

Também chamada de Arco de Étoile, porque o encontro das avenidas lembra uma estrela ( étoile ) quando visto de cima , a atração é um dos principais pontos turísticos da capital francesa. Diariamente, milhares de visitantes contemplam a sua belíssima arquitetura neoclássica e a sua vista panorâmica.

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A estrela formada pelas avenidas que chegam ao Arco do Triunfo, vista do céu Institut national de l’information géographique et forestière/Wikimedia Commons

História, cultura e arte no coração da Cidade Luz

Inaugurado em 29 de julho de 1836, o Arco do Triunfo conta com mais de dois séculos de história. A sua construção iniciou em 1806 por ordem de Napoleão Bonaparte, após a vitória do exército francês na Batalha de Austerlitz.

O monumento, concluído somente durante o reinado de Luís Felipe, foi idealizado como uma homenagem aos soldados que lutaram na Revolução Francesa e nas Guerras Napoleônicas. Assinado pelo arquiteto Jean-François Chalgrin, o projeto foi inspirado no Arco de Tito, em Roma.

Nos seus 50 metros de altura, estão grafados os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Além disso, há ainda o Túmulo do Soldado Desconhecido, um homem não identificado que foi encontrado morto durante a Primeira Guerra Mundial – simbolicamente, ele representa todos aqueles que morreram combatendo em nome da França ao longo da história. Na base do monumento, há ainda a Flamme du Souvenir ou Chama da Lembrança.

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Detalhe da parte inferior do Arco do Triunfo, com os nomes daqueles que lutaram pela França Chris Karidis/Unsplash

Com uma vista panorâmica e esculturas do século 19, que representam as campanhas napoleônicas, o monumento testemunhou inúmeros eventos históricos. Entre eles, estão a passagem dos restos mortais de Napoleão e os desfiles militares das duas guerras mundiais.

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O que você encontra no Arco do Triunfo?

Situado na praça Charles de Gaulle, o Arco do Triunfo é uma parada imperdível para quem visita a capital francesa. Além de ser um verdadeiro marco da arquitetura neoclássica, o monumento oferece uma terraço com vista panorâmica para a Champs Élysées e o Bairro de La Défense.

O mirante, que fica a 286 degraus do solo, proporciona um cenário de tirar o fôlego, especialmente durante o pôr-do-sol. No topo, é possível contemplar diversos pontos do Eixo Histórico de Paris, incluindo o Museu do Louvre , o Grande Arco de La Défense, a Torre Eiffel, Notre Dame e a Sacré Coeur.

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Túmulo do Soldado Desconhecido e a chama eterna Michael Costa/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

Outro destaque da visita é o Museu do Arco do Triunfo, que narra importantes capítulos da história do monumento e do exército francês. Para isso, o local reúne vídeos, recursos multimídia e maquetes.

Conheça o Arco do Triunfo

Embora seja possível conhecê-lo gratuitamente por fora, é preciso reservar a data e pagar o ingresso para subir ao mirante. Os bilhetes custam 24 euros para os adultos e podem ser adquiridos no site oficial . Menores de 18 anos possuem entrada gratuita. As visitações ocorrem todos os dias, das 10h às 22h30min.

Vale aproveitar a visita para acompanhar a cerimônia de honra aos combatentes franceses, que é realizada diariamente há mais de um século. Desde 1921, a Chama da Lembrança é acesa às 18h30min, em meio a coroas de flores. A homenagem é prestada por uma banda marcial comandada por ex-combatentes franceses.

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Terraço do Arco do Triunfo Guilhem Vellut/CC BY 2.0/Wikimedia Commons

Um ponto que requer atenção na hora de visitar o Arco do Triunfo, é o deslocamento. Para chegar até o monumento, utilize as passagens subterrâneas, disponíveis em diferentes avenidas. O trânsito na região é extremamente movimentado, portanto, não se arrisque atravessando a rua.

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Para quem quiser estender o passeio…

Vale aproveitar a visita ao Arco do Triunfo para conhecer alguns pontos turísticos de seus arredores. O principal deles é a famosa Champs Élysées, que é considerada uma das avenidas mais belas e caras do mundo.

Com cerca de dois quilômetros de extensão, a via pode ser dividida em dois trechos. A parte mais próxima ao monumento conta com a presença de lojas de luxo, restaurantes e cinemas. Já a região mais baixa, que fica junto à Praça Concorde, é rodeada por jardins e edifícios históricos, como o Palácio do Descobrimento, o Petit Palais e o Grand Palais .

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Outra atração vizinha é o Museu de Arte Moderna de Paris , que reúne pelo menos 15 mil obras pertencentes aos principais movimentos artísticos dos séculos 20 e 21.

O Museu Guimet , fundado em 1889, também fica nos arredores. Com uma rica coleção de artefatos orientais, o museu possui cerca de de 45 mil objetos, incluindo joias, pinturas, esculturas, vestimentas e papiros.

Há ainda o Museu dos Esgotos de Paris , que não apenas conta a história dos túneis de esgoto parisienses como também está situado dentro de um deles.

Leia tudo sobre Paris

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Fonte: Turismo

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Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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