Turismo
Spa em São Paulo é eleito o melhor da América Latina
Turismo

O Asaya Spa , que fica dentro do Rosewood em São Paulo , foi eleito o melhor spa de hotel do Brasil e da América Latina pelo World Spa Awards . Foram anunciados no dia 14 de outubro os vencedores da décima edição do prêmio, que considera os votos de viajantes e especialistas na indústria do bem-estar.
Inaugurado em março de 2024, o Asaya Spa segue a estética do Rosewood : projetado por Philippe Starck, possui peças de decoração de design brasileiro e ambientes com iluminação natural. São sete salas de tratamento e uma área com hidromassagem e saunas secas e a vapor, além do Crystal Room – ambiente com uma poltrona rodeada por 400 cristais de quartzo branco onde acontecem sessões de meditação e reiki.
O espaço, que recebe também não-hóspedes, utiliza produtos da marca de perfumaria e skincare francesa Guerlain. O menu mistura tratamentos da própria Guerlain e da Asaya, assinatura de todos os spas da rede Rosewood. Há, porém, tratamentos que foram pensados especialmente para o hotel no Brasil, como a Brazilian Feathers (R$ 920; 90 minutos), uma massagem corporal que utiliza pincéis.
O Rosewood São Paulo foi o único hotel brasileiro a figurar no ranking do World’s 50 Best Hotels em 2024 . A hospedagem faz parte do complexo Cidade Matarazzo , onde f oi inaugurado em setembro o espaço cultural Casa Bradesco com exposição de Anish Kapoor.
Outros prêmios do World Spa Awards
O World Spa Awards também destacou o Anantara Spa , do Tivoli Ecoresort na Praia do Forte , como o melhor spa de resort do Brasil pelo sexto ano consecutivo. Exclusivo para hóspedes, o espaço tem como destaque os circuitos de água quente e fria. Os tratamentos, inspirados na origem tailendesa da marca Anantara, incorporam o uso de ingredientes botânicos locais, como argila verde. Veja como é a hospedagem no Tivoli Ecoresort.
Por fim, o Kurotel em Gramado levou o prêmio de melhor retiro de bem-estar do Brasil. O spa possui planos voltados para alívio de estresse, longevidade e emagrecimento, além de outras opções sem acompanhamento médico, como day spa e tratamentos para não-hóspedes.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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