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Conheça as opções de cruzeiros fluviais pela Amazônia

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Conheça as opções de cruzeiros fluviais pela Amazônia
Maurício Brum

Conheça as opções de cruzeiros fluviais pela Amazônia

Você já imaginou visitar a maior bacia hidrográfica do planeta no conforto de um cruzeiro? Atualmente, há várias companhias que oferecem essa experiência aos viajantes interessados em conhecer a Floresta Amazônica a partir de uma perspectiva única. Contato direto com a fauna e flora nativas e uma rica imersão cultural são alguns dos diferenciais desses passeios na região de maior biodiversidade do mundo.

O que você verá em um cruzeiro na Amazônia?

Considerada um verdadeiro tesouro do nosso continente, a Floresta Amazônica é um destino diferente de todos os outros. Além da rica biodiversidade, a região abriga belos atrativos, como o encontro entre os rios Negro e Solimões e o arquipélago de Anavilhanas.

A maioria dos cruzeiros oferece diversas atividades, dentro e fora das embarcações. Entre elas, destacam-se as visitas comunidades ribeirinhas e indígenas, os passeios guiados a pé ou em barcos menores, mergulhos em praias de água doce, passeios de stand up paddle.

Quando embarcar?

Embora a Amazônia seja um destino encantador em qualquer época do ano, é importante entender as dinâmicas climáticas da região antes de agendar a sua viagem. Com clima quente e úmido, a floresta se caracteriza pela constância das altas temperaturas e das chuvas abundantes.

O que realmente varia é o volume da precipitação. Entre novembro e março, ocorre a chamada estação chuvosa. Nessa época, os níveis dos rios são maiores e a navegação é mais fácil, especialmente para grandes embarcações. A temperatura também é mais amena.

A estação seca, por outro lado, ocorre entre maio e setembro, quando os rios atingem as suas vazantes. Esse é o período ideal para explorar a Amazônia por terra ou em barcos menores, mas pode inviabilizar os passeios em barcos maiores. Uma das vantagens dessa época é a possibilidade de conhecer praias que no restante do ano ficam encobertas pelas águas.

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Planeje a sua viagem

Na hora de decidir por uma viagem desse tipo, é essencial se atentar à diferença entre os barcos de transporte e os cruzeiros.

Os primeiros são dedicados às travessias intermunicipais ou interestaduais e suas acomodações costumam ser decks com redes ou quartos mais simples. Já os cruzeiros possuem caráter turístico, oferecendo uma programação repleta de atrações e toda a estrutura necessária para uma estadia confortável.

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Cruzeiros costumam incluir passeios fora da embarcação Iberostar Beachfront Resorts/YouTube/Reprodução

É importante ter em mente também que a maioria das opções partem do porto de Manaus, capital do Amazonas. Já os principais rios que recebem esses barcos de maior porte são o Amazonas, o Negro e o Solimões.

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Grande parte das empresas contam com roteiros pré-estabelecidos, mas há algumas que oferecem experiências personalizadas. Nesse caso, elas costumam ser voltadas a pequenos grupos. Isso influencia no orçamento do passeio, que pode oscilar entre R$ 2 mil e R$ 19 mil reais por viajante.

Passeios completos e variados

No geral, os cruzeiros fluviais oferecem hospedagem em camarote, opções de alimentação e excursões guiadas. As rotas e as características das embarcações são o que diferencia cada empresa. Entre as principais, estão:

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Katerre

Incorporando o melhor da cultura local em seus serviços, a Katerre naveja o Rio Negro em embarcações que comportam grupos até 16 hóspedes. Os barcos de madeira possuem cabines-suíte climatizadas, área de lazer coberta e solarium com mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e duchas. Além disso, a companhia conta com uma tripulação experiente, telefonia satelital a bordo, infraestrutura de apoio e restaurante com cardápio regional.

Os seus passeios ocorrem nos afluentes do Rio Negro e passam por destinos encantadores, entre eles o arquipélago Anavilhanas, o Parque do Jaú, o Circuito das Cachoeiras Selvagens, a Reserva Xixuaú e o território indígena Waimiri-Atroari. Os preços das saídas regulares variam entre R$ 8,4 mil e R$ 28,6 mil reais por pessoa, dependendo da viagem escolhida.

Iberostar Grand Amazon Expedition

Com uma pegada hotel flutuante sobre as águas, o Iberostar Grand Amazon tem cruzeiros de três a sete noites, que partem de Manaus e percorrem os rios Negro, Solimões e Amazonas. Com uma estrutura maior, semelhante às embarcações marítimas, o barco conta com 75 quartos-suítes climatizados com varandas privativas e televisão. Ainda há um deck com piscina e três restaurantes de gastronomia regional.

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Espaçoso, Iberostar tem piscina a bordo Iberostar/Divulgação

Todos os passeios oferecidos levam a uma verdadeira imersão na floresta. Em cada experiência é possível ter contato direto com a fauna, a flora e a população nativa, seja por meio de trilhas ou de visitas a comunidades ribeirinhas. Entre os locais visitados estão a região do Paraná do Barroso, o canal Manaquiri e o entorno do rio Ariaú. Os preços variam entre R$ 8,9 mil e R$ 27,2 mil reais, dependendo da embarcação e da duração escolhida.

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M/V Desafio

Especializada em cruzeiros fretados e personalizados, a M/V Desafio oferece experiências de quatro dias pela Bacia Amazônica. Partindo de Manaus, a Expedição Maguari inclui a visita ao Arquipélago das Anavilhanas e seus igarapés, além de explorações diárias, passeios em barcos motorizados na selva e um restaurante panorâmico. Há também a Expedição Amazônia Namastê, que combina tudo isso com aulas de yoga.

Um diferencial da empresa é o tamanho de seu navio em estilo veleiro, que permite a realização de passeios por florestas alagadas. Os passeios custam em torno de R$ 7,5 mil a R$ 11,3 mil reais.

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Belo Shabono

Voltado exclusivamente a viagens de grupos privados, o barco exige mínimo de cinco passageiros, e no máximo 10, a cada saída de Manaus . Construído todo em madeira ao estilo regional, o Belo Shabono oferece ampla visão ao redor em seus dois pisos. Na parte baixa, além da mesa de refeições e da cabine de comando, ficam ainda três boxes com chuveiro quente de um lado e igual número de cabines com sanitários em frente, além de dois lavatórios externos e uma cozinha de apoio.

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Uma das experiências mais interessantes é pernoitar na parte superior, ao ar livre. Após o jantar, a tripulação transforma os sofás do lounge em confortáveis camas, envolvidas por lençóis egípcios de 300 fios imaculadamente brancos e edredons. As camas ficam lado a lado, sem divisórias. Um glamping flutuante sobre as águas do Rio Negro. Saiba mais sobre os itinerários.

Untamed Amazon

O Untamed Amazon é alimentado parcialmente por energia solar e motores têm baixo consumo de combustível. A embarcação conta com serviço de alto nível e capacidade para 16 hóspedes em oito cabines.

São sete roteiros, com duração de uma a cinco noites, que iniciam em Manaus. Entre as experiências oferecidas, há canoagem, safári fotográfico, visitas a comunidades indígenas, passeios noturnos e caminhadas. Além dos itinerários pré-estabelecidos, a companhia trabalha com opções personalizadas e reservas para eventos corporativos. Os valores dos passeios regulares variam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por pessoa.

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Fonte: Turismo

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Curiosidades

Lago Paranoá: A moldura líquida da capital

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Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.

Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.

No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”. 

As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores. 

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Água, terra e pessoas

Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia. 

“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…” 

Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas. 

Um lago de muitos propósitos

Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m. 

Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital. 

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Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios. 

Por que essa história importa?

nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.

Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.

vídeo YouTube página Tesouros do Brasil

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