Turismo
Bondinho do Pão de Açúcar celebra 112 anos com programação especial
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O Parque Bondinho Pão de Açúcar está em festa. Um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro completa 112 anos no dia 27 de outubro com uma programação que contempla apresentação de samba; parabéns com distribuição de fatias de bolo, mate e brownie; apresentação da Orquestra da Guarda Municipal da Cidade de Janeiro e mais.
Além disso, no dia 31 de outubro, o Parque Bondinho irá presentear o Rio de Janeiro com a inauguração do Bosque das Artes, um espaço cultural de interação com a flora e fauna local, reforçando o papel do complexo como um ponto de integração entre natureza, arte e cultura.
Programação de aniversário
A programação de aniversário, no dia 27, é aberta a todas os visitantes. Terá início às 9h no Morro da Urca, com “D.P.A. e o Mistério do Parque Bondinho”, atração infantil que convida os pequenos a desvendarem um mistério. Ao final do desafio, as crianças levam uma carteirinha oficial de D.P.A. e um brownie comemorativo.
Em seguida, às 12h30, é hora da apresentação da Guarda Municipal, tocando clássicos da música popular brasileira. Depois, haverá o parabéns oficial ao Parque Bondinho, no Espaço Maria Ercília, onde os visitantes serão recebidos com uma decoração especial, além da distribuição de bolo e mate.
No mesmo dia, o Samba da Alvorada se apresenta das 15h às 18h. A celebração termina com a distribuição de brownies comemorativos ao público presente.
Inauguração do Bosque das Artes
Já a inauguração do Bosque das Artes acontece no dia 31. O espaço estreará recebendo o “Projeto Maravilha”, exposição assinada pelo artista gaúcho Carlos Vergara que apresenta uma série de instalações imersivas inspiradas na natureza da cidade do Rio de Janeiro .
A mostra combina arte contemporânea e tecnologia, além de iniciativas educativas, promovendo uma reflexão sobre a preservação ambiental e a relação entre o homem e a natureza. Funcionará diariamente, das 9h às 17h, no Pão de Açúcar .
Serviço
Parque Bondinho Pão de Açúcar
Onde? Av. Pasteur, 520 – Urca
Quando? De segunda a quinta-feira, das 9h às 20h (entrada até 18h30), e de sexta-feira a domingo, das 8h30 às 20h30 (entrada até 19h).
Quanto? A partir de R$ 80 para moradores do estado do Rio de Janeiro e R$ 150 para moradores de outros estados. É preciso adquirir o ingresso antecipadamente no site.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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