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Foz do Iguaçu: como é o passeio no Parque das Aves
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Quem vai ao Parque Nacional do Iguaçu tem opções de passeio que vão além das mundialmente famosas cataratas. Ali do lado, a uma distância que pode até ser percorrida a pé entre as duas entradas, funciona o Parque das Aves , a maior instituição de preservação de aves nativas da Mata Atlântica.
Aberto em 1994, o parque oferece a chance de conhecer mais sobre os animais únicos desse bioma, com experiências de imersão que podem acrescentar um extra à sua jornada em Foz do Iguaçu . Mais de 800 mil visitantes passam pelo parque anualmente.
Atrações do parque
Ao todo, a instituição conserva em suas dependências mais de 1,3 mil aves de 130 espécies diferentes. Há cinco viveiros de imersão, em que o visitante pode acompanhar bem de perto os hábitos de algumas das espécies mais exuberantes da fauna brasileira, como araras, tucanos e a imponente harpia.
Com sorte, é possível até acabar embaixo de um voo rasante das araras, uma das vistas mais famosas do parque.

O local também conta com muitas aves ameaçadas de extinção, e busca conscientizar sobre a importância de desenvolver mais ações similares para evitar o seu desaparecimento.
Apesar do nome, por ser um espaço de 16 hectares integrado à natureza, no Parque das Aves também é recorrente ver outros animais da região, como borboletas, saguis e grandes répteis, incluindo jacarés e jiboias.
Informações para sua visita
O Parque das Aves abre todos os dias, das 8h30 às 16h30. Ingressos podem ser adquiridos online ou no local. A visita padrão sai por R$ 80.
Também há a opção de fazer o Passeio Imersivo Conecta – por R$ 600, com grupos de no máximo 10 pessoas, o visitante garante um passeio guiado por educadores ambientais, podendo interagir e contemplar a alimentação das aves. Ao final, é oferecido um lanche com cardápio que inclui as chamadas plantas alimentícias não convencionais (PANCs), destacando a flora regional – a experiência dura cerca de 3 horas.
Vai com estrangeiros? O Conecta também tem guias que falam inglês. Mais informações podem ser obtidas pelo email [email protected] .
O Parque das Aves fica na Avenida das Cataratas, 12.450, em Foz do Iguaçu. Para quem vai ao Parque Nacional, não tem erro – os dois estão praticamente um em frente ao outro, com menos de 500 metros separando as duas entradas.
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Fonte: Turismo
Curiosidades
Lago Paranoá: A moldura líquida da capital
Quando se pensa em Brasília, é quase impossível não visualizar o brilho tranquilo de um espelho d’água abraçando a cidade: o Lago Paranoá. Mas nem sempre ele esteve ali — na verdade, seu “certificado de nascimento” só ocorreu no século XX.
Em meados da década de 1890, o botânico francês Auguste François Marie Glaziou, integrante da Missão Cruls, identificou no vale do rio Paranoá um amplo “vasto vale banhado pelos rios Torto, Bananal, Gama…” e sugeriu que ali poderia se formar um lago se a água fosse represada.
No edital que selecionou o plano urbanístico de Lúcio Costa para a nova capital, já estava prevista a constituição desse grande reservatório: “lagoa… nível das águas seria a cota de 1000 metros acima do nível do mar”.
As obras da barragem, realizadas em 1957, deram curso à concretização deste plano. O lago foi artificialmente formado para atender mais de um propósito: aumentar a umidade da região ainda muito seca, servir como elemento estético da capital e fornecer lazer aos moradores.
Água, terra e pessoas
Por trás desse espelho d’água está uma história humana marcada por trabalhadores, vilas provisórias e transformações. Em 1957–59 surgiu a Vila Paranoá (também chamada Vila Amaury) que abrigava operários, famílias inteiras e todos os serviços que uma comunidade de construção exigia.
“Fundada em 1957, a Vila Paranoá abrigou grande parte dos trabalhadores que ergueram a capital federal… Localizada entre o Lago Sul e o Lago Norte…”
Quando o nível das águas começou a subir com o represamento, muitas dessas famílias foram removidas; as lembranças daquelas ruas de terra, dos bares, das casas de madeira, foram pouco a pouco encobertas – mas não apagadas.
Um lago de muitos propósitos
Hoje, o Lago Paranoá tem cerca de 48 km² de área, perímetro de aproximadamente 80 km, e profundidade que pode chegar a 38 m.
Ele se transformou em palco de esportes aquáticos, lazer, eventos de vela, caiaque, pesca amadora — além de servir como importante componente ambiental e paisagístico da capital.
Porém, também carrega tensões: o uso urbano, a colonização das margens, o acesso público e as cargas ambientais se tornaram desafios.
Por que essa história importa?
nós, da WebTV, olhar para o Lago Paranoá é mais que mapa turístico: é mergulhar na memória de Brasília — de trabalhadores que edificaram a cidade, de sinais do passado que resistem sob as águas, de um lago que transita entre o uso comum e o reservado, entre o lazer e o ambiente.
Quando você avistar o reflexo alaranjado do pôr-do-sol sobre a água calma, lembre-se: ali está condensada a ambição de uma cidade nova, o suor de quem veio de longe e o desafio de manter público aquilo que foi feito para todos.
vídeo YouTube página Tesouros do Brasil
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